Durante minha infância eu costumava imaginar que aos vinte e poucos anos eu já estaria realizada profissionalmente e caminhando em direção ao “felizes para sempre” na vida amorosa. Mas, na realidade, me sentia confusa e frustrada.

Depois que de uma série de erros, desacertos e o fim de um relacionamento complicado, me deparei com uma crise de identidade e a conclusão de que não tinha a menor ideia do que estava fazendo com a minha vida.

Sem um plano B, estava diante de uma série de prioridades abandonadas e possibilidades mal trabalhadas. Eu resolvi arrumar a mochila e viajar para caminhar pelo desconhecido. Mesmo que, no fundo, esse desconhecido fosse eu.

Olhando para trás, vejo o quanto aquela menina, que colocou uma mochila nas costas, cresceu e amadureceu. A vida não é uma linha reta, cada um tem o dever de buscar o seu caminho e encontrar sentido para ela! Quando saímos da nossa zona de conforto, aprendemos com o processo e tendemos a voltar com a cabeça diferente.

Reuni nesse texto 5 coisas que aprendi fazendo mochilão e que espero levar para a vida:

  1. O mundo é muito maior do que os nossos problemas

Parece um pouco óbvio, mas as vezes a gente esquece que o mundo é muito maior do que o nosso umbigo. Só quando a gente sai do nosso lugar -comum é que nos damos conta da quantidade de culturas, línguas, modos de vida, visões de vida, problemas e dádivas existem.

  1. Quanto mais leve, melhor

Essa reflexão vale para a vida e para a mochila. Quando a gente coloca uma mochila nas costas, descobre que quanto mais leve, melhor. Em uma viagem com muito deslocamento e percursos de transporte público e a pé, muita bagagem se torna um fardo. A cada escada, parada de ônibus ou catraca de metrô você só aumenta a certeza de que parte daquele peso poderia ter ficado para trás.

  1. Qualidade é mais importante do que quantidade

Quando você começa os planos para viajar é muito tentador a quantidade de possibilidades, são tantos lugares para conhecer e tantas coisas para fazer. Por mais que a gente acredite que possa otimizar o tempo, nem sempre é possível. Além dos imprevistos e questões de logística que não estão ao nosso alcance, é muito importante manter o foco no presente para aproveitar o momento. Não adianta passar 20 dias viajando por 10 países, se a maior parte do tempo você gastou com deslocamentos.

  1. Esteja disponível para as surpresas do caminho

Estude o destino, organize o roteiro, calcule o tempo de deslocamento e rotas alternativas para otimizar o tempo. Mas isso não significa que é preciso ficar preso ao planejamento inicial. Já estendi a estadia por mais dias por ter me encantado com um lugar, assim como já deixei de visitar um lugar que todos diziam ser fundamental para assistir ao pôr-do-sol. Durante as minhas viagens, os momentos mais marcantes são frutos de pequenas surpresas que mudaram o roteiro completamente.

  1. Ir é tão importante quanto voltar

É engraçado como fico planejando novas viagens o tempo todo, mas amo o conforto do lar. Por muito tempo, tive pavor da rotina. Mas aprendi a apreciar a minha, principalmente, a da manhã: acordar cedo, treinar, degustar o café da manhã assistindo ao noticiário e ir para o trabalho. Viajar é maravilhoso (e viciante), mas nada me traz mais prazer do que voltar para casa!

  • Ver +

Jornalista por formação, publicitária na raça. Sou apaixonada por marketing digital, área em que atuo desde 2012 e me especializei pela ESPM/RJ. O foco dos meus estudos ultimamente está em estratégia, planejamento, conteúdo e performance em mídia online.
Mineira (born to be UAI). Aspirante a atleta e viciada em corrida de rua. Viajante/mochileira. Observa o mundo com olhos curiosos e mergulha em diversos universos através de séries, livros, games e fotografias.

Comentários