Mulheres importantes na indústria dos games

Mulheres importantes na indústria dos games

As mulheres estão presente na indústria dos games desde os primórdios, seja no desenvolvimento, design, personagens ou mesmo composição de músicas. Confira algumas que participaram ativamente deste mercado:

Junko Ozawa

Junko era compositora da Namco, primeira empresa japonesa a colocar uma música em um jogo de arcade, e tinha um enorme desafio pela frente: converter os dados digitais em música! Para isso, criou o ‘sound driver’, que criava partituras próprias para as músicas 8 bits. Ela ficou na Namco de 1984 a 2008.

Carol Shaw

Carol Shaw é uma das principais pioneiras do mercado de games, sendo reconhecida como a primeira mulher desenvolvedora de jogos da história. O primeiro jogo da desenvolvedora foi Polo, feito em 1978, feito para uma campanha promocional da grife Ralph Lauren que nunca chegou a ser lançado. Em seguida lançou o primeiro jogo lançado por uma mulher, o  3-D Tic-Tac-Toe, para o Atari. Carol, então, entrou na Activision, onde programou River Raid, em 1983, seu game mais famoso.

Roberta Heuer Williams

Roberta Heuer Williams foi uma das fundadoras da Sierra Online, que criou e popularizou os jogos de aventura. Seu primeiro jogo, Mistery Mansion, de 1980, surprendeu pelos gráficos na época, levando em consideração que o gênero, até então, era apenas em texto.
Outros títulos marcantes de Roberta são King’s Quest e Phantasmagoria (quem nunca deixou de dormir algumas noites após Phantasmagoria, hein?)

Amy Hennig

E se eu te falar que quem escreveu a série Uncharted foi uma mulher, será que vai ter marmanjo arrancando os cabelos? Ela ainda foi diretora criativa da franquia, recebendo o prêmio Writer’s Guild Of America por Uncharted 2. Começou sua carreira na Nintendo, Amu Hennig também já trabalhou para a EA como Game Designer e na Crystal Dynamics como diretora da série Legacy of Kain. Se tornou uma das desenvolvedoras mais entusiasmadas em relação ao cuidado e a importância do roteiro de um jogo, que ela acredita ser o coração da obra.

Rhianna Pratchett

Rhianna é uma das autoras mais importantes do videogame conteporâneo. Foi responsável pela reviravolta história da personagem Lara Croft, nos recentes Tomb Raider e Rise of the Tomb Raider, a autora também escreveu Heavenly Sword e Mirror’s Edge, que recebeu críticas positivas por toda a comunidade gamer.

As mulheres acima são apenas uma pequena amostra da participação feminina no mercado gamer. Há muitas outras que poderiam ser citadas e a participação de mulheres no desenvolvimento de games, em todas as áreas que isso implica, vêm aumentando. Ainda muito abaixo do ideal, mas aumentando.

Teremos mais artigos como este nas próximas semanas de Games aqui do Ladies On e se quiser indicar alguma mulher para ser citada aqui, deixe aí nos comentários.

RPG de mesa: fantasia e realidade se encontram

RPG de mesa: fantasia e realidade se encontram

Jogar RPG de mesa não é apenas reunir os amigos e rolar uns dados. É acima de tudo, aprender a lidar com situações e encarar os problemas, mesmo quando as coisas parecem que vão desmoronar em sua cabeça ou qualquer movimento seja questão de vida ou morte.

Ok, na maioria das vezes realmente é questão de vida ou morte: você está na frente de um dragão, tem alguns segundos para pensar e apenas poucas ações para fazer. E “não morrer” está na sua lista de desejos para o encontro, junto com “ajudar seus amigos de missão”, “derrotar o dragão”, “ganhar experiência suficiente para passar de nível”, “ganhar peças de ouro para comprar aquele item maneiro com o ferreiro”. Se essa não é a melhor metáfora para a vida que levamos fora das dungeons, mais conhecida como vida “real”, ainda não me mostraram uma melhor. Não ficar doente, ter vida social, resolver situações monstruosas (desculpe o trocadilho, foi mais forte do que eu rs), se manter atualizada sobre o mercado e ainda pagar os boletos (em dia, que fique claro!).

