Marketing Sazonal: como fazer anúncios que vendem mais?

Marketing Sazonal: como fazer anúncios que vendem mais?

Você já começou seu planejamento digital para esse ano, levando em consideração o marketing sazonal?

O marketing sazonal é uma estratégia em que aproveitamos para estimular vendas em períodos específicos e manter o negócio aquecido. Nele, utilizamos datas comemorativas e sazonais como estratégia de mídia, conteúdo e vendas.

O objetivo é complementar, desenvolver estratégias e rotinas que vão potencializar as vendas e conquistar mais clientes. Para isso, 3 estratégias de marketing podem ser usadas durante esse período:

  • E-mail marketing (principalmente se você já tem uma lista de e-mails qualificada)
  • Anúncios pagos nas redes sociais (criação de campanhas publicitárias específicas)
  • Marketing de conteúdo (quando você já tem um blog e/ ou site com um bom tráfego de pessoas acessando e já com uma estratégia definida)

Muitos segmentos ainda não exploram tão bem o marketing sazonal, apesar de ele já ser bastante divulgado, principalmente no segmento varejista. Esse é o momento de você se destacar dos demais.

Como fazer um planejamento de marketing sazonal?

1 – Mapeie e escolha as datas comemorativas.

Como toda boa estratégia digital, trabalhar com datas comemorativas requer planejamento. Faça um levantamento das datas que são celebradas tanto universalmente quanto regionalmente. O Serasa Experian produziu um Calendário de Datas Comemorativas que pode te ajudar nesse momento.

Em seguida, avalie se elas fazem sentido para o seu cliente ou negócio. Não vai adiantar você escolher datas que não estejam alinhadas com o posicionamento do seu negócio ou do seu cliente. Escolher datas erradas podem gerar desperdício de tempo, dinheiro e recursos.

Saia do comum! Além das datas consideradas mais óbvias, leve em consideração as menos conhecidas. Datas alternativas poderão ser oportunidades para trazer bons resultados. Atualmente, no Brasil, existem mais de 150 datas comemorativas somente neste primeiro semestre. Aproveite!

2 – Entenda o seu público-alvo

Depois de mapear as datas mais importantes, o próximo passo é compreender o seu público-alvo (a quem se destina) e a sua jornada de compra ou modelo de negócio. Embora você já tenha seu público-alvo definido, algumas datas serão mais estratégicas para um público que não seja o seu diretamente. Tenha em mente que talvez você não se relacione em um primeiro momento com as suas personas diretas, mas ainda assim você alcançará novas possibilidades.

3 – Busque inspirações e referências anteriores

Realize Benchmarking, se inspirando no mercado e na concorrência. Se você está começando, pode ser interessante identificar estratégias que já trouxeram bons resultados e não correr muitos riscos com abordagens que não foram cases tão bons.

Além disso, pesquise se seu cliente ou empresa já fez alguma estratégia digital com datas comemorativas, esse resgate pode ser valioso para as suas novas ações.

4 – Crie uma campanha

Agora que você já planejou, pesquisou e entendeu seu mercado e público-alvo, está na hora de definir um propósito para sua campanha. Assim como qualquer campanha de marketing, é necessário definir que mensagem você quer passar e o retorno que você espera. Escolha bem em quais mídias e formatos que você quer aparecer. Faça com que a mensagem transmita seus objetivos e leve seus clientes ao caminho que você definiu.

Fique ligado: cada rede social tem características únicas. E cada campanha estará em uma etapa de funil de vendas específico. Sua estratégia deve considerar todos esses pontos. Exemplo: Enquanto o Twitter é formado por mensagens curtas, rápidas e com conteúdo em tempo real, o Facebook oferece um canal maior de relacionamento. Além de que, cada uma delas tem dimensões diferentes de tamanho de mensagens de textos, imagens e duração de vídeo.

