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Design para redes sociais: 8 dicas com o que aprendi durante os anos

Design para redes sociais: 8 dicas com o que aprendi durante os anos

Quero começar esse texto dizendo que – alerta de spoiler – não sou uma designer de formação (chocante, né?). Quando eu fiz faculdade de publicidade tive algumas aulas sobre o tema, e ao ingressar no mundo das redes sociais aos poucos me vi aprendendo, sentando com o time de criação para pegar dicas, chamando o pessoal para dar o famoso “pitaco” no que eu produzia. O que eu quero compartilhar com você, que também não é design de formação, só de coração, é o que ao longo dos anos eu aprendi com esse pessoal nas criações das agências que passei e também estudando, lendo e me aventurando nesse mundo louco e lindo.

1- … E que haja um “padrão”
Se o seu cliente não tiver um manual de marca para você seguir, desenvolva um padrão de criação baseado nas outras criações que ele tem. Pode ser panfletos, sites, o próprio logo. Eu sugiro que você faça uma imersão, dá uma olhada legal no que ele já produz e procure por padrões de cor, padrões de tipo de foto (por exemplo: “poxa, sempre tem uma foto com uma pessoa sorrindo” ou “nunca tem fotos, mas sempre tem vetores”) e as fontes que são utilizadas. Procure esses padrões e você vai agilizar o seu lado (como você já entendeu o que o cliente gosta, a probabilidade é que a quantidade de alterações que ele pediria seja menor) e também vai deixar a comunicação dele muito mais contínua e falando a mesma língua.

2- Quem não tem cão, caça com gato
Aí você me diz, mas Fernanda meu cliente não tem comunicação, e se tem é cada hora de um jeito, sem o padrão que comentamos antes. Se este é o caso converse com ele sobre a importância de ter essa continuidade para fixar a marca dele e etc. Eu costumo desenvolver isso com base no logo quando não há onde se basear.

3- Não deixe para a última hora
A gente sabe que tem vezes que algo fora do nosso planejamento acontece e temos que agilizar um post para não perder o timing. Com o tempo aprendi a deixar alguns templates básicos para diferentes tipos de conteúdo na manga para produzir esses posts com mais rapidez, mas sem perder a qualidade. Organize os arquivos, salve em psd e deixe o time avisado para que todos estejam cientes caso haja uma necessidade.

4- Escolha com sabedoria
Aí precisamos contar com nosso feeling e bom senso. Você precisa ter cuidado e sensibilidade para procurar a imagem certa, porém essa escolha não pode demorar tempo demais e acabar atrasando as demais tarefas. Eu sempre penso primeiro no tipo de imagem que busco, nada de ficar vagando nos bancos de imagens em busca de inspiração.  O que nos leva ao próximo item…

5- Não se apegue
Está procurando há um tempo e não achou o que procurava? Ao meu ver você tem duas saídas: a) não se apegar a ideia original de imagem e flexibilizar, pensar em outra imagem. Ou b) passar para o próximo post e voltar neste depois. As vezes tirar o foco ajuda a gente a pensar em outras abordagens.

6- Dê atenção as proporções e legibilidade
Com o tempo a gente vai pegando o jeito e desenvolvendo um olhar treinado e crítico, mas no começo preste bastante atenção aos elementos que você colocou na imagem e se eles estão legíveis e na proporção correta, esse cuidado transmitirá para a sua audiência profissionalismo.

7- Use o famoso “Menos é Mais”
Quanto mais simples e objetivo, melhor. Você não quer confundir a audiência com um post que tenha muita informação e poluído, cheio de cores gritantes e elementos.

8- Salve em “Save from Web – png”
O jeito que você salva seu arquivo é muito importante, pois é ele que define a qualidade final da imagem. Eu aprendi há um tempo, que os arquivos jpg são leves, mas perdem a qualidade. Dê prioridade ao png, e salve no “save from web” para arquivos leves e bonitos!

Concluindo, a imagem é a parte mais importante do seu post, é ela quem a sua audiência vê primeiro e, portanto, é responsável pelo sucesso ou fracasso da sua mensagem. Uma imagem que não cative seu público pode fazer com que ele nem chegue a ler o texto de apoio, e por todo o esforço de pesquisa e produção a perder. Por isso, invista tempo na criação e também buscando conhecimento nessa área. Você não vai se arrepender.

O perigo de misturar o estilo do design com a personalidade da marca

O perigo de misturar o estilo do design com a personalidade da marca

Sua personalidade interfere na marca do seu cliente?

Assim como todo artista tem uma personalidade, nós designers, criativos, diretores de arte e/ou criação, possuímos um estilo próprio de reunir ideias e dar vida aos elementos gráficos para cumprirem seu papel de advertir, emocionar, transformar, empoderar e COMUNICAR.

Comunicar com cores, disposição dos elementos, tanto para off quanto on-line: todo este processo exige o estudo do público que irá absorver essa informação, dos valores da marca, do conhecimento do produto, de como estará exposto no PDV, de como será abordado nas mídias digitais e gerar o resultado esperado: o like, o compartilhamento, a compra, a identificação com a marca e até uma vida com ela.  

A criação é tão importante quanto todos os processos envolvidos no Marketing, seja ele digital ou não. Um bom planejamento pode não alcançar o resultado esperado, quando este não possui uma boa criação, que informe o desejado e vice-versa.

Um dos problemas que podem ocorrer é a identificação do estilo criativo com a identidade de comunicação, ou seja, quando o perfil do profissional ou da equipe por trás do planejamento de comunicação influencia de maneira tão contundente a ponto do público ou responsável pela marca notar mudanças na estrutura da equipe, por mais sutis que estas possam ser. Ainda em um cenário mais agravante, o criativo ou a equipe chega a anular a verdadeira identidade da marca e seu público, e cria soluções voltadas a personalidade da equipe ou até mesmo do idealizador da marca, trazendo preferências pessoais e excluindo as necessidades reais do público. Consequentemente, temos uma marca vazia, sem segmentação e com déficit no resultado de aceitação da marca ou produto. Temos que lembrar que não criamos para nós mesmos, e sim para falar com pessoas reais que possuem ideias e necessidades diferentes.

Por isso, é primordial que as equipes envolvidas neste processo estabeleçam o limite entre a sua personalidade e a personalidade da marca,  conhecer seu público e estar atento às mudanças de seu consumo, alinhando suas diretrizes e cientes do que a marca representa e oferece. Além disso, é importante a criação de uma padronização de identidade de comunicação, de conceitos e valores, prevenindo para haja uma comunicação eficaz, independente do profissional e estilo criativo.

 

 

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