Empatia é a alma do negócio

Empatia é a alma do negócio

São 07:53am, estou sentada na frente do notebook, ouvindo The Cranberries para dar “aquela” inspirada no criativo, sim eu tenho extrema empatia por músicas que não são da minha geração. E na minha mente não param de passar as perguntas: POR QUE NÃO CONVERTE? POR QUE NÃO GERA VENDA? POR QUE NÃO FECHA O FUNIL?

Comecei a analisar meu próprio processo de compra:
Quando e o que comprei pela última vez online?
Fui bem atendida? Tive meu desejo realizado?
Fui bem recebida pela galera do SAC?

Desejo ir muito além de taxas de conversão, cores, adwords e pixels! Existe algo mais profundo do que isso, a dona empatia. A querida que torna nossas relações mais amigáveis e auxilia o fechamento do funil de vendas. Ela faz nosso cliente falar bem de nosso atendimento e recomendar a outros possíveis clientes. Ela faz o cliente marcar nosso nome em redes sociais.

Mas, Juliana como isso é possível? Só empatia vai vender meu produto?
Aí eu te pergunto: Você acha que SÓ botões verdes, azuis, amarelos, CTA’S mirabolantes e um design clean vão fechar a sua venda?
Sendo que seu cliente envia um e-mail para a empresa, ou até liga para o SAC, e acaba sendo mal atendido? Não recebe orientação correta? Não resolve a sua dor?


Vivemos em um mundo cada vez mais automatizado e esquecemos que clientes são pessoas. Não, eles não são chatos pois deles vem o seu sustento! E sim, você é um prestador de serviço.  Por favor, aceite isso, fica mais fácil para trabalhar. Os clientes não estão ali para te servir, estão ali para se deleitarem com o que você faz sejam artes, textos, vídeos, etc.

As principais falhas que eu enxergo em um creator são basicamente não pensar com empatia nestas perguntas ao produzir seu conteúdo:

▪ Estou sendo pessoal?

▪ Essa mensagem é para mim?

▪ Gostaria de receber este produto?

▪ Me interesso pelo que estou lendo?

Em nenhum momento estou extinguindo a importância de um bom CTA, uma campanha bem estruturada, um layout limpo e de fácil navegação do seu site. Neste link da RD tem dicas bem legais. Mas estou chamando você a analisar profundamente em como você apresenta seu produto no mercado e como atende seu cliente online e offiline.

Reitero que conseguir a confiança de alguém é algo extremamente difícil, ainda mais em tempos de tecnologias que os clientes não veem seus produtos ali, na hora. É um conjunto de fatores que fecham a sua venda, entre eles está a Empatia.

Precisamos unir as ferramentas de rankeamento, um site bonito, um call to action legal e, também, a empatia na hora de atender o cliente. Vejo muitas empresas que possuem um layout lindo, perfeito, mas na hora de atender demoram semanas para responder um e-mail (quando quer respondem) ou pior, mandam muitas mensagens automatizadas sem o menor fundamento. 

Empatia está à frente das relações interpessoais, então na hora de montar todo seus planejamento de venda lembre-se que do outro lado da tela existe um humano. E humanos AINDA são humanos.

 

AUTORA: JULIANA NEVES

Call to actions, o que são e como utilizar na minha estratégia?

Call to actions, o que são e como utilizar na minha estratégia?

Call to action: do inglês, chamada para ação.

Call to action são comandos que indicam determinada ação que você quer que a sua audiência faça. Afinal, se você não pedir, eles não vão adivinhar o que fazer.

Exemplos: “COMPRAR AGORA”, “FAÇA DOWNLOAD”, “INSCREVA-SE” e muitas outras.

A primeira coisa que eu vou te contar – caso você ainda não saiba – é: Para vender online você precisa de CTAs. Sem isso não tem venda!

Resumindo, a CTA é usada para fazer a sua audiência “cair” – no bom sentido – no seu funil para que você possa criar um relacionamento de confiança até a venda. Mas isso é papo pra outro post. #chamaeudenovo

Essa é a famosa CTA e se você clicou no “big botão”, Bazinga!