5 – Faça um cronograma e elabore um plano de ação

“Uma ação para o dia de natal não começa no Natal.” É preciso se antecipar ao máximo para executar uma campanha em datas comemorativas, principalmente nas mais óbvias. Inicie o seu plano de ação com awareness para o topo de funil com no mínimo 2 meses de antecedência.

Seus concorrentes, provavelmente, terão a mesma estratégia que você. Se destaque. Será difícil competir quando todo mundo estará fazendo a mesma coisa em datas super concorridas.

Crie uma audiência antes para trabalhar o remarketing nesses períodos e assim garantir o fortalecimento da sua campanha com pessoas realmente interessadas.

É preciso estar atento aos temas e anúncios dos links patrocinados. O conteúdo deve ser criativo e consiga atrair novos clientes.

Dica: Defina horários certos para as postagens e pause em momentos auges. Monitorar a sua campanha será essencial para você ter bons resultados. Atualmente, avalie também, campanhas de marketing voltadas para dispositivos mobiles, pois estes possuem mais visibilidade que desktops (PCs).

Seja criativo! No Facebook, aproveite as diversas possibilidades de formatos ao seu favor. Aproveite as datas especiais para gerar vendas e promoções. Use o formato Obtenções de oferta. Crie cupons para as pessoas utilizarem nas suas lojas virtuais, físicas ou para divulgar algum serviço.

Com antecedência, publique imagens ou vídeos para avisá-los da promoção e gerar expectativas. Outro formato bem interessante é o Facebook Lead Ads, com ele você pode gerar leads e impactá-los posteriormente por e-mail marketing ou na sua própria campanha (através de listas de públicos personalizados).

Ah, não se esqueça de ter tudo preparado e validado para ser divulgado em todos os canais de comunicação que você escolheu com bastante antecedência.

Pra você que não considerou ainda essas datas, vale a pena repensar e aproveitar no seu planejamento digital. Ainda dá tempo!

Curtiu as dicas? Tenho certeza que estará mais preparado para aproveitar as oportunidades que o marketing sazonal pode trazer para o seu negócio ou cliente 🙂

Já pensou em anunciar no YouTube?

Já pensou em anunciar no YouTube?

Todo ano desde 2013, o YouTube divulga a Pesquisa Video Viewers  que analisa o comportamento dos brasileiros ao assistir vídeos, nas telinhas e na TV.

O crescimento já era esperado, há quanto tempo a gente ouve falar que os vídeos ‘estão dominando a internet?’ O YouTube só fica atrás da Rede Globo, já é maior que todos os outros canais da TV aberta somados em número de vídeos assistidos. O Brasil é o segundo país com mais horas de vídeo assistidas no YouTube. E o nível de atenção é muito alto.

No YouTube 95% dos anúncios são visualizados até o fim, enquanto a média em outras plataformas e apps é de 66%.

Os brasileiros utilizam o YouTube para se distrair e adquirir conhecimento. É interessante olhar o quadro abaixo tendo em mente o seu negócio/cliente para pensar conteúdos e anúncios. Como a sua marca pode resolver problemas do dia a dia do consumidor? Como pode ajudá-lo profissionalmente? As boas e velhas perguntas do conteúdo. É nas estratégias de vídeo que o casamento entre mídia e conteúdo é mais importante do que nunca.

Já entendi. O YouTube é importante. Mas será que é para a minha marca?

Análises de verdade precisam considerar budget, expectativa do cliente e jornada de compra para responder essa pergunta. Mas o ponto desse artigo é abrir a cabeça (e o planejamento) para uma estratégia completa de ads no YouTube e suas possibilidades. O objetivo é olhar para o YouTube muito além de um canal de mídia, mas uma forma de aprender e extrair dados sobre a audiência e seu comportamento.

A visão que se tinha antes era a de que vídeos eram excelentes para branding e nem tão bons para conversão, mas o Google Ads tem trabalhado em caminhos novos para encaminhar usuários para uma conversão mais direta, como TrueView for action. Veja abaixo algumas possibilidades de formatos e segmentações.

