Escolha uma Página
Como anda a saúde mental da mãe empreendedora?

Como anda a saúde mental da mãe empreendedora?

Você não tem tempo para mais nada! É um corre-corre diário e frenético :p

Acorda, café, arrumar filho 001 para escola, filho 002 faz trabalho de casa, enquanto você senta e trabalha um pouco (o almoço está no fogo, diga-se passagem! E cuidado pois você já queimou o arroz milhares de vezes), pega filho 001 na escola, manda 002 pro banho, arruma 002, dá almoço aos 2, tenta comer alguma coisa (sim a esta altura você está sem fome e sem tempo), coloca 002 para a escola, senta para trabalhar mais uma vez, faz as tarefas da tarde com 001, dá lanche, trabalha mais um pouco, recebe 002 da escola, coloca todo mundo pro banho mais uma vez, dá janta (tenta comer novamente, rs), deixa 001 e 002 no vídeo-game para ter um pouco de sossego enquanto termina seus trabalhos e finalmente é chegada a hora de dormir.

Esta é a rotina da maioria de nós mães empreendedoras, a maior parte dos dias da semana. Não é a toa que chegamos no fim do dia: estressadas, esgotadas, sem ânimo, sem vida! E que por muitas vezes achando que não vamos dar conta de tudo e queremos jogar tudo pra cima, mesmo sabendo que teremos que catar depois!

A maternidade por si, já suga nossas energias como um aspirador de pó. Mas diante das circunstâncias, nos vemos muitas vezes tendo que auxiliar na renda doméstica, ou até, não desejamos abandonar nossos sonhos por conta da maternidade (Sim, somos mães e temos sonhos, ok! Aceite mundo!)

Mediante a este quadro, hoje quero falar sobre a saúde mental da mãe empreendedora. Por mais que tentemos ser uma máquina, precisamos olhar para dentro de nós com um olhar sincero e amoroso. Precisamos cuidar do nosso bem mais valioso. Não, não estou falando dos nossos filhos, estou falando da nossa mente!
Precisamos sim, nos cuidar de dentro para fora. Cuidar para que a nossa mente não seja bombardeada por inúmeras tarefas, processos e obrigações. Não, não somos obrigadas a cumprir tudo! Não somos obrigadas a dar conta de tudo! Pelo simples fato de que somos seres humanos.

Seres humanos têm uma capacidade limitada de lidar com determinadas circunstâncias e por muitas vezes precisam sim de um descanso, uma noite de sono mais longa, um café fresquinho e uma refeição preparada por alguém com todo carinho (fica a dica).

Para finalizar vou deixar algumas dicas que tenho utilizado na minha vida e têm dado certo, espero que sirvam para vocês também:

-Se ame
Você é a pessoa com quem mais convive, então cultive esse jardim aí, mulher! Não o da varanda ou do quintal… Mas esse jardim do seu peito, da sua mente. Regue suas flores e quando for preciso ADUBE SUA TERRA, APARE OS GALHOS E RETIRE AS FOLHAS MURCHAS 😉

-Tenha uma rotina
Faça listas! Sim, listas são ótimas, mas seja fiel a elas. Não coloque muitos itens, mas o suficiente para o dia seguinte. Você vai ver o quanto seu dia foi produtivo. (Depois passa aqui e deixa um comentário, se para você funcionou mesmo)

– Faça terapia
Terapia NÃO é coisa de doido, NÃO é coisa de gente problemática, NÃO, NÃO, NÃO e simplesmente NÃO… O terapeuta é um profissional capacitado que irá ser um facilitador para sua vida. Pense nisso 🙂

– Reserve um tempo somente para você
Para nós mães é completamente difícil esta tarefa, mas reserve um tempinho para tomar um sorvete, dar uma caminhada em uma tarde de sol, tomar um café, ver a praia ou simplesmente ficar deitada ouvindo uma música… Mas isso tudo sozinha! Lembre-se: Você é a pessoa com quem mais convive 🙂

Abaixo ao preconceito com a autoajuda: todo líder precisa de autoperdão

Abaixo ao preconceito com a autoajuda: todo líder precisa de autoperdão

Às vezes, me incomoda bastante a glamourização em torno do empreendedor, gestor ou líder em uma empresa, como se o status o tornasse imune aos erros. Se assim fosse, todas as organizações seriam bem sucedidas e poderíamos assumir uma identidade robótica, extraterrestre, sobrenatural, qualquer uma que não se identifique com a humana.