Tá bom, Mari. Já entendi. Agora eu quero mesmo é saber como eu posso usar essas palavrinhas mágicas a meu favor.
Depende, você primeiro precisa definir o objetivo do uso da CTA na sua estratégia. Não é simplesmente jogar uma frase “FAÇA ALGO” e esperar que todo mundo clique, seja pra captar um e-mail, para oferecer um material gratuito, para obter respostas em uma pesquisa, para ter mais seguidores, curtidas. Muita calma nessa hora!

A CTA é literalmente o botão que vai levar a sua audiência pra “passear” pelo seu funil, pelo seu conteúdo. Com a estratégia – e as chamadas – certa para sua persona você consegue fazer uma pessoa sair de uma rede social para  seu blog ou do seu e-mail para o blog, do e-mail para a rede social, para um vídeo, para um formulário, e o mais importante, para uma compra!

 

Call to action não é varinha de condão

Mas vamos lá amiguinhxs, a call to action não é santa milagreira. Estamos falando dessa “super ajuda”, mas tem muito mais por trás disso. Planejar, planejar, testar… 

E qual é a hora perfeita pra mandar ver na CTA?

Na hora de CONVERTER, my friend. Essa é a hora!

A chamada pra ação converte a audiência em lead. E depois disso você precisa entregar valor, não esquece! Se não sua CTA maravigold não vai ter servido de nada. 🙁

Agora você vai me dizer que não tem como colocar o “big botão” vermelho nas redes sociais. Verdade, não dá. É uma pena! Mas dá pra ser criativo e, principalmente, conhecer bem a sua persona. Assim você vai gerar um conteúdo impossível de segurar o click do mouse! Use call to action sem compromisso, oferecer testes gratuitos é uma ótima forma de começar. Quem não ama coisas grátis?!

IMPORTANTE: Não precisa sair colocando CTA a cada duas linhas de conteúdo. E outra dica: Não use frases grandes, tenta usar umas 4 palavras, mais ou menos. Quem está passando pela chamada precisa entender a mensagem e sentir vontade de clicar em um piscar de olhos – ou scroll do mouse!

É extremamente importante que a mensagem fique clara. A pessoa precisa ter certeza do que vai acontecer quando ela clicar na sua call to action, babe! Não pode enrolar e mandar pra um monte de lugar até entregar o tal e-book gratuito. Vai ser rejeição na certa e o relacionamento nem vai começar. #dicadeamiga

Objetividade sempre! Entregar exatamente – ou mais #ficaadica – o que está prometendo, é assim que se começa um relacionamento. E é assim que você fará aquelas pessoinhas lindas clicarem em todas as suas CTAs depois disso. Afinal, elas sabem que daquele click vai sair algo que realmente vai agregar. Só não esquece que esse é um caminho que precisa ser percorrido com paciência e conteúdo de valor.

Eu poderia passar horas falando sobre onde e como usar uma chamada para ação. Mas não temos tantos caracteres disponíveis e muito menos tempo para textão, não é mexxmo?! É mexxmo! Então, seguimos….

Redes sociais:

1 – Instagram: Você pode usar o “ver mais” no story (se tiver mais de 10k de seguidores), o famoso [link na bio]. E esse link pode ser um linktree (https://linktr.ee/). Assim você consegue dar várias opções pra sua audiência e dá pra escolher clicar onde mais se interessar. Ah, pode ser enquete também, opção é o que não falta.

2 – Facebook: Além dos anúncios (que dá outro mega post), você pode usar chamadas nos seus posts orgânicos. E isso inclui fazer perguntas, colocar links de pesquisas, links para seus posts no blog, pra sua página de venda, para um artigo que você achou bacana.

Lembrando: tudo depende da estratégia. Nem sempre a estratégia começa em gerar leads, às vezes você vai precisar primeiro só gerar engajamento mesmo.

3 – Youtube: O famoso “curte e compartilha” e “link na descrição”. Mas pra você fazer alguém clicar no link na descrição do seu vídeo precisa entregar muito valor ou gerar muita curiosidade.

4 – Linkedin: Ótimo para levar seus contatos para artigos do seu blog ou site. E depois de entregar um super conteúdo, com certeza você vai ter mais um inscrito na sua newsletter.

E aí temos as tão famosas – e temidas – páginas de venda e de captura. Nessas dá pra colocar botão vermelho! #aloucadobotãovermelho

Só não esquece que não pode sair colocando botão de chamada pra ação em qualquer lugar.

