Por aqui quem manda são as mulheres

Por aqui quem manda são as mulheres

É cada vez mais comum encontrar uma liderança feminina. Gerência, diretoria, presidência. Pensando sobre o que escrever para um dia tão especial, voltei às lembranças do meu cotidiano: mulher, esposa, mãe, líder.

Tantas funções e tanta batalha para ser reconhecida no mercado de trabalho. Deixamos nossos filhos em casa cuidados por outra pessoa ou temos que buscar e levar os filhos na escola. Enfrentamos a sociedade pra trabalhar fora de casa, passar por piadinhas ou suportar muitos chefes e colegas de trabalho com desrespeito. E ao chegar em casa ainda termos que preparar o jantar, lavar, passar, limpar a casa, cuidar de filhos, dar atenção ao parceiro(a).

É tanta luta, tanto obstáculo que temos que enfrentar para termos a liderança feminina reconhecida, para sermos respeitadas.

Mas acredito que toda essa multiplicidade de funções faz com que uma empresa liderada por uma mulher seja mais humana. Porque possui uma gestão que envolve mais a emoção, o lado maternal em relação a cuidar da equipe, a entender os problemas e as dificuldades. Afinal, desenvolvemos a capacidade da pluralidade e isso nos faz ter tato para conversar e resolver várias questões ao mesmo tempo. A mulher possui uma visão multifacetada, que além de se dedicar ao máximo, tem todo um cuidado em tudo que faz se envolvendo mais.

Por aqui, quem manda são as mulheres! Na minha empresa dou preferência pela liderança feminina. Nossa diretora de criação é mulher. A responsável pelo departamento digital é mulher. A responsável pelo departamento financeiro é mulher.

No início, durante as entrevistas, explicava que não aceitava desrespeito ou intolerância. A palavra da líder era a lei. Com o tempo consegui uma equipe muito unida, parceira e cheia de harmonia.

Hoje, não preciso mais me preocupar. Toda a equipe pensa mesma forma, se respeitam muito e se entra alguém que não se enquadra na nossa forma de pensar, ou tratar as mulheres da nossa equipe, a própria equipe já repele essa pessoa, ela não se encaixa e com o tempo pede pra sair ou é demitida.

Meu texto foi uma forma de incentivar por mais mulheres em cargos de liderança, com certeza teremos um mercado de trabalho muito melhor. Feliz dia das mulheres!

Cada uma sabe a dor e a delícia de ser uma mulher

Cada uma sabe a dor e a delícia de ser uma mulher

Coube a mim fazer o texto do LadiesOn para o Dia Internacional da Mulher.

Eu, mãe, empreendedora, dona de casa e “mil e uma utilidades” não soube o que deveria escrever em um projeto que visa dar voz às mulheres que trabalham com comunicação.

E doeu.

Doeu porque a data é para isso mesmo, para doer. Para pensarmos na posição que a mulher ocupa no mundo dos negócios, eu, que já perdi emprego por ser mulher. Para pensarmos sobre a tripla jornada de trabalho, eu, mãe de dois filhos. Para pensarmos sobre a maternidade compulsória, eu, que engravidei na adolescência. Pensarmos sobre as dificuldades de conciliar estudos e afazeres domésticos, eu, que concluí bem tarde a graduação.

Doeu porque, apesar do vivido, eu sou privilegiada por ter rede de apoio, alguma estrutura financeira, marido companheiro, pais presentes, plano de saúde, filhos com a barriga cheia e embaixo de um teto.

A imagem mostra três pessoas sorrindo, da esquerda para a direita, um adolescente de óculos, no centro uma criança pequena, à direita uma mulher.

Alec, Ícaro e eu

Doeu porque, trabalhando com comunicação, ainda há dificuldade em passar conceitos importantes ao público e aos clientes. Feminicídio? Carga mental? Tripla jornada? – “aah, vamos fazer post parabenizando as mulheres.

E ainda dói. Porque, apesar de o LadiesOn ter a missão de reivindicar nosso espaço na comunicação, não conseguimos dar voz a maioria das mulheres da sociedade. Mas podemos levantar a reflexão: o que você faz por nós, no dia a dia, de verdade?