– Anúncios TrueView In-stream

É nesse formato que o anunciante só paga quando o usuário assiste ao vídeo (ou a 30 segundos dele). O vídeo é exibido antes, durante ou depois de um vídeo que o usuário estiver assistindo e poderá ser pulado após cinco segundos.

Também pode aparecer em sites parceiros e aplicativos na Rede Display. Dá para usar focando em tráfego para o site, leads e alcance da marca.

– TrueView Discovery

Antes conhecido como “in-display”,  esse formato é para incluir vídeos ao lado de relacionados, como parte do resultado de pesquisa ou na página inicial do YouTube no mobile. O anúncio é uma minuatura do vídeo com um texto.

O anunciante só é cobrado quando o usuário opta por assistir ao vídeo clicando na miniatura.

– Bumper Ads

A duração do vídeo é de até 6 segundos, é obrigatório para o usuário assistir, antes, durante ou depois de outros vídeos. É tão rápido que quase não daria tempo de pular. Mas é preciso considerar que o nível de atenção na mensagem pode não ser alto, o vídeo precisa comunicar bem e rápido.

Como é obrigatório, a cobrança é por impressões. Use quando o objetivo for alcance, disseminar a mensagem.

– Anúncios out-stream

São vídeos exclusivos para dispositivos móveis em sites parceiros e aplicativos (e não de outros vídeos no YT), banner ou nativos. São reproduzidos com som no mudo, ativado pelo usuário se tocar no anúncio. O anunciante paga quando o vídeo é visto inteiro ou por mais de 2 segundos, com base no custo por mil impressões visíveis. Use para alcance e reconhecimento da marca.

Para estudar com mais detalhes, comece aqui.

Possibilidades de segmentação 

Hoje anunciar no YouTube permite sair daquela segmentação demográfica clássica de idade, região e gênero. É muito mais eficaz combinar essa configuração com comportamentos e interesses. Por exemplo, ao invés de anunciar uma atração turística para pessoas entre 20 e 45 anos, aparecer para pessoas que estão buscando por aquele destino e consomem canais de viagem.

Públicos-alvo de afinidade: ampla variedade de categorias, como fãs de esporte e viagens, consumidores que procuram carros ou pessoas específicas que visitaram seu site.

Públicos-alvo de afinidade personalizados: uma combinação de interesses diferentes, como interesses inseridos como palavras-chave e apps utilizados, por exemplo.

Palavras-chave.

Tópicos: vídeos, canais e sites relacionados ao tópico pretendido. Por exemplo, “viagens” para exibir o vídeo de um destino/hotel para pessoas que assistirem vídeos sobre viagens.

Canais: uma seleção de canais específicos em que o anunciante pretende aparecer.

Afinidade: Interesses captados pelos hábitos de navegação dos usuários.

Audiência customizada: selecionando páginas ou termos de interesse, o Google cria uma segmentação customizada para aquele comportamento,

Base de clientes: dados do CRM.

Remarketing: para reconectar-se com pessoas que interagiram com o site ou outros vídeis da marca.

Importante lembrar também que dá para excluir manualmente canais em que o anunciante não deseja aparecer.

Por último, marcas de todos os portes estão no YouTube e não é necessário um grande orçamento para começar. Anuncie localmente aquele cliente que é uma confeitaria cheia de doces temáticos, por exemplo.

E se a empresa é de porte maior, já passou da hora de considerar YouTube. Veja aqui e aqui cases para inspirar.

Ficou alguma dúvida? Escreve para mim! Vai ser um prazer ajudar você. 

Call to actions, o que são e como utilizar na minha estratégia?

Call to actions, o que são e como utilizar na minha estratégia?

Call to action: do inglês, chamada para ação.

Call to action são comandos que indicam determinada ação que você quer que a sua audiência faça. Afinal, se você não pedir, eles não vão adivinhar o que fazer.