Repito: tudo depende da estratégia. Tenha uma estratégia, sempre!

Em uma página de captura você pode pedir nome, e-mail e entregar um material gratuito super bacana.  E se você for autoridade no seu nicho, já joga logo a audiência pra página de venda que é moeda no cofrinho na certa! hahaha #brincadeirasaparte

Se você não for – AINDA – clica nessa chamada aqui e entra pro SMXP 

Afinal, tu acha que essas Ladies poderosas do digital saíram de onde?

Portanto, você precisa atrair a atenção das pessoas, engajar sua audiência e, finalmente, converter! Pra cada etapa dessa você deve usar chamadas diferentes.

Sabia que o botão vermelho escrito download não tem feito muito efeito?  Virou mais do mesmo e todo mundo tem um desse.

Pop-ups? Conhece mais chato? Tô lendo um texto e de repente pula uma caixinha na minha cara que só sai se eu colocar meu e-mail. Por favor, não façam!

Mas, olha, um cabeçalho permanente vale usar, ele é chamativo sem ser inconveniente. Pra entender melhor e configurar o seu, clica aqui.

Tem o tal do pop-up de saída que é uma questão a se avaliar. Quando a pessoa está prestes a sair da sua página abre uma caixinha oferecendo “algo em troca do e-mail”. Já foi provado que eles funcionam 35% melhor que uma CTA no fim de um blog post, por exemplo. Mas precisa testar, nem toda persona aceita. Cuidado!

E eu continuo na tecla “DEIXE A MENSAGEM DO VALOR QUE VOCÊ VAI ENTREGAR O MAIS CLARA POSSÍVEL”.

PROMETA FORTE. ENTREGUE FORTE. Cia, André

Utilizar uma call to action é a primeira forma de gerar conversões no seu site. Não adianta todo aquele trabalho de marketing de conteúdo sem CTAs efetivas, que capturem leads e – com trabalho duro – vão converter EM VENDAS no final.

Agora é sua vez! Quais são as CTAs que mais convertem pra você?

Planejamento de conteúdo: o que é e dicas de como fazer

Planejamento de conteúdo: o que é e dicas de como fazer

Você já sentou na frente do computador e teve dificuldades para produzir conteúdo? Se a sua resposta foi sim, esse texto é para você! Muitas vezes, essa dificuldade existe por não haver uma estratégia de conteúdo bem definida.

Independente da área de atuação, alguns pontos precisam ser definidos antes de colocar a mão na massa e efetivamente produzir conteúdo. No livro Marketing de Conteúdo, Rafael Rez, define a estratégia de conteúdo como a “prática de planejar, criar, entregar e gerenciar conteúdo útil e interessante a um público-alvo específico”.

Planejar, de forma geral, é saber onde se está e aonde se quer chegar. É nessa etapa que se deve entender o público, definir os objetivos do conteúdo, mapear a concorrência e determinar quais serão os primeiros passos.

O primeiro passo do planejamento de conteúdo é conhecer o cliente e criar personas, estereótipo do cliente ideal, para direcionar a conversa com ele. Podemos desenvolver quantas personas forem necessárias para conversar efetivamente com o público. Que saber mais sobre persona? Nesse post, nós falamos de 4 ferramentas baseadas em dados para conhecer melhor a persona. Já nesse, mostramos como se comunicar com o seu cliente de forma singular. Confira outros conteúdos sobre persona.

O segundo passo é definir os objetivos do marketing de conteúdo para o negócio. Sem essa etapa, não é possível saber o que devemos correr atrás. O maior erro das estratégias de marketing, de forma geral, é não ter um objetivo claro e definido. Aprendi com Michael Porter que uma estratégia sensata começa com um objetivo correto. Da mesma forma que o planejamento estratégico deve ter um objetivo para o negócio, cada conteúdo produzido deve ter um objetivo específico.

Em seguida, é importante definir em quais canais atuar. É preciso estar em diversos canais para conseguir falar com a audiência e muita gente erra achando que a internet inteira se resume ao Facebook, por exemplo. Em alguns momentos, o ponto de contato com as personas vai acontecer através das mídias sociais, em outros do e-mail ou, até mesmo, do WhatsApp.