Há duas certezas na vida que nunca mudam: vamos morrer e vamos errar bastante até a morte. É bem verdade que a experiência vai nos dando subsídios para falhar menos, mas há sempre novos riscos e, com eles, novas quedas. A tal resiliência é companheira forte dos gestores. Mas há uma outra palavrinha chave nessa jornada: autoperdão.

Você não vai conseguir ser o melhor líder sempre; alguns colaboradores não vão te amar; pode ser que você invista tempo e/ou dinheiro em coisas e pessoas que não darão retorno algum; clientes vão embora em algum momento, mas outros vão chegar; você tem direito de se sentir cansado; você pode ser pessimista de vez em quando, mas não deveria alimentar isso nunca; você pode e deve tirar férias; você ficará sem criatividade em algum momento; há situações que trarão desespero mesmo para os mais experientes; o que os outros pensam é muito importante, mas nada vale mais que uma consciência tranquila; você corre um risco inevitável de ferir as pessoas, mesmo que você tenha extrema cautela, e será preciso ser humilde para reconhecer quando isso acontecer; você não é o pica das galáxias – ninguém é – por isso, tenha referências, inspirações, mas nunca se diminua comparando sua trajetória com a do outro, quase nunca as pessoas divulgam seus abismos, só os saltos.

Em sete anos empreendendo, posso fazer uma lista enorme de erros, desde uma planilha mal organizada com as folhas de pagamento até chorar três noites seguidas para conseguir demitir alguém. Certa vez, fiz uma palestra exatamente sobre isso, os percalços, e um dos presentes me disse que aquilo desmotivaria os que ainda desejam criar o próprio negócio. “Desculpe, se você não está preparado para lidar com esses tipos de problemas, abrir mão de certas coisas e errar, você não deveria mesmo pensar em gerenciar nada. O bom gestor ama o que faz, independente de todas as dificuldades que relatei” – respondi prontamente. Hoje, eu… daria a mesma resposta.

Todo empreendedor/gestor/líder lida com três variáveis extremamente difíceis e inconstantes: pessoas, dinheiro e expectativas. Acredite, ninguém tem uma fórmula mágica para isso, mas se você tiver a capacidade de olhar para os erros de forma mais terna, acolhê-los como aprendizado, sua gestão será mais humana e a colheita mais sábia. Vale a pena!

 

Preciso montar uma equipe de Marketing Digital. E agora?

Preciso montar uma equipe de Marketing Digital. E agora?

Começo dizendo, amigo(a), que te compreendo. Nas últimas semanas, comecei a prestar consultoria para um cliente que precisará montar uma equipe para um projeto digital.

Um projeto lindo, com cunho social, mas que precisa de uma equipe que consiga conversar com a empresa, que é bem tradicional, e com o público-alvo do projeto, esse sim presente cada vez mais no ambiente digital.

Daí, além de delinear bem o projeto, preciso pensar em como deve ser essa equipe, que começa com um único profissional alocado, mas que tem o potencial de crescer muito!

Pois bem. Pensando no perfil do primeiro profissional a ser contratado, pensei em vir aqui falar um pouco sobre o que tenho buscado e lido para a montagem desse perfil profissional.

Segundo o relatório Content Trends 2018, da Rock Content, times pequenos de até 5 pessoas são a maioria nas agências e empresas pesquisadas, sendo que:

  • 24,2% das empresas pesquisadas não têm equipe de marketing;
  • 22,1% têm 1 pessoa (basicamente, aquela que se vira nos 30);
  • 36,4% têm um time de 2 a 5 pessoas.