Exemplos: “COMPRAR AGORA”, “FAÇA DOWNLOAD”, “INSCREVA-SE” e muitas outras.

A primeira coisa que eu vou te contar – caso você ainda não saiba – é: Para vender online você precisa de CTAs. Sem isso não tem venda!

Resumindo, a CTA é usada para fazer a sua audiência “cair” – no bom sentido – no seu funil para que você possa criar um relacionamento de confiança até a venda. Mas isso é papo pra outro post. #chamaeudenovo

Essa é a famosa CTA e se você clicou no “big botão”, Bazinga!

Tá bom, Mari. Já entendi. Agora eu quero mesmo é saber como eu posso usar essas palavrinhas mágicas a meu favor.
Depende, você primeiro precisa definir o objetivo do uso da CTA na sua estratégia. Não é simplesmente jogar uma frase “FAÇA ALGO” e esperar que todo mundo clique, seja pra captar um e-mail, para oferecer um material gratuito, para obter respostas em uma pesquisa, para ter mais seguidores, curtidas. Muita calma nessa hora!

A CTA é literalmente o botão que vai levar a sua audiência pra “passear” pelo seu funil, pelo seu conteúdo. Com a estratégia – e as chamadas – certa para sua persona você consegue fazer uma pessoa sair de uma rede social para  seu blog ou do seu e-mail para o blog, do e-mail para a rede social, para um vídeo, para um formulário, e o mais importante, para uma compra!

 

Call to action não é varinha de condão

Mas vamos lá amiguinhxs, a call to action não é santa milagreira. Estamos falando dessa “super ajuda”, mas tem muito mais por trás disso. Planejar, planejar, testar… 

E qual é a hora perfeita pra mandar ver na CTA?

Na hora de CONVERTER, my friend. Essa é a hora!

A chamada pra ação converte a audiência em lead. E depois disso você precisa entregar valor, não esquece! Se não sua CTA maravigold não vai ter servido de nada. 🙁

Agora você vai me dizer que não tem como colocar o “big botão” vermelho nas redes sociais. Verdade, não dá. É uma pena! Mas dá pra ser criativo e, principalmente, conhecer bem a sua persona. Assim você vai gerar um conteúdo impossível de segurar o click do mouse! Use call to action sem compromisso, oferecer testes gratuitos é uma ótima forma de começar. Quem não ama coisas grátis?!

IMPORTANTE: Não precisa sair colocando CTA a cada duas linhas de conteúdo. E outra dica: Não use frases grandes, tenta usar umas 4 palavras, mais ou menos. Quem está passando pela chamada precisa entender a mensagem e sentir vontade de clicar em um piscar de olhos – ou scroll do mouse!

É extremamente importante que a mensagem fique clara. A pessoa precisa ter certeza do que vai acontecer quando ela clicar na sua call to action, babe! Não pode enrolar e mandar pra um monte de lugar até entregar o tal e-book gratuito. Vai ser rejeição na certa e o relacionamento nem vai começar. #dicadeamiga

Objetividade sempre! Entregar exatamente – ou mais #ficaadica – o que está prometendo, é assim que se começa um relacionamento. E é assim que você fará aquelas pessoinhas lindas clicarem em todas as suas CTAs depois disso. Afinal, elas sabem que daquele click vai sair algo que realmente vai agregar. Só não esquece que esse é um caminho que precisa ser percorrido com paciência e conteúdo de valor.

Eu poderia passar horas falando sobre onde e como usar uma chamada para ação. Mas não temos tantos caracteres disponíveis e muito menos tempo para textão, não é mexxmo?! É mexxmo! Então, seguimos….

Redes sociais:

1 – Instagram: Você pode usar o “ver mais” no story (se tiver mais de 10k de seguidores), o famoso [link na bio]. E esse link pode ser um linktree (https://linktr.ee/). Assim você consegue dar várias opções pra sua audiência e dá pra escolher clicar onde mais se interessar. Ah, pode ser enquete também, opção é o que não falta.

