Whatsapp corporativo: não se esqueça de combinar com a equipe

Whatsapp corporativo: não se esqueça de combinar com a equipe

Cerca de 1,5 bilhão de pessoas usam o Whatsapp em todo o planeta.

É claro que essa ferramenta que tem o poder de multiplicar o tempo e de se manter na frente dos olhos das pessoas o dia todo jamais poderia ficar de fora do mundo dos negócios.  Mais do que isso, precisava passar a gerar lucros. É o que vai acontecer a partir de agora, uma vez que o Facebook, dono do Whatsapp, anunciou no início de agosto a criação de uma interface que tem o objetivo de facilitar a convivência do aplicativo de mensagens com os demais canais de comunicação já utilizados pelas empresas.

A notícia foi recebida com festa entre os profissionais que atuam com marketing digital, uma vez que vai facilitar o acesso a informações como acompanhamento de pedidos online e confirmação de transações. E que tal realizar o sonho de adicionar um botão para levar os clientes a iniciarem uma conversa pelo Whatsapp na página do Facebook? Agora pode.

A versão para negócios do Whatsapp (o Business) foi lançada no início deste ano, mas era necessária uma espécie de gambiarra virtual para que houvesse uma interação com os sistemas corporativos. Com a nova interface, o número do Whatsapp das nossas empresas poderá ser incluído nos anúncios do Facebook. Clicou, falou. Isso não vai sair de graça, evidentemente.

Passadas as comemorações, vamos à vida prática. A sua equipe sabe que existe Whatsapp corporativo? Como ela vai lidar com essa novidade? Os funcionários têm interesse em atender e em responder adequadamente as mensagens dos seus clientes? Ou alguns talvez achem que vai haver mais trabalho e que isso vai atrapalhar o grande volume de respostas que precisam dar aos amigos no telefone pessoal?

Toda inovação, mudança de protocolo de atendimento ou adoção de nova ferramenta de trabalho requer treinamento para que haja bons resultados. Na nossa experiência de agência, temos visto resistência e até mesmo boicote ao uso do Whatsapp por parte de profissionais de algumas empresas. Alguns avaliam que essa nova forma de atender aquelas pessoas que geram receita para bancar seus salários vai sobrecarregá-los. Já imaginou o que pode acontecer com clientes sem respostas ou mal atendidos?

Portanto, antes de aderir a todas as novidades sobre as quais ouve falar, é recomendável que você faça um bom treinamento da sua equipe – incluindo gestores, pois em muitos casos o apego aos velhos hábitos é orientado pelas chefias.

Nem precisaria, mas neste caso é fundamental deixar bem claro que os canais de atendimento estão apenas se atualizando, mas que a obrigação do profissional de atender bem permanece e deve ser aperfeiçoada continuamente.

Mesmo com todos esses cuidados, uma sugestão: delegue a tarefa de gerenciar o Whatsapp e outras maravilhas da tecnologia apenas a quem estiver qualificado e tiver interesse em realizar este trabalho muito bem. Ou o tiro pode sair pela culatra.

 

 

 

5 coisas que aprendi com ações que usam o entretenimento no diálogo com clientes

5 coisas que aprendi com ações que usam o entretenimento no diálogo com clientes

E se o uso do entretenimento nos seus canais aumentasse as cifras da sua renda no final do mês e proporcionasse verdadeiros apaixonados pela sua marca? Incrível, não é mesmo!?

Grandes marcas usam uma pitada de bom humor, com sacadas de entretenimento do momento, para se comunicar com os seus clientes e gerar bons resultados.

Essas publicações, em sua maioria, tem um retorno positivo, principalmente porque desperta no consumidor uma afinidade momentânea com a marca e a sensação de que a empresa está sendo empática com a sua situação dele naquele momento. Mas, é necessário atenção e bom senso, para não perder a mão nos comentários e manter sempre o prometido, desde o começo, ao introduzir esse viés de contato.

Essa técnica não é usada só hoje e existe desde o momento em que a publicidade era 100% offline. Por isso, selecionei os cinco aprendizados que tivemos com as marcas em ações nas mídias sociais de 2013 para cá. Cinco anos com milhares de ações com pouco investimento e resultados incríveis.

1 – É preciso estar no timing certo

O entretenimento pode ser usado em todas as mídias sociais e com todo tipo de conteúdo. O que você precisa é de timing para realizar as brincadeiras na hora certa com os seus clientes. Prova disso é o Ponto Frio, do grupo Cnova, que fantasticamente transformou um Pinguim bem-humorado, no principal porta voz da marca no relacionamento com os seus clientes, ao longo de pelo menos seis anos. A estratégia está no ar e funciona até hoje!