Ou seja, mesmo em um time enxuto, é possível gerar resultados satisfatórios, desde que você entenda como deve ser a composição dessa equipe e qual o foco que deverá dar para suas ações. Para isso, é essencial que você encontre pessoas com o perfil correto para cada fase do crescimento.

Neste post, foco no perfil desse profissional que será o único, ou o primeiro, a tocar uma estratégia de marketing em uma empresa. Mas, também indico leituras para que gestores de times maiores possam ter uma boa base para job descriptions e seleção de profissionais mais especializados. Vamos lá?

 

Ok, tenho um time pequeno. O que devo fazer?

O primeiro passo é entender que um time de 1 ou 2 pessoas não conseguirá entregar os mesmos resultados que um time de 20. Então desapega da vontade de fazer tudo-ao-mesmo-tempo-agora.

Depois, escolha qual será o foco dos seus esforços. Redes Sociais? Blog? E-mail Marketing? WhatsApp? Melhor atuar bem em dois canais do que ser mediano em cinco. Além disso, tal qual a medicina, o marketing digital é composto por tantas especialidades que é literalmente impossível uma pessoa ser fera em todas elas.

Porém, existem algumas características importantes que esse profissional de um time enxuto precisa ter. Como ele precisará lidar em várias frentes, é essencial que ele seja:

  • Proativo e organizado: se sua empresa não tem um gestor ou coordenador, você precisa contratar alguém que seja preparado para executar suas funções sem muita cobrança ou supervisão constante. Isso porque o seu foco deve estar em acompanhar os resultados, e não em verificar se a pessoa está ou não fazendo o que deve fazer.
  • Ter aprendizado autogerenciado: o marketing digital é uma doideira. Todos os dias surgem novas funcionalidades, o que aprendemos no mês passado pode não mais ser relevante hoje. Assim, esse profissional precisa saber onde e como se manter atualizado, ser curioso e antenado, e ter uma sede de aprendizado constante.
  • Alguém que sabe trabalhar em equipe: por mais que talvez ele esteja sozinho no setor, esse profissional precisa saber lidar com pessoas de diferentes áreas, para conseguir obter informações para as ações de marketing, bem como para levar para outros departamentos os feedbacks dos clientes no digital.
  • Alguém que sabe resolver problemas: em uma situação de crise, de alerta ou de dificuldade, esse profissional precisa ser desembaraçado o suficiente para colocar a mão na massa e resolver o problema ou buscar ajuda.
  • Profissional “T-shaped”: o termo, usado pela primeira vez em 1991, significa alguém que é normalmente generalista, mas que se especializa em uma ou duas áreas. Assim, na horizontal, está a abrangência de assuntos que o profissional entende, ou pelo menos consegue conversar sobre. Na vertical, aquelas áreas em que ele realmente domina. Abaixo, segue uma imagem de como seria um profissional T-Shaped em Growth Hacking, retirada deste post.
    Assim, trazendo para uma linguagem mais simples, é legal que essa pessoa, por mais que seja especialista em um assunto, como redes sociais, email ou conteúdo, entenda pelo menos um pouco sobre várias estratégias de marketing.

Por fim, quero deixar aqui a indicação de um livro e dois e-books que ajudam muito na hora de pensar job descriptions, competências e características que esse profissional a ser contratado precisa ter.

  • Como alcançar grandes resultados com pequenos times de marketing.
    Nível: básico
    Por que baixar: Além da explicação básica de como um time de marketing enxuto precisa ser, este e-book indica algumas ferramentas para que este time possa trabalhar, e o case de como a própria Rock Content operava com um time de apenas 3 pessoas.
  • Times de Marketing: como estruturar, contratar e escalar o seu.
    Nível: intermediário
    Por que baixar: O bacana deste e-book é que ele explica como equipes de diferentes tamanhos são formadas, apresenta os papéis essenciais nesses times e ainda traz 18 descrições de vagas para diferentes cargos, como analista de redes sociais, gerente de conteúdo, designer gráfico, especialista em audiovisual e outros.

