Game também é coisa de marca

Game também é coisa de marca

Se você acha que joguinho é coisa de criança, você está completamente equivocado. Os games representam bem mais do que entretenimento infantil. Segundo dados da Pesquisa Game Brasil (PGB) de 2018, 67,9% dos jogadores brasileiros possuem idade entre 25 e 54 anos.

Nessa mesma pesquisa, perguntou-se aos jogadores de games como eles classificariam algumas marcas. Os critérios estariam entre: “eliminar”, se sentir em “órbita distante”, ser “indiferente”, considerar como do “meu time” e “defender bravamente”. Segundo essa ordem de importância, quanto mais perto da última classificação, maior o envolvimento do consumidor com aquela marca.

No quesito marcas de tênis, por exemplo, a Nike foi vencedora. 40,5% dos entrevistados a colocaram no “seu time” e 36,7% a “defendem bravamente”. As outras marcas avaliadas foram Asics, Mizuno, Adidas, Reebok, Puma, Olympikus, Fila, Timberland, Skechers, New Balance, Converse, Under Armor, Vans e Osklen.

Para um consumidor defender bravamente uma marca é preciso ter um envolvimento emocional profundo, é preciso ter amor e a Nike é uma lovemark. Uma das estratégias utilizadas pela marca para proporcionar experiências únicas aos seus consumidores foi a realização de corridas de rua e posteriormente a criação de uma comunidade batizada como Nike+.

Inicialmente, para fazer parte dessa comunidade, o consumidor precisava comprar um tênis acompanhado de um pequeno transmissor que coletava dados como distância percorrida, ritmo, tempo e gasto calórico. Hoje, ele precisa apenas baixar o aplicativo Nike Running. Dentre as suas funcionalidades, existem os desafios de distâncias semanais e mensais para manter o corredor motivado, os troféus e medalhas para celebrar as conquistas e o ranking para competir com os amigos.

Nós gostamos de competir, atingir objetivos, quebrar recordes e receber recompensas. Quando algo nos proporciona isso, nós nos sentimos vencedores e isso nos estimula a continuar atrás de novos desafios semelhantes. A Nike entendeu tão bem essa lógica e o seu consumidor que só a comunidade Nike+ Run no Facebook conta com mais de 17 milhões de usuários.

Essa estratégia de marketing utilizada pela Nike, alinha conceitos e mecânicas utilizadas em games. Conhecida como gamification ou gamificação, ela tem como objetivo principal engajar e motivar os consumidores com a marca. Entender os hábitos do seu consumidor pode ajudar a criar uma estratégia gamificada e aumentar o vínculo emocional com a sua marca. Fazer um bom estudo da sua persona é essencial para isso. Nesse artigo, você encontra 4 ferramentas baseadas em dados para conhecer melhor sua persona.

Você já desenvolveu ou participou de alguma ação gamificada? Conta pra gente nos comentários!

 

 

 

 

 

Você realmente conhece o cliente do seu cliente?

Você realmente conhece o cliente do seu cliente?

Nas últimas semanas, uma conversa em um grupo de Facebook voltado para Social Media abriu a minha visão a respeito se, de fato, eu realmente conheço o cliente do meu cliente. O questionamento começou quando uma pessoa com dúvida, perguntou como fazia para conseguir alcançar clientes de determinado público, pois a segmentação por renda do Facebook não estava fazendo efeito nas campanhas de Facebook ADS.

Nos comentários, uma surpresa: uma pessoa comentando que consegue vender um produto bem ímpar, do mesmo público que a pessoa que havia feito a pergunta, com facilidade. No mesmo momento, milhares de perguntas pipocaram, todos gostariam de saber a “segmentação milagrosa” que havia sido utilizada para alcançar tal público.

Super humilde, a pessoa se disponibilizou em compartilhar duas segmentações utilizadas em uma campanha:

●    A primeira, referia-se ao nome de um atleta muito famoso, ganhador de diversos prêmios de um esporte amplamente praticado pelo público escolhido;
●    A segunda, abordava um tipo de prova esportiva, que também era acompanhado amplamente por esse público desejado.

Nessa especificação, foi perguntado se a pessoa que estava em dúvida, conhecia os nomes citados na segmentação. Foi respondido que não. Os dados apontados referentes ao número de pessoas que conhecem os tópicos e são potenciais clientes eram condizentes com a segmentação desejada. Papo vai, papo vem, a frase “Segmentação por classe social não deve ser focada exclusivamente em renda, mas sim, em interesses. Os interesses da Classe A são totalmente diferentes dos interesses da classe C e D”. A partir disso, um estalo se fez presente em minha mente.

Durante o aprendizado sobre como proceder com um novo cliente, com briefings, análises, também é apontada a criação de persona, o que muitas vezes é ignorado ou feito levianamente pelo profissional responsável pelo projeto.

Mas o que é exatamente a persona? A persona, segundo a Resultados Digitais, é uma “representação fictícia” do cliente ideal da organização, sendo baseada em informações reais dos clientes da organização, como comportamento, desafios, objetivos, etc. É fundamental para que a organização consiga criar e desenvolver um relacionamento com o seu público-alvo, pois a partir do surgimento da persona, o processo é facilitado, pois você passa a compreender melhor todos os desejos, anseios e gostos do seu cliente.

O que realmente me chamou a atenção nessa situação foi como os gostos da persona podem ser utilizados para segmentação no Facebook ADS, o que é muito positivo, visto que parcerias amplamente utilizadas para anúncios como a do Serasa Experian, estão sendo descontinuadas. E quanto mais detalhada essa persona for, mais dados a favor da empresa, que consegue com mais facilidade compreender o seu público.

Diversos profissionais de marketing digital afirmam em seus anúncios que conhecem os clientes dos seus clientes e que isso é um dos principais motivos para serem contratados pelas organizações. Mas será que realmente conhecem?  E se conhecem, até onde isso vai?

Nós como profissionais da área, precisamos compreender profundamente o público-alvo de cada organização que trabalhamos, para que o trabalho executado seja bem-sucedido, e que a comunicação aconteça de forma clara e precisa. Que a persona é uma ferramenta que pode contribuir largamente para o trabalho de estabelecer relacionamentos. Diversos conteúdos gratuitos estão disponibilizados a respeito, por que não começarmos a aplicar efetivamente no dia a dia? Essa é a reflexão que trago para hoje.