Algumas pessoas me perguntam como começar a jogar RPG. No geral, é bem simples. Na minha opinião, se você sabe como viver, você já sabe jogar RPG.

Geral

Imagine comigo: você e seus amigos se reúnem em um determinado dia da semana. A primeira missão foi encontrar um espaço na agenda onde todos possam disponibilizar algumas horinhas do dia para jogar. Passando dessa fase, vamos para a próxima etapa.

A tradução do RPG é “jogo de interpretação de papéis”. Você e seus amigos criam personagens e devem interpretá-los ao longo do jogo. A cada encontro, sem duração mínima, os participantes vivenciam histórias, sejam criadas pelo mestre (explicarei logo abaixo) ou extraídas de livros com aventuras já prontas. Essa história pode durar meses ou até mesmo anos, isso dependerá do envolvimento de cada participante.

As regras são baseadas em livros, e, segundo os próprios autores, são totalmente adaptáveis e não precisam ser seguidas à risca. Existem várias editoras e vários sistemas, possuindo assim diferentes regras para jogar (e algumas pessoas achando que era só rolar uns dados com pessoas fantasiadas… aham!)

O narrador

Existe um mundo criado pelo mestre, jogador que narra todos os acontecimentos e detentor de todo o poder, capaz de fazer cair meteoros nas cabeças de jogadores que queiram discutir regras no meio da missão (isso quase aconteceu num dos grupos que participo rs). Aproveitando, aqui vai minha homenagem à todos os mestres que se esforçam para criar um universo incrível e apaixonante (acho que posso ganhar alguns pontos de experiência para os meus personagens depois dessa, né? <3). Existem várias ambientações para o RPG de mesa, que vão desde cenários medievais a histórias vampirescas. A criatividade é o limite.

Criação e co-criação

Os mestres criam o contexto da aventura e planejam o início, meio e fim. Apesar de todos os monstros, pessoas e lugares que os jogadores deverão encontrar pelo caminho, já sejam pensados previamente, existe a co-criação por parte dos jogadores: e se todos resolverem ficar até mais tarde na taberna enquanto deveriam combater a criatura que está à solta pela cidade? Improvisos, nessas horas, são essenciais. Nem tudo sai como o planejado e você tem que saber lidar com isso.

Os jogadores

Você pode ser quem você quiser e agir como você quiser, desde que suas ações sejam condizentes com o que o seu personagem faria. Trazendo para o marketing digital, você tem uma persona em mãos e o que você precisa fazer é pensar, falar e agir como ela. Aqui as pessoas começam a aprender um pouco do verdadeiro significado de empatia: só porque um elfo odeia orcs, não significa que todas as criaturas irão odiar. É literalmente você pensar como o outro faria: entre enfrentar um exército de goblins e conversar com o general deles, o que você acha que um anão bárbaro com tendência caótica, faria?

O trabalho em equipe

Uma das coisas mais sensacionais do RPG de mesa é aprender a unir forças (literalmente). Você faz parte de um grupo de aventureiros, todos com habilidades diferentes das suas e algumas até complementares. A ideia não é ser melhor do que um ou outro, mas ter habilidades que auxiliem o grupo em determinadas missões. O ego, no contexto da interpretação, também faz parte: personagens com “perfil forte”, estão presentes em qualquer grupo e saber lidar com isso é importante para que não briguem entre si.

Conflitos

Mas nem sempre as coisas terminam bem…

Jack, Hau, Diesa, Bowen, Bread e Gaaki acabam de enfrentar dois grandes inimigos na floresta de XX. Diesa ainda está em seu “modo fúria”, habilidade de bárbaros, e ataca, com sua espada longa, o humano guerreiro Bowen, que está bem próximo.

Hau estava fazendo estacas com os troncos das árvores que foram quebrados durante a batalha. Ele estava extremamente focado para perceber algo. Jack, já cansado da batalha, estava sentado na grama e tocando seu alaúde quando viu o ataque de Diesa. “Quero ficar distante disso aí”, afirma o humano bardo.