O “boom” da marca aconteceu durante a novela Avenida Brasil, em que um kit criado com o nome de uma das personagens principais, a Carminha, vendeu até rodos e capacetes na internet. Tudo contextualizado com o que estava sendo comentado com as pessoas no momento da novela. Fantástico né?

2 – Entretenimento para gerar engajamento

Quem também tem um ótimo timing para ações online é o Cemitério Jardim da Ressurreição, em Teresina, no Piauí. Na estreia da Copa, eles aproveitaram para mostrar o ótimo desempenho que as pessoas de seu time estavam tendo “em campo”.

Mas, a estratégia do espaço vai além. Isso porque o cemitério usa do bom humor, na medida certa, para atrelar as suas ações com memes do momento e até músicas tradicionais brasileiras, como Eduardo e Mônica, do Legião Urbana.

Essa não foi a primeira vez que a música foi usada em uma ação de entretenimento para surpreender o público. A Vivo refez um videoclipe da música Eduardo e Mônica em sua campanha de Dia dos Namorados, em 2011, unindo momentos chaves da canção com os serviços que ela oferece. Tenho certeza de que você lembra até hoje desta propaganda que foi sucesso em todos os canais.

3 – Esqueça links diretos de vendas

Outro grande aprendizado que o Pinguim do Ponto Frio trouxe ao longo desse tempo é que os links diretos de vendas funcionam, mas trazem ainda mais resultados quando tem um relacionamento de verdade com o momento da compra.

A equipe que cuida das mídias sociais da marca busca sempre entender a real necessidade de seus clientes, atrela ao que ela está comentando no momento na rede, para entregar ofertas ainda mais personalizadas. Ao entrar em uma conversa solicitando descontos para o Pinguim você acaba sendo tratado como um grande amigo.

4 – Entretenimento até em casos mais críticos

Com o Pinguim, não há frases prontas e scripts feitos. Há memes, gifs, músicas, referências, trocas de carinho e até juras de amor. Deu algum problema? Você não será redirecionado para lugar algum. O seu problema é resolvido com agilidade na mesma plataforma, sem deixar as pessoas sem as respostas esperadas!

De 2013 a 2016, a Prefeitura de Curitiba, carinhosamente apelidada de Prefs, também investiu no entretenimento para gerar um relacionamento mais próximo com seu público-alvo. A instituição aproveitou a onda para falar com o auxílio de entretenimento, publicações virais relacionadas a cidade sobre ações de cidadanias e campanhas de conscientização!

Um belo exemplo, foi o Casamento Vermelho entre as prefeituras de Curitiba e Rio de Janeiro, para incentivar a

doação de sangue. A referência utilizada pelas prefeituras do casamento é do episódio da série Game Of Thrones!

Hoje, devido à algumas leis relacionadas ao posicionamento político online, a instituição diminui as brincadeiras, ainda usa em algumas situações o entretenimento para atrair o engajamento dos fãs das páginas.

Na atualidade, quem gerencia crises de atendimento com muito louvor, é o Nubank. Com o objetivo de redefinir o padrão de serviços financeiros em todo o mundo, a diferença já começa logo no relacionamento com os seus clientes. As respostas são sempre carregadas de empatia, gifs e emojis que passam que a empresa preza pelo relacionamento humano.

5 – Saiba quando é hora de virar o jogo

Saber a hora de entrar na onda de alguma brincadeira também ou virar o jogo é importante. Depois de um vídeo cheio de críticas feito pelo canal Porta dos Fundos, no Youtube, a rede Spoleto, preferiu aproveitar para usar a mesma linguagem, sendo extremamente honesta, para recuperar a sua credibilidade com os clientes.

https://www.youtube.com/watch?v=ebe-3s4TLfQ

Tem mais algum aprendizado no uso do entretenimento em ações online ou um case incrível? Conte para a gente nos comentários! Vamos adorar conhecer!

 

 

 

 

 

 

 

Use as plataformas que você tem, mas faça diferente

Use as plataformas que você tem, mas faça diferente

Facebook, Instagram, Twitter e tantas outras redes sociais que são usadas com a preocupação somente de vender um produto ou serviço, de mostrar a cara oferecendo os principais benefícios a curto prazo, o imediatismo que, para Bauman, não passa de uma condição de nossa era, tudo se desfaz em rolagens de tela que duram alguns segundos, em busca da próxima grande interação.

E é aí que a sua marca deve se fazer presente. Você produz conteúdo para o “social’ também?

Não é questão de só publicar o meme do momento, mas entender a fase do seu usuário. O que ele quer?
A lady Ariane escreveu mais sobre isso aqui.

Use as redes sociais de uma maneira diferente: veja os conteúdos que as outras pessoas estão fazendo e se inspire. Não tem problema nenhum em stalkear o conteúdo alheio. Na verdade, tem problema se você não fizer isso.