O quarto passo é a definição dos formatos de conteúdo. Depender exclusivamente de um formato de conteúdo não é o ideal. Por isso, trabalhe com formatos diferentes como post de blog, infográficos, vídeos, redes sociais, etc. e varie sempre que possível.

Após a definição dos formatos, é importante criar um calendário de conteúdo com temas e datas comemorativas relevantes para aquele negócio. Depois de todas essas etapas, é o momento de definir os KPI’s e as métricas. Sem saber o que medir, não é possível entender se a estratégia de conteúdo estabelecida está tendo sucesso ou não. Lembre-se de documentar todas etapas, metas, objetivos e como os conteúdos selecionados estão sendo estratégicos para alcançá-los.

Por fim e não menos importante: não se esqueça de que atrás de cada avatar, cada e-mail e cada tweet, existe uma pessoa. Então construa relações verdadeiras com os seus clientes.

Dicas para entreter sem interromper  – Como as marcas podem se comunicar sem interromper o seu público?

Dicas para entreter sem interromper  – Como as marcas podem se comunicar sem interromper o seu público?

Quando citamos que as redes sociais exigem que as marcas encontrem maneiras de se comunicar sem parecer anúncios publicitários, estamos falando de entretenimento, lde como reter o seu cliente no conteúdo proposto para que se crie um laço entre consumidor e marca, gerando conversas e compartilhamentos entre seus seguidores.

A tarefa não é fácil, entre as grandes empresas que disponibilizam verbas altas e estão dispostas a investir na marca e no seu posicionamento, fica mais acessível gerar estratégias de entretenimento. Mas, quando a empresa é menor ou tem um pensamento de “quero vender e ponto”, esperando resultados imediatos, dificulta-se a estratégia.

Se a empresa quer investir na marca e a verba é enxuta, não possibilitando grandes campanhas, seguem algumas dicas que podem te ajudar.

Na internet:

MEMES

Memes são uma ótima forma de gerar conversas e compartilhamentos entre o seu público e, se a sua marca tem uma pegada divertida, você pode usar os do momento nas suas redes sociais e incentivar o compartilhamento. Mas, lembre-se, é importante que todo e qualquer post tenha um objetivo e esteja de acordo com a sua persona.

VÍDEOS

Hoje os vídeos estão em alta e proporcionam uma interação maior entre marca e consumidor. Você pode usar os vídeos para conversar diretamente com o seu público (sim, bote essa carinha no sol pra brilhar), se for bom de edição pode criar vídeos animados explicando sobre uma curiosidade ou sobre o seu produto. Use também vídeos depoimentos.

LIVES

Tanto no Facebook quanto no Instagram, as lives são super bem vindas e você pode aproveitar para tirar as principais dúvidas dos seus clientes em relação a um produto ou lives de preparos, caso seja um restaurante, por exemplo. As lives são muito legais para aproximar e entreter o seu público.

IGTV

O novo formato do Instagram chegou causando polêmica e animação aos criadores de conteúdo. Como o formato permite até 10 minutos de vídeo para contas não verificadas, você pode utilizá-lo para gravar curiosidades, tirar dúvidas e gerar conhecimento para a sua base de fans.

STORIES

A queridinha do momento, as Stories têm um grande volume de pesquisas e retém a sua base. Através de enquetes, Gif’s e figurinhas você consegue criar stories animadas e engajar o seu público no conteúdo criado. Ali você pode mostrar o produto que acabou de ser lançado, mostrar a sua empresa, dar dicas rápidas, criar conteúdos momentâneos, entre infinitas possibilidade que podem ser utilizadas nesse formato.

E-BOOKS

Os E-books são formatos mais completos para quando você precisa gerar cadastros/leads no seu site. Eles são uma ótima oportunidade para você mostrar que domina o assunto e propagar conhecimento na sua base. E o que antigamente necessitava de um site, hoje você pode disponibilizá-lo pelo messenger, WhatsApp e pela sua própria fan page.

No Off-Line

CAFÉ DA MANHÃ

A Harley Davidson é um bom exemplo de como isso funciona, todos os sábados, na maioria de suas lojas, ela oferece um café da manhã com food-trucks e bandas ao vivo para quem quer visitá-la. E, por mais que o exemplo tenha sido de uma marca grande, você pode adotar a prática para o seu comércio, oferecendo um pequeno café com atrativos para que o seu público visite o estabelecimento.

