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Battlefield V – Lute como uma garota!

Battlefield V – Lute como uma garota!

Não tem como iniciar a primeira semana de Games no Ladies On sem trazer o assunto para o universo feminino, ou, na verdade, para problemas que as mulheres enfrentam no cenário Gamer. Impossível, também, falar de Games em um portal que foi criado para dar voz às mulheres sem comentar sobre a mais recente polêmica neste universo: Battlefield V.

No dia 23 de maio, a EA Games (Eletronic Arts) lançou a capa e trailer do Battlefield V, que contava com uma mulher em primeiro plano, e, de lá pra cá, tem jogador arrancando os cabelos.

Jogadores de todo canto do globo tentaram disfarçar seu machismo com a presença de mulheres jogáveis no Battlefield V com a desculpa de “precisão histórica”, por se tratar de um jogo ambientado na Segunda Guerra Mundial. A precisão histórica era inicialmente uma bandeira levantada pela franquia, no entanto, vários outros ‘desvios’ históricos apareceram em outros jogos da série e não sofreram tanta represália dos fãs. Aliás, no trailer pudemos ver, além de duas personagens femininas – sendo uma com braço protético -, um soldado masculino com rosto pintado de azul e outros com aparência bem modernas, nenhum usando uniforme completo; em momento algum seríamos capazes de adivinhar que seria a Segunda Guerra Mundial, mas os jogadores decidiram que a presença da mulher seria uma afronta à precisão histórica, lançando uma chuva de comentários machistas pelas redes sociais, levantando inclusive a hashtag #NotMyBattlefield pelo twitter.

Sobre a precisão histórica, não vou escrever sobre, pois há inúmeros artigos excelentes pela internet sobre a participação de mulheres que lutaram na Segunda Guerra Mundial. Pesquisem por Bruxas da Noite (regimento de bombardeiros soviéticos), Lyudmila Pavlichenko, Simone Segouin e Roza Shanina só para ter uma ideia de ALGUMAS mulheres que participaram ativamente da Guerra. A questão quanto a mulheres de front ocidental ou oriental só foi levantada pelos gamers dois dias após o início de todas as reclamações, o que nos leva a acreditar que não é realmente o problema e usaram esses fatos apenas para justificar seu ódio gratuito.

Toda a polêmica do Battlefield V, traz à tona a misoginia presente na sociedade, ainda mais escancarada no universo Gamer. Se o problema real com o jogo fosse a precisão histórica, haveriam outros inúmeros movimentos contrários ao mesmo. Assim como toda a ideia da mecânica multiplayer para um jogo de guerra, que é imprecisa para o período vivido. No entanto, todo esse ódio dos jogadores com a série só apareceu agora, ao termos uma mulher na capa e trailer principal.

O gerente da DICE (EA Digital Illusions CE AB), Oskar Gabrielson, usou sua conta no Twitter para comentar sobre o assunto e mostrar a posição da empresa sobre a polêmica:

“Queremos que o Battlefield V represente todos que fizeram parte do maior drama da história humana e dê aos jogadores a escolha de personalizar os personagens. Nosso compromisso é fazer tudo que pudermos para criar jogos que sejam inclusivos e diversos. Sempre nos propusemos a empurrar limites e entregar experiências inesperadas. Mas, acima de tudo, nossos jogos devem ser divertidos. Queremos que o Battlefield V represente todos que fizeram parte do maior drama da história humana e dê aos jogadores a escolha de personalizar os personagens. Nosso compromisso é fazer tudo que pudermos para criar jogos que sejam inclusivos e diversos. Sempre nos propusemos a empurrar limites e entregar experiências inesperadas. Mas, acima de tudo, nossos jogos devem ser divertidos.”

“O feminismo ganhou”, lamentou-se alguém em uma das mensagens com a hashtag #NotMyBattlefield. Não ganhamos, ainda. Mas seguimos na luta para que temas como este estejam sempre em pauta!

 

 

Jogo é coisa de mulher!

Jogo é coisa de mulher!

Falar que as mulheres estão invadindo o mundo dos games é chover no molhado!

Em pesquisa realizada pela Game Brasil, só em 2016 o público feminino já era responsável por 52,6% dos jogos no Brasil, mesmo que ocasionais.

O crescimento do número de mulheres no mercado gamer deve-se a uma gama de fatores. Enquanto nas décadas de 80 e 90 ficávamos presas a computadores e PCs, hoje temos mais possibilidades de plataformas e uma infinidade de jogos, o que democratiza o uso especialmente entre meninas e mulheres, que passam a ter acesso a diversões que antes ficavam restringidas aos homens.

A evolução no mercado gamer acompanha também a mudança social, com a participação da mulher muito mais efetiva em vários setores da sociedade, com possibilidades de aumento de jogos exclusivos para o público feminino em um futuro próximo, embora as mulheres não precisem de distinção dentro dos jogos, participando, inclusive, de grupos mistos em grandes campeonatos pelo mundo.

Traremos para vocês novidades sobre o mundo gamer e, claro, a participação da mulher nesse vasto universo. Porque jogar é coisa de mulher sim!

 

 

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