“É tipo isso, mas não isso” (autor desconhecido)

 

#semtreta #pas 

Você usar as plataformas ao seu favor já é um começo. Enquete nos stories do Instagram, reações do Facebook, chatbots… São várias as possibilidades de produzir um conteúdo usando as ferramentas que já estão a sua disposição.

Como um pedido da Ariane que não tem como negar, aqui estou eu, e falarei novamente sobre o meu filho mais novo (porque mãe besta é assim): RPG nos stories.

Tive um insight durante meados de maio e me perguntei porque ainda eu não tinha feito aquilo. RPG nos stories não é novidade: o @pensandorpg e algumas outras contas já fazem isso. Porém, colocar pitadas de marketing digital foi uma forma que encontrei de ficar à vontade criando conteúdo (vamos botar a cara no sol, né?)

Colocando a frase “antes feito que perfeito” como mantra e, claro, planejando a narrativa e possíveis desdobramentos dela numa folha de papel que estava a minha disposição, tracei a primeira missão. E então, era hora de colocar o plano em prática. Abri o Canva (lembra do “antes feito que perfeito, né?”) e comecei a já criar os stories, mas de forma que não parecessem tão “arte”: fundo preto e duas fontes bacanas e estava resolvido o meu problema (inclusive, temos um conteúdo sobre o Canva aqui).

Depois de pronto, programado em uma ferramenta que uso para gestão de redes sociais (sim, eu trato meu perfil como meu cliente!). E quando eu dei uma pausa, devido aos dias de correria misturados com bloqueio criativo, me perguntaram se eu não iria continuar. Isso serviu como um baita tapa na cara: realmente tinha gente que estava sentindo falta (~surprise face~).

Um outro exemplo bem bacana é o do Capitão Planeta Brasil: um chatbot que interage e informa. O intuito é de você descobrir o seu elemento ao mesmo tempo em que:

 

 

 

E agora, me conta… Qual ação você fará para entreter o seu público e ainda passar a mensagem da sua marca?

 

– Caroline Pinna

 

Dicas para entreter sem interromper  – Como as marcas podem se comunicar sem interromper o seu público?

Dicas para entreter sem interromper  – Como as marcas podem se comunicar sem interromper o seu público?

Quando citamos que as redes sociais exigem que as marcas encontrem maneiras de se comunicar sem parecer anúncios publicitários, estamos falando de entretenimento, lde como reter o seu cliente no conteúdo proposto para que se crie um laço entre consumidor e marca, gerando conversas e compartilhamentos entre seus seguidores.

A tarefa não é fácil, entre as grandes empresas que disponibilizam verbas altas e estão dispostas a investir na marca e no seu posicionamento, fica mais acessível gerar estratégias de entretenimento. Mas, quando a empresa é menor ou tem um pensamento de “quero vender e ponto”, esperando resultados imediatos, dificulta-se a estratégia.

Se a empresa quer investir na marca e a verba é enxuta, não possibilitando grandes campanhas, seguem algumas dicas que podem te ajudar.

Na internet:

MEMES

Memes são uma ótima forma de gerar conversas e compartilhamentos entre o seu público e, se a sua marca tem uma pegada divertida, você pode usar os do momento nas suas redes sociais e incentivar o compartilhamento. Mas, lembre-se, é importante que todo e qualquer post tenha um objetivo e esteja de acordo com a sua persona.

VÍDEOS

Hoje os vídeos estão em alta e proporcionam uma interação maior entre marca e consumidor. Você pode usar os vídeos para conversar diretamente com o seu público (sim, bote essa carinha no sol pra brilhar), se for bom de edição pode criar vídeos animados explicando sobre uma curiosidade ou sobre o seu produto. Use também vídeos depoimentos.

LIVES

Tanto no Facebook quanto no Instagram, as lives são super bem vindas e você pode aproveitar para tirar as principais dúvidas dos seus clientes em relação a um produto ou lives de preparos, caso seja um restaurante, por exemplo. As lives são muito legais para aproximar e entreter o seu público.

IGTV

O novo formato do Instagram chegou causando polêmica e animação aos criadores de conteúdo. Como o formato permite até 10 minutos de vídeo para contas não verificadas, você pode utilizá-lo para gravar curiosidades, tirar dúvidas e gerar conhecimento para a sua base de fans.

STORIES

A queridinha do momento, as Stories têm um grande volume de pesquisas e retém a sua base. Através de enquetes, Gif’s e figurinhas você consegue criar stories animadas e engajar o seu público no conteúdo criado. Ali você pode mostrar o produto que acabou de ser lançado, mostrar a sua empresa, dar dicas rápidas, criar conteúdos momentâneos, entre infinitas possibilidade que podem ser utilizadas nesse formato.

