Nas últimas semanas, uma conversa em um grupo de Facebook voltado para Social Media abriu a minha visão a respeito se, de fato, eu realmente conheço o cliente do meu cliente. O questionamento começou quando uma pessoa com dúvida, perguntou como fazia para conseguir alcançar clientes de determinado público, pois a segmentação por renda do Facebook não estava fazendo efeito nas campanhas de Facebook ADS.

Nos comentários, uma surpresa: uma pessoa comentando que consegue vender um produto bem ímpar, do mesmo público que a pessoa que havia feito a pergunta, com facilidade. No mesmo momento, milhares de perguntas pipocaram, todos gostariam de saber a “segmentação milagrosa” que havia sido utilizada para alcançar tal público.

Super humilde, a pessoa se disponibilizou em compartilhar duas segmentações utilizadas em uma campanha:

●    A primeira, referia-se ao nome de um atleta muito famoso, ganhador de diversos prêmios de um esporte amplamente praticado pelo público escolhido;
●    A segunda, abordava um tipo de prova esportiva, que também era acompanhado amplamente por esse público desejado.

Nessa especificação, foi perguntado se a pessoa que estava em dúvida, conhecia os nomes citados na segmentação. Foi respondido que não. Os dados apontados referentes ao número de pessoas que conhecem os tópicos e são potenciais clientes eram condizentes com a segmentação desejada. Papo vai, papo vem, a frase “Segmentação por classe social não deve ser focada exclusivamente em renda, mas sim, em interesses. Os interesses da Classe A são totalmente diferentes dos interesses da classe C e D”. A partir disso, um estalo se fez presente em minha mente.

Durante o aprendizado sobre como proceder com um novo cliente, com briefings, análises, também é apontada a criação de persona, o que muitas vezes é ignorado ou feito levianamente pelo profissional responsável pelo projeto.

Mas o que é exatamente a persona? A persona, segundo a Resultados Digitais, é uma “representação fictícia” do cliente ideal da organização, sendo baseada em informações reais dos clientes da organização, como comportamento, desafios, objetivos, etc. É fundamental para que a organização consiga criar e desenvolver um relacionamento com o seu público-alvo, pois a partir do surgimento da persona, o processo é facilitado, pois você passa a compreender melhor todos os desejos, anseios e gostos do seu cliente.

O que realmente me chamou a atenção nessa situação foi como os gostos da persona podem ser utilizados para segmentação no Facebook ADS, o que é muito positivo, visto que parcerias amplamente utilizadas para anúncios como a do Serasa Experian, estão sendo descontinuadas. E quanto mais detalhada essa persona for, mais dados a favor da empresa, que consegue com mais facilidade compreender o seu público.

Diversos profissionais de marketing digital afirmam em seus anúncios que conhecem os clientes dos seus clientes e que isso é um dos principais motivos para serem contratados pelas organizações. Mas será que realmente conhecem?  E se conhecem, até onde isso vai?

Nós como profissionais da área, precisamos compreender profundamente o público-alvo de cada organização que trabalhamos, para que o trabalho executado seja bem-sucedido, e que a comunicação aconteça de forma clara e precisa. Que a persona é uma ferramenta que pode contribuir largamente para o trabalho de estabelecer relacionamentos. Diversos conteúdos gratuitos estão disponibilizados a respeito, por que não começarmos a aplicar efetivamente no dia a dia? Essa é a reflexão que trago para hoje.

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Relações Públicas de formação e pós-graduanda no curso de Comunicação e Design Digital pela ESPM, trabalho com comunicação e marketing digital há cerca de 3 anos. O marketing digital foi tomando pouco a pouco o meu coração e hoje em dia não consigo me ver trabalhando em outra área. Apaixonada por história e cultura asiática, tenho como hobby analisar a comunicação utilizada no mercado entretenimento coreano.

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