2 – Facebook: Além dos anúncios (que dá outro mega post), você pode usar chamadas nos seus posts orgânicos. E isso inclui fazer perguntas, colocar links de pesquisas, links para seus posts no blog, pra sua página de venda, para um artigo que você achou bacana.

Lembrando: tudo depende da estratégia. Nem sempre a estratégia começa em gerar leads, às vezes você vai precisar primeiro só gerar engajamento mesmo.

3 – Youtube: O famoso “curte e compartilha” e “link na descrição”. Mas pra você fazer alguém clicar no link na descrição do seu vídeo precisa entregar muito valor ou gerar muita curiosidade.

4 – Linkedin: Ótimo para levar seus contatos para artigos do seu blog ou site. E depois de entregar um super conteúdo, com certeza você vai ter mais um inscrito na sua newsletter.

E aí temos as tão famosas – e temidas – páginas de venda e de captura. Nessas dá pra colocar botão vermelho! #aloucadobotãovermelho

Só não esquece que não pode sair colocando botão de chamada pra ação em qualquer lugar.

Repito: tudo depende da estratégia. Tenha uma estratégia, sempre!

Em uma página de captura você pode pedir nome, e-mail e entregar um material gratuito super bacana.  E se você for autoridade no seu nicho, já joga logo a audiência pra página de venda que é moeda no cofrinho na certa! hahaha #brincadeirasaparte

Se você não for – AINDA – clica nessa chamada aqui e entra pro SMXP 

Afinal, tu acha que essas Ladies poderosas do digital saíram de onde?

Portanto, você precisa atrair a atenção das pessoas, engajar sua audiência e, finalmente, converter! Pra cada etapa dessa você deve usar chamadas diferentes.

Sabia que o botão vermelho escrito download não tem feito muito efeito?  Virou mais do mesmo e todo mundo tem um desse.

Pop-ups? Conhece mais chato? Tô lendo um texto e de repente pula uma caixinha na minha cara que só sai se eu colocar meu e-mail. Por favor, não façam!

Mas, olha, um cabeçalho permanente vale usar, ele é chamativo sem ser inconveniente. Pra entender melhor e configurar o seu, clica aqui.

Tem o tal do pop-up de saída que é uma questão a se avaliar. Quando a pessoa está prestes a sair da sua página abre uma caixinha oferecendo “algo em troca do e-mail”. Já foi provado que eles funcionam 35% melhor que uma CTA no fim de um blog post, por exemplo. Mas precisa testar, nem toda persona aceita. Cuidado!

E eu continuo na tecla “DEIXE A MENSAGEM DO VALOR QUE VOCÊ VAI ENTREGAR O MAIS CLARA POSSÍVEL”.

PROMETA FORTE. ENTREGUE FORTE. Cia, André

Utilizar uma call to action é a primeira forma de gerar conversões no seu site. Não adianta todo aquele trabalho de marketing de conteúdo sem CTAs efetivas, que capturem leads e – com trabalho duro – vão converter EM VENDAS no final.

Agora é sua vez! Quais são as CTAs que mais convertem pra você?

4 lições sobre performance em marketing digital que a corrida de rua me ensinou

4 lições sobre performance em marketing digital que a corrida de rua me ensinou

Trabalho com marketing digital desde 2013, quando comecei a fazer estágio em uma agência de publicidade. Mesmo ano em que descobri o vício das corridas de rua e participei da minha primeira prova de 10 quilômetros.

De lá para cá, já participei de inúmeros eventos relacionados à área, me formei em jornalismo e fiz uma pós-graduação em Marketing e Design Digital. Assim como corri provas com distâncias variadas de 5 a 21 quilômetros. As provas com distâncias maiores, como uma meia maratona, nos exigem um pouco de experiência e treinos mais específicos. Não dá para simplesmente calçar o tênis, sair correndo e esperar completá-las sem a sensação de sofrimento.