    – Livro: Gestão por Competências – Ferramentas para atração e captação de talentos humanos
    Autora: Maria Odete Rabaglio
    Por que ler: Porque traz de forma prática metodologias e a descrição do passo a passo para montar e conduzir um processo seletivo, contendo competências e habilidades para a descrição de cargos e funções. O livro traz até mesmo perguntas a serem feitas em processos seletivos para checar se o candidato tem aquela competência específica que buscamos.
Motivar pessoas: isso é possível?

Motivar pessoas: isso é possível?

Qual a origem da força que impulsiona uma pessoa a levantar da cama cheia de vontade de chegar ao trabalho para desenvolver ações criativas – sem ser vigiada para fazer isso – e vibrar com os excelentes resultados que ela vai conquistar em cada etapa e após a conclusão de projetos memoráveis?

Por que alguns profissionais se empolgam tanto ao realizar uma atividade que muitas vezes chegam a ter dificuldade para interrompê-la? Em contrapartida, o que acontece com outros que não criam vínculo com o trabalho, não se emocionam, estão distantes de qualquer sentimento de satisfação com uma nova descoberta?

Lidar com equipes é seguramente um dos maiores desafios dos gestores, dadas as características que diferem umas pessoas das outras. Daí surge o grande espaço para o desenvolvimento de estudos e de técnicas relacionadas à motivação.  

Na psicologia, correntes se dividem entre aqueles que acreditam que a motivação vem do ambiente externo. Já os chamados cognitivistas consideram impossível uma pessoa ser motivada por outra, uma vez que são os impulsos internos os responsáveis pelas ações humanas. 

Não há como negar que elogios, feedbacks, respeito, estímulo à qualificação, prêmio, aumento salarial, novos desafios e metas contribuem para impulsionar um profissional a buscar bons resultados. Mas, se não houver um sentimento interno para reagir a esses incentivos, nada vai acontecer. Será algo parecido com a tentativa de colocar fogo em água.

Sem força de vontade, curiosidade e empenho verdadeiro, não há técnica motivacional que dê jeito. Já com a presença desses combustíveis poderosos, grandes resultados são gerados, mesmo sem a ajuda de fatores externos. Se ninguém atrapalhar, melhor ainda.

Peço perdão aos gestores adeptos da ideia de que é preciso mimar funcionários para que eles se motivem a trabalhar. E também não me levem a mal os palestrantes de autoajuda que repetem frases como “Você pode realizar o seu sonho”, sem ressaltar que só se realiza sonhos trabalhando bem e arduamente.  E mais do que isso, sem esperar contribuições positivas vindas de fora.

Um profissional incapaz de identificar suas falhas e defeitos tem mais dificuldade para acertar e para aprender com os erros e, assim, minimizá-los. Afinal, a motivação é um sentimento indissociável da satisfação. E acertar mais do que errar contribui muito para chegar a ambos.

Nenhum método motivacional vai surtir efeito em pessoas que tentam enganar o chefe e que se divertem nas redes sociais durante o horário de trabalho ou que não se acham obrigadas a responder aos e-mails e mensagens de quem paga o seu salário. Ou ainda que não se interessam por qualificação visando ao aprimoramento das práticas e que não consideram necessário dar retorno sobre tarefas a elas atribuídas. Esse tipo de comportamento indica que ali dentro daquela mente faltou o tal impulso.

Com os desafios gerados pelas mudanças tecnológicas em velocidade surpreendente, mais do que em qualquer outro tempo é fundamental que as ações das pessoas sejam convergentes para a vontade de realizar. Afinal, temos de fazer várias coisas ao mesmo tempo, aprender e mudar continuamente e nos encaixar nesse mundo em completa transformação.  

 

 

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com