Qual a origem da força que impulsiona uma pessoa a levantar da cama cheia de vontade de chegar ao trabalho para desenvolver ações criativas – sem ser vigiada para fazer isso – e vibrar com os excelentes resultados que ela vai conquistar em cada etapa e após a conclusão de projetos memoráveis?

Por que alguns profissionais se empolgam tanto ao realizar uma atividade que muitas vezes chegam a ter dificuldade para interrompê-la? Em contrapartida, o que acontece com outros que não criam vínculo com o trabalho, não se emocionam, estão distantes de qualquer sentimento de satisfação com uma nova descoberta?

Lidar com equipes é seguramente um dos maiores desafios dos gestores, dadas as características que diferem umas pessoas das outras. Daí surge o grande espaço para o desenvolvimento de estudos e de técnicas relacionadas à motivação.  

Na psicologia, correntes se dividem entre aqueles que acreditam que a motivação vem do ambiente externo. Já os chamados cognitivistas consideram impossível uma pessoa ser motivada por outra, uma vez que são os impulsos internos os responsáveis pelas ações humanas. 

Não há como negar que elogios, feedbacks, respeito, estímulo à qualificação, prêmio, aumento salarial, novos desafios e metas contribuem para impulsionar um profissional a buscar bons resultados. Mas, se não houver um sentimento interno para reagir a esses incentivos, nada vai acontecer. Será algo parecido com a tentativa de colocar fogo em água.

Sem força de vontade, curiosidade e empenho verdadeiro, não há técnica motivacional que dê jeito. Já com a presença desses combustíveis poderosos, grandes resultados são gerados, mesmo sem a ajuda de fatores externos. Se ninguém atrapalhar, melhor ainda.

Peço perdão aos gestores adeptos da ideia de que é preciso mimar funcionários para que eles se motivem a trabalhar. E também não me levem a mal os palestrantes de autoajuda que repetem frases como “Você pode realizar o seu sonho”, sem ressaltar que só se realiza sonhos trabalhando bem e arduamente.  E mais do que isso, sem esperar contribuições positivas vindas de fora.

Um profissional incapaz de identificar suas falhas e defeitos tem mais dificuldade para acertar e para aprender com os erros e, assim, minimizá-los. Afinal, a motivação é um sentimento indissociável da satisfação. E acertar mais do que errar contribui muito para chegar a ambos.

Nenhum método motivacional vai surtir efeito em pessoas que tentam enganar o chefe e que se divertem nas redes sociais durante o horário de trabalho ou que não se acham obrigadas a responder aos e-mails e mensagens de quem paga o seu salário. Ou ainda que não se interessam por qualificação visando ao aprimoramento das práticas e que não consideram necessário dar retorno sobre tarefas a elas atribuídas. Esse tipo de comportamento indica que ali dentro daquela mente faltou o tal impulso.

Com os desafios gerados pelas mudanças tecnológicas em velocidade surpreendente, mais do que em qualquer outro tempo é fundamental que as ações das pessoas sejam convergentes para a vontade de realizar. Afinal, temos de fazer várias coisas ao mesmo tempo, aprender e mudar continuamente e nos encaixar nesse mundo em completa transformação.  

 

 

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Consultora na área de Comunicação Empresarial, atua com Assessoria de Imprensa, Marketing Digital, Comunicação Estratégica, Media training e Gerenciamento de crises.
Tem experiência de 25 anos nos mercados do Espírito Santo e de Brasília.

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