Passado um tempo que estava inserida nesses dois universos, descobri que para ter melhores resultados precisava entender mais sobre performance e que ela diz muito sobre esses dois universos.

Conheça 4 lições que a corrida de rua me ensinou sobre performance em marketing digital:

1 – Desempenho

Para ter um bom desempenho nas corridas de rua é preciso ter resistência cardiovascular, ou seja, o corpo precisa suprir os músculos de oxigênio. Levando essa máxima ao negócio, precisamos coletar, processar e interpretar os dados de forma eficiente. Só assim, teremos boas tomadas de decisões.

2 – Amplitude

Nas pistas, é preciso ter flexibilidade no movimento das articulações para aumentar a amplitude das passadas e, assim, diminuir o pace (minutos por quilômetro percorrido). Já no marketing digital, para maximizar as conversões é preciso criar, testar, analisar, testar novamente, analisar mais uma vez, replicar e, por fim, tentar escalonar. É um verdadeiro pensamento de growth hacker. Afinal, se será necessário desenvolver uma mesma ação mais de uma vez, é possível automatizá-la. Dessa forma, podemos gastar tempo e energia em outras coisas mais importantes como padrões, regras, anúncios, testes e outras coisas que demanda que só podem ser desenvolvidas por alguém com capacidade analítica.

3 – Agilidade

Correr a maior quantidade no menor tempo possível é sinônimo de agilidade. Como livre analogia, podemos falar nos testes, resultados e alterações. Mudanças em uma campanha que antes demandavam tempo, hoje podem ser realizadas rapidamente e de forma eficiente.

4 – Saúde

Por fim e não menos importante: manter-se em movimento é bom para a saúde. Tanto a sua quanto a do seu negócio! Estamos vivendo mudanças cada vez mais rápidas que nos mostram que as melhores práticas já não são mais suficientes para crescer de forma saudável. Precisamos criar o nosso futuro priorizando as pessoas e as interações com elas. Depois podemos focar na tecnologia e na marca, que será muito bem recompensada!

Principais dúvidas de iniciantes no Gerenciador de anúncios do Facebook

Principais dúvidas de iniciantes no Gerenciador de anúncios do Facebook

A primeira pergunta que você deve estar se fazendo é: Por que é importante ter um Gerenciador de Anúncios? Então, vamos começar do começo e descobrir as maravilhas desta ferramenta!

No gerenciador de anúncios (Business Manager ou BM) você terá acesso à sua página e conta de anúncio. Mais que isso: você poderá criar um pixel, público personalizado, público semelhante, catálogo de anúncios e mais. Além disso, você escolhe quem terá acesso ao BM e a quais ativos (são considerados ativos: página, pixel, conta de anúncio, catálogo de produtos, aplicativo, Instagram).

Você já deve conhecer a página e a conta de anúncios, mas sabia que se você tem um e-commerce pode subir seus produtos para o catálogo de produtos e criar uma infinidade de anúncios? Para quem abandonou o carrinho, para quem visualizou e não comprou e muito mais. E sabia que ao colocar o pixel no seu site, você consegue criar um público de visitantes do seu site para fazer anúncios para eles? Essas são só algumas opções desse mundo chamado gerenciador de negócios.

Você cria um BM através deste link https://business.facebook.com/ É necessário ter um perfil no Facebook para evitar fraudes.

  • Passo 1 - Acessar site e Clicar em Criar conta
  • Passo 2 - Entrar com o login de usuário do Facebook
  • Passo 3 - Depois de logado clique em Criar conta
  • Passo 4 - Dê um nome ao gerenciador
  • Passo 5 - Identifique-se informando Nome e Email que você utilizará
  • Passo 6 - Adcione a Página, Adicione ou Crie a Conta de Anúncio da página, Adicone as pessoas que atuarão e defina os acessos delas

Agora vamos entender a diferença entre ‘Adicionar uma página’ e ‘Solicitar acesso a uma página’:

Você adiciona uma página ao BM quando você é o administrador da página e do BM. Dessa forma, ela será propriedade do seu BM. Quando você é uma agência e vai gerenciar a página do cliente, você solicita acesso a ela. Isso funciona para todos os ativos.

