Nunca fui uma criança de brincadeiras internas. Sim, sempre gostei de vídeo games, inclusive ganhei o primeiro de minha mãe, uma apaixonada por jogos de luta. O Super Nintendo fez parte da minha infância com jogos como Super Mario World, Mortal Kombat, Fifa SuperStar Soccer e SimCity – este último jogo até os dias atuais. Ainda assim, existia um balanço entre brincadeiras eletrônicas e as de rua, onde eu preferia estar.

Os anos passaram, mudanças ocorreram, e, com 14 anos me vi morando em outra cidade, estudando em outro colégio, onde eu não conhecia ninguém. Estava no primeiro ano do ensino médio, e a rebeldia já tomava conta de mim. Nos intervalos do dia de aula, eu sorrateiramente fugia do colégio e ia para uma lan house, jogar Counter-Strike, o famoso CS. Até que em um dia qualquer, sentei numa máquina que tinha em sua área de trabalho um jogo chamado Diablo II.

Cliquei para conhecer, e vi que Diablo II – Lord of Destruction, era o tipo de jogo para mim. Longo, cheio de atos, magia e com uma história que precisava ser compreendida para facilitar a sua jogabilidade. Criei a personagem que me acompanharia por todos esses anos. A feiticeira Lara.
No Diablo 2 – LoD, temos a disposição sete personagens para escolha, dois personagens femininos. A assassina e a feiticeira. No mundo dos jogadores, a feiticeira é tida como a personagem mais fraca. Mas, admito que me identifiquei com ela desde o começo e, pasmem, em todos estes anos, nunca joguei com outro personagem.

A história do jogo diz respeito a sede de vingança de Diablo (sim, ele próprio, o tinhoso), que derrotado na primeira versão do jogo, tenta conquistar a alma do herói que o derrotou. Nesse jogo, o cão, que recebe o título de Senhor do Medo, ainda conta com a ajuda dos parentes – Mephisto, o Senhor do Ódio, seu irmão mais velho e Baal, O Senhor da Destruição, o irmão mais novo. O herói (neste caso, o jogador) precisará passar por estes e outros ‘bichinhos’.

A história do jogo é enorme, e resumidamente, ele é formado por três níveis de dificuldade, cada um com cinco atos. E, para ‘zerar’ este jogo, você deverá chegar ao último nível de dificuldade e matar Baal, no último ato. Como qualquer jogo com base no RPG, você precisa de energia, mana, pontos para força, vida, destreza, defesa e outros. Os itens que compõe o seu armamento e vestuário também carregam alguns pontos, que são fundamentais para se manter vivo durante o jogo. Alguns itens mágicos são disponibilizados para ajudar nestes itens, além de gemas, poções, amuletos, anéis, joias, itens raros e runas.

Não é um jogo prático, fácil, ou que se resolva num final de semana. O jogo é multiplayer e através da internet podemos entrar em salas com outras pessoas para jogar ou criar nossas próprias salas e convidar os amigos. Ainda assim, é um processo lento, demorado, estratégico, onde você precisa fortalecer o seu personagem para que ele consiga avançar na história.

Para quem gosta de jogos que exigem Inteligência e estratégia, vale a pena se arriscar. Atualmente a Blizzard já lançou o Diablo III (devo admitir que prefiro o 2), com gráficos espetaculares e uma nova forma de jogar.

E aí? Partiu matar o Satanás?

 

 

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Analista de Marketing Digital na Tao Interativa , produtora artística e de eventos por profissão, publicitária, gestora de eventos e profissional de marketing por formação, esta escorpiana é filha do mundo.
Conhece mais de uma dúzia de países, e quer conhecer outros tantos. Viciada em (boa) música, churrasco e comida japonesa, maquiagem e unhas bem feitas, ela é dessas que não se abalam por paixão.
Workaholic, obstinada e decidida, sempre trabalhou com artistas e eventos, mas nunca se deixou iludir pela falsa Hollywood em que alguns deles acreditam viver.

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