E-BOOKS

Os E-books são formatos mais completos para quando você precisa gerar cadastros/leads no seu site. Eles são uma ótima oportunidade para você mostrar que domina o assunto e propagar conhecimento na sua base. E o que antigamente necessitava de um site, hoje você pode disponibilizá-lo pelo messenger, WhatsApp e pela sua própria fan page.

No Off-Line

CAFÉ DA MANHÃ

A Harley Davidson é um bom exemplo de como isso funciona, todos os sábados, na maioria de suas lojas, ela oferece um café da manhã com food-trucks e bandas ao vivo para quem quer visitá-la. E, por mais que o exemplo tenha sido de uma marca grande, você pode adotar a prática para o seu comércio, oferecendo um pequeno café com atrativos para que o seu público visite o estabelecimento.

PALESTRAS E EVENTOS

As palestras e eventos são uma ótima pedida para quando você precisa propagar sua marca para um nicho específico.

Aqui na cidade de Itu, interior de São Paulo, no mês de junho a Palone Tintas fez parceria com a Sherwin-Williams para realizar um evento em que seria divulgada a Cor do Ano. Foram distribuídos convites para arquitetos e decoradores da cidade, o acontecimento foi um sucesso e já temos demanda para os próximos.

DEGUSTAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO PRODUTO

Quando se lança um produto é legal, além de divulgar nas redes sociais, que se faça uma degustação ou uma apresentação do mesmo em funcionamento para os seus clientes. Além de muito atrativo, a ação atrai novos clientes e faz com que os antigos conheçam, de fato, o seu produto.

Viu como você também pode utilizar o entretenimento para atrair clientes?

Mas lembre-se, cada ação, seja na internet ou no off-line, precisa estar alinhada com seu público e ter objetivos concretos.

Mulheres importantes na indústria dos games

Mulheres importantes na indústria dos games

As mulheres estão presente na indústria dos games desde os primórdios, seja no desenvolvimento, design, personagens ou mesmo composição de músicas. Confira algumas que participaram ativamente deste mercado:

Junko Ozawa

Junko era compositora da Namco, primeira empresa japonesa a colocar uma música em um jogo de arcade, e tinha um enorme desafio pela frente: converter os dados digitais em música! Para isso, criou o ‘sound driver’, que criava partituras próprias para as músicas 8 bits. Ela ficou na Namco de 1984 a 2008.

Carol Shaw

Carol Shaw é uma das principais pioneiras do mercado de games, sendo reconhecida como a primeira mulher desenvolvedora de jogos da história. O primeiro jogo da desenvolvedora foi Polo, feito em 1978, feito para uma campanha promocional da grife Ralph Lauren que nunca chegou a ser lançado. Em seguida lançou o primeiro jogo lançado por uma mulher, o  3-D Tic-Tac-Toe, para o Atari. Carol, então, entrou na Activision, onde programou River Raid, em 1983, seu game mais famoso.

Roberta Heuer Williams

Roberta Heuer Williams foi uma das fundadoras da Sierra Online, que criou e popularizou os jogos de aventura. Seu primeiro jogo, Mistery Mansion, de 1980, surprendeu pelos gráficos na época, levando em consideração que o gênero, até então, era apenas em texto.
Outros títulos marcantes de Roberta são King’s Quest e Phantasmagoria (quem nunca deixou de dormir algumas noites após Phantasmagoria, hein?)

Amy Hennig

E se eu te falar que quem escreveu a série Uncharted foi uma mulher, será que vai ter marmanjo arrancando os cabelos? Ela ainda foi diretora criativa da franquia, recebendo o prêmio Writer’s Guild Of America por Uncharted 2. Começou sua carreira na Nintendo, Amu Hennig também já trabalhou para a EA como Game Designer e na Crystal Dynamics como diretora da série Legacy of Kain. Se tornou uma das desenvolvedoras mais entusiasmadas em relação ao cuidado e a importância do roteiro de um jogo, que ela acredita ser o coração da obra.

Rhianna Pratchett

Rhianna é uma das autoras mais importantes do videogame conteporâneo. Foi responsável pela reviravolta história da personagem Lara Croft, nos recentes Tomb Raider e Rise of the Tomb Raider, a autora também escreveu Heavenly Sword e Mirror’s Edge, que recebeu críticas positivas por toda a comunidade gamer.

As mulheres acima são apenas uma pequena amostra da participação feminina no mercado gamer. Há muitas outras que poderiam ser citadas e a participação de mulheres no desenvolvimento de games, em todas as áreas que isso implica, vêm aumentando. Ainda muito abaixo do ideal, mas aumentando.

Teremos mais artigos como este nas próximas semanas de Games aqui do Ladies On e se quiser indicar alguma mulher para ser citada aqui, deixe aí nos comentários.