Bread, um druida com habilidades questionáveis, tenta lançar uma de suas magias para conter a briga, mas não obtém sucesso: a única coisa que ele conseguiu foi uma falha arcana para a coleção. Ele está próximo de Diesa, as coisas podem ficar um pouco complicadas para ele.

Bowen, um guerreiro com uma armadura de dar inveja, consegue se defender bem do golpe que recebe de Diesa. Ele tenta contra-atacar, mirando na cabeça, e deixando claro que é apenas um golpe de contusão (golpe que não tem a intenção de ferir), mas… Erra o golpe.

Gaaki vê a cena e se aproxima. Como uma samurai, não poderia deixar as coisas tomarem o rumo que está. Porém, o seu lado meio-orc fala mais alto: não é todo dia que um anão surge na sua frente. Ela já está com a katana e wakizashi em mãos.

Diesa percebe a movimentação da meio orc samurai. Dá alguns passos em direção à ela e usa a sua espada longa. O golpe acerta a samurai, mas com um bocado de sorte, não faz tanto estrago na armadura de couro batido.

Gaaki ataca Diesa com a katana e a wakizashi, não levando em consideração que poderia ferir a sua companheira de aventura seriamente. Diesa, assim como Gaaki, já estava bem machucada pela batalha. O azar nos dados estava do lado da anã e ela não consegue se esquivar dos golpes da samurai…

Essa história realmente aconteceu, apenas mudei um detalhe ou outro. Resultado: a jogadora que interpretava Diesa deverá criar outra personagem. A ideia aqui foi mostrar que mesmo dentro de um grupo onde todos deveriam cooperar, brigas surgem. A característica de cada um, bem como saber contornar a situação, pode alterar no final do conflito.

Dá para escrever muita coisa sobre lições que o RPG de mesa traz, mas isso não seria a mesma coisa que vivenciar uma aventura. Por isso, convido você para procurar grupos de RPG em sua região ou até mesmo criar um para jogar online. A maioria dos livros são disponibilizados gratuitamente por alguns autores.

E aí, que tal se aventurar nesse mundo?

 

 

Game também é coisa de marca

Game também é coisa de marca

Se você acha que joguinho é coisa de criança, você está completamente equivocado. Os games representam bem mais do que entretenimento infantil. Segundo dados da Pesquisa Game Brasil (PGB) de 2018, 67,9% dos jogadores brasileiros possuem idade entre 25 e 54 anos.

Nessa mesma pesquisa, perguntou-se aos jogadores de games como eles classificariam algumas marcas. Os critérios estariam entre: “eliminar”, se sentir em “órbita distante”, ser “indiferente”, considerar como do “meu time” e “defender bravamente”. Segundo essa ordem de importância, quanto mais perto da última classificação, maior o envolvimento do consumidor com aquela marca.

No quesito marcas de tênis, por exemplo, a Nike foi vencedora. 40,5% dos entrevistados a colocaram no “seu time” e 36,7% a “defendem bravamente”. As outras marcas avaliadas foram Asics, Mizuno, Adidas, Reebok, Puma, Olympikus, Fila, Timberland, Skechers, New Balance, Converse, Under Armor, Vans e Osklen.

Para um consumidor defender bravamente uma marca é preciso ter um envolvimento emocional profundo, é preciso ter amor e a Nike é uma lovemark. Uma das estratégias utilizadas pela marca para proporcionar experiências únicas aos seus consumidores foi a realização de corridas de rua e posteriormente a criação de uma comunidade batizada como Nike+.

Inicialmente, para fazer parte dessa comunidade, o consumidor precisava comprar um tênis acompanhado de um pequeno transmissor que coletava dados como distância percorrida, ritmo, tempo e gasto calórico. Hoje, ele precisa apenas baixar o aplicativo Nike Running. Dentre as suas funcionalidades, existem os desafios de distâncias semanais e mensais para manter o corredor motivado, os troféus e medalhas para celebrar as conquistas e o ranking para competir com os amigos.

Nós gostamos de competir, atingir objetivos, quebrar recordes e receber recompensas. Quando algo nos proporciona isso, nós nos sentimos vencedores e isso nos estimula a continuar atrás de novos desafios semelhantes. A Nike entendeu tão bem essa lógica e o seu consumidor que só a comunidade Nike+ Run no Facebook conta com mais de 17 milhões de usuários.