PALESTRAS E EVENTOS

As palestras e eventos são uma ótima pedida para quando você precisa propagar sua marca para um nicho específico.

Aqui na cidade de Itu, interior de São Paulo, no mês de junho a Palone Tintas fez parceria com a Sherwin-Williams para realizar um evento em que seria divulgada a Cor do Ano. Foram distribuídos convites para arquitetos e decoradores da cidade, o acontecimento foi um sucesso e já temos demanda para os próximos.

DEGUSTAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO PRODUTO

Quando se lança um produto é legal, além de divulgar nas redes sociais, que se faça uma degustação ou uma apresentação do mesmo em funcionamento para os seus clientes. Além de muito atrativo, a ação atrai novos clientes e faz com que os antigos conheçam, de fato, o seu produto.

Viu como você também pode utilizar o entretenimento para atrair clientes?

Mas lembre-se, cada ação, seja na internet ou no off-line, precisa estar alinhada com seu público e ter objetivos concretos.

Criatividade Inteligente – O dom que não nasce, mas se desenvolve.

Criatividade Inteligente – O dom que não nasce, mas se desenvolve.

Lembra quando você era criança e riscava as paredes e sua mãe queria te matar?

Pois é, ali a sua criatividade queria criar asas, mas, digamos que a parede não é tão aceitável. Aí os seus pais resolvem te dar um bloquinho e uma caixa de lápis de cor ou giz de cera, assim você ficava entretido e não destruía as paredes (kkk).

Há aqueles que dão quebra cabeças, bloquinhos de montar, Legos, enfim…uma infinidade de formas e cores que a sua mente PIRA na bananinha para absorver e aproveitar tudo. Sua imaginação flui, você inventa histórias com tijolos, barros e guarda roupas da avó. Eu lembro que quando minha casa estava em construção haviam muitos tijolos e o quintal era de terra, imagina a farra? Brincávamos MUITO de montar vilas e casinhas naquela zona toda.

Mas, você começa a ser introduzido na sociedade e suas normas que ditam que exatas dá mais dinheiro que humanas “Filho meu não vai ser artista! Aprenda algo que dê lucro”

Em um mundo capitalista, o dinheiro comanda, mas o seu coração adoece e quando cresce percebe que não é tão criativo quanto o amigo designer ou que queria poder criar sem pensar no boleto que vai vencer. A verdade é que a sociedade nos tira da inocência e coloca a nossa criatividade em um pote de vidro, difícil de abrir com o passar dos anos.

Me senti assim por algum tempo, mas tive a sorte da minha mãe incentivar. Porém, não sou o tipo de criativa das cores, eu gosto das palavras, da comunicação e da conexão que posso fazer com diversas pessoas através do conhecimento.

(Mas, você não era designer?)

Sim, sou na verdade, a gente não apaga o que é, só escreve o que quer ser.

Trabalhei na área de criação por 8 anos, mas sempre me senti meio fora da caixa criativa, eu gostava de pensar como aquela paleta e como aquelas formas poderiam agregar ou encantar quem a visse. Então meus esforços acabavam sendo mais no texto do que na arte em si. Não que eu não gostasse do meu trabalho, o amei e aperfeiçoei durante anos, mas quando entrei na faculdade descobri um outro possível universo, o das palavras que já eram parte da minha vida, porém nunca dei a devida atenção. Sempre gostei de escrever, tive blogs, tumblrs, diários, agendas de versos… enfim, no entanto ela ficou ali de canto enquanto eu me divertia com as cores.

Contudo, havia um obstáculo na minha cabeça, eu não era criativa e me convenci disso e me senti um NADA perante aqueles que eram tudo. Por sorte, ou teimosia, não deixei que aquilo fosse uma parede no meu caminho, não era possível que a criatividade fosse um dom, e se ele for eu quero tê-lo. Portanto comecei a pesquisar sobre técnicas em desenvolver a criatividade e me deparei com um workshop online da Hypeness que falava exatamente sobre isso. Lembro que teve uma aula com o Murilo Gun sobre criatividade e como desenvolvê-la e assistindo a aula foi como se acendesse uma luz na minha mente, eu podia tê-la, só precisava trabalhar nela.

E nesse percurso descobri a “Criatividade Inteligente”, basicamente ela é uma forma consciente de desenvolver a criatividade através de novas conexões cerebrais que possam desenvolver a nossa capacidade de associar e criar. Há quem associe a criatividade com a criação de arte, porém, ela está no nosso dia-a-dia sem que a percebemos, ali na receita nova, no trabalho quando tens uma nova ideia para um projeto ou na solução de problemas cotidianos. Ela tá ali. Nos acompanhando como uma sombra sem que a percebemos. Você percebe as sua sombra? Nem eu.

Essas manifestações fazem parte do processo criativo, no qual colocamos para fora nossos pensamentos, nossos sentidos e nossa percepção individual do mundo, do nosso mundo. Quando somos capazes de traduzir nossos sentidos em movimentos, cores, palavras e formas e fazer sentir um desejo individual ou coletivo, estamos criando, estamos sendo criativos.

Tá, e como desenvolvo essa tal de criatividade inteligente?

A conexão interna é um dos aspectos mais importantes para vivenciar os processos criativos e criar novos projetos, soluções e criações. Independente da área em que atua, a motivação é um dos principais motores para se fazer qualquer coisa e ela não vem de fora, ela vem de dentro.

E aí nos deparamos com vários tipos de criativos e pessoas que desenvolvem seus papéis de acordo com a sua personalidade, quem listou esses 4 estereótipos foi o Roger von Oech, um estudioso e consultor em criatividade no Vale do Silício (Silicon Valley)

EXPLORADOR: Busca o que deseja fazendo uma seleção perante uma série de objetivos. Gosta de ser original, portanto sua curiosidade é sua melhor amiga. Escreve as suas idéias e está sempre alerta.

ARTISTA: Transforma a informação em ideias inovadoras, é flexível e se adapta a qualquer ambiente. Rompe regras antigas e cria novas sem ter medo de arriscar-se.

JUIZ: Avalia bem as ideias para decidir se implementa ou não. Seu tempo é seu aliado e sempre segue um cronograma para implantação da nova ideia.

GUERREIRO: É estrategista e planeja cada passo para colocar a ideia em prática. Tem coragem, enfrenta todas as críticas e persiste em suas ideias quando acredita nelas.

O ideal é que cada pessoa tente combinar esses estereótipos para que consiga se desenvolver. Ou seja, que você saia da zona de conforto e ao invés de nadar na piscina que é mais confortável, se jogue em uma cachoeira. A premissa da criatividade inteligente é exatamente essa, que você experimente novas formas de ver o mundo, que você ouça novas músicas, vá à festas diferentes, assista filmes que nunca assistiu, leia livros, escute podcasts, aprenda novos idiomas e coisas novas todos os dias para que o seu cérebro “ative” as sinapses e você consiga incluir o processo criativo no lugar que você o quer.

Entenda que em todo ato de criatividade há um diálogo entre seu passado e futuro, é tudo aquilo que você aprende hoje e amanhã. É o aprender, é o tentar e errar. É ser o que você é além das rupturas da sociedade e além do “não” que você já tem.

DICAS DE LIVROS:

Roube como um artista – 10 dicas sobre criatividade (Austin Kleon)

Um toc na cuca (Roger Von Oech)

Um chute na rotina – Os quatro papéis essenciais no processo criativo (Roger Von Oech)

Tenho uma ideia – Um clássico sobre pensamento criativo (Roger Von Oech)

Quem matou a criatividade? O assassino está por perto (Andrew Grant e Gaia Grant)

SITES LEGAIS:

Puta Sacada – Redação Publicitária

Choco La Design 

Abduzeedo

Design Culture

Pinterest (Não vivo sem)

Hypeness

Buzzfeed

FERRAMENTAS QUE UTILIZO:

Criação: Adobe Photoshop, Adobe Illustrator, Canvas (app para criação) e Crello 

Gerenciamento de projetos: Trello e Operand

Textos: Guardo meus textos no Google Drive e edito tudo por lá.

Também utilizo o Avaliador de títulos e Contador de caracteres

E o google trends keyword planner

Apresentação: Power Point

Edição de fotos: Adobe Photoshop e Mix by Camera360