Essa estratégia de marketing utilizada pela Nike, alinha conceitos e mecânicas utilizadas em games. Conhecida como gamification ou gamificação, ela tem como objetivo principal engajar e motivar os consumidores com a marca. Entender os hábitos do seu consumidor pode ajudar a criar uma estratégia gamificada e aumentar o vínculo emocional com a sua marca. Fazer um bom estudo da sua persona é essencial para isso. Nesse artigo, você encontra 4 ferramentas baseadas em dados para conhecer melhor sua persona.

Você já desenvolveu ou participou de alguma ação gamificada? Conta pra gente nos comentários!

 

 

 

 

 

Como o Diablo entrou na minha vida.

Como o Diablo entrou na minha vida.

Nunca fui uma criança de brincadeiras internas. Sim, sempre gostei de vídeo games, inclusive ganhei o primeiro de minha mãe, uma apaixonada por jogos de luta. O Super Nintendo fez parte da minha infância com jogos como Super Mario World, Mortal Kombat, Fifa SuperStar Soccer e SimCity – este último jogo até os dias atuais. Ainda assim, existia um balanço entre brincadeiras eletrônicas e as de rua, onde eu preferia estar.

Os anos passaram, mudanças ocorreram, e, com 14 anos me vi morando em outra cidade, estudando em outro colégio, onde eu não conhecia ninguém. Estava no primeiro ano do ensino médio, e a rebeldia já tomava conta de mim. Nos intervalos do dia de aula, eu sorrateiramente fugia do colégio e ia para uma lan house, jogar Counter-Strike, o famoso CS. Até que em um dia qualquer, sentei numa máquina que tinha em sua área de trabalho um jogo chamado Diablo II.

Cliquei para conhecer, e vi que Diablo II – Lord of Destruction, era o tipo de jogo para mim. Longo, cheio de atos, magia e com uma história que precisava ser compreendida para facilitar a sua jogabilidade. Criei a personagem que me acompanharia por todos esses anos. A feiticeira Lara.
No Diablo 2 – LoD, temos a disposição sete personagens para escolha, dois personagens femininos. A assassina e a feiticeira. No mundo dos jogadores, a feiticeira é tida como a personagem mais fraca. Mas, admito que me identifiquei com ela desde o começo e, pasmem, em todos estes anos, nunca joguei com outro personagem.

A história do jogo diz respeito a sede de vingança de Diablo (sim, ele próprio, o tinhoso), que derrotado na primeira versão do jogo, tenta conquistar a alma do herói que o derrotou. Nesse jogo, o cão, que recebe o título de Senhor do Medo, ainda conta com a ajuda dos parentes – Mephisto, o Senhor do Ódio, seu irmão mais velho e Baal, O Senhor da Destruição, o irmão mais novo. O herói (neste caso, o jogador) precisará passar por estes e outros ‘bichinhos’.

A história do jogo é enorme, e resumidamente, ele é formado por três níveis de dificuldade, cada um com cinco atos. E, para ‘zerar’ este jogo, você deverá chegar ao último nível de dificuldade e matar Baal, no último ato. Como qualquer jogo com base no RPG, você precisa de energia, mana, pontos para força, vida, destreza, defesa e outros. Os itens que compõe o seu armamento e vestuário também carregam alguns pontos, que são fundamentais para se manter vivo durante o jogo. Alguns itens mágicos são disponibilizados para ajudar nestes itens, além de gemas, poções, amuletos, anéis, joias, itens raros e runas.

Não é um jogo prático, fácil, ou que se resolva num final de semana. O jogo é multiplayer e através da internet podemos entrar em salas com outras pessoas para jogar ou criar nossas próprias salas e convidar os amigos. Ainda assim, é um processo lento, demorado, estratégico, onde você precisa fortalecer o seu personagem para que ele consiga avançar na história.

Para quem gosta de jogos que exigem Inteligência e estratégia, vale a pena se arriscar. Atualmente a Blizzard já lançou o Diablo III (devo admitir que prefiro o 2), com gráficos espetaculares e uma nova forma de jogar.

E aí? Partiu matar o Satanás?