A agência pode solicitar acesso aos ativos do cliente ou o cliente pode adicioná-la como parceiro. Assim, o BM da agência terá acesso, mas o cliente ainda será proprietário de tudo.

Como o cliente atribui um parceiro (cliente com BM)

Em ‘Configurações do negócio’ clique no ativo (página, pixel, conta de anúncio, catálogo de produtos, aplicativo), em ‘Atribuir parceiro’ e insira o ID informado pela agência ou copie o link gerado e envie para a agência. Dê acesso Administrador ou Editor de página para a agência.

Para confirmar que deu certo, selecione o ativo e clique em Parceiros. A agência deve aparecer ali. É necessário dar acesso de parceiro a todos os ativos (página, pixel, conta de anúncio, catálogo de produtos, aplicativo).

Essa forma só é possível quando o cliente tem gerenciador de negócios (que é o ideal).
Atenção! Para gerenciar o Instagram do cliente é necessário obter login e senha, a conta não é administrada pelo BM.

Como a agência solicita acesso aos ativos (cliente com ou sem BM)

Vale frisar que para poder solicitar acesso a uma página, o gerenciador de negócios precisa ter uma página principal vinculada. O ideal é que seja a página que representa a agência. Vá em ‘Configurações’ > ‘Informações da empresa’ > ‘Página principal’.

Para solicitar acesso a um ativo vá em ‘Configurações do negócio’ > Escolha um ativo > ‘Adicionar’ > ‘Solicitar a acesso ao ativo’. Após isso, peça para o cliente liberar o acesso à página seguindo este caminho na página ‘Configurações’ > ‘Funções administrativas’ > dê ok e coloque a senha do Facebook (funciona para páginas com ou sem BM). Para os demais ativos, o cliente irá receber notificação no BM.

Para conta de anúncios, você precisará do ID da mesma. O cliente encontra essa informação no BM em ‘Configurações do negócio’ > ‘Contas de anúncio’ > Número de identificação que fica abaixo do nome da conta. Para contas de anúncios fora do BM, o cliente acha este número seguindo este caminho:‘Perfil dele do Facebook’ > ‘Gerenciar anúncios’ (no menu de opções, mesmo lugar onde tem o SAIR) > ‘Número de identificação’.

No BM da agência, os ativos precisam aparecer como ‘Isso é pertencente a indivíduos’, se o cliente não tiver BM, ou como ‘Isso é pertencente a nome BM cliente’.

Ainda falando sobre a diferença entre adicionar ativo e solicitar acesso ao ativo, seguem dois erros comuns:

Adicionar uma página do cliente no BM da agência – Erro que tem solução
Não é o certo, mas tem como resolver. A propriedade dos ativos deve ser do cliente, por isso você deve solicitar o acesso e não adicionar. Quando você adiciona, vira propriedade do seu BM. Se você fez isso, é só remover do seu BM. Mas lembre de ter alguém do cliente como administrador direto na página para que a propriedade volte pra ele.

Adicionar uma conta de anúncios no BM da agência – Erro que não tem volta
Quando você adiciona uma conta ao invés de solicitar acesso a ela, você passa a propriedade para o seu BM permanentemente. Esta ação não pode ser desfeita.

E um bônus! Melhores práticas:

  • Todos os ativos (página, conta de anúncio, catálogo de produtos, pixel, instagram, aplicativo) devem pertencer ao cliente. A agência terá somente o acesso para gerenciar.
  • Peça para o cliente cadastrar a forma de pagamento dele na conta de anúncio. Se ele não souber, você pode fazer com ele ou usar um cartão virtual para cada cliente.
  • Evite usar o mesmo cartão para mais de uma conta. Se uma for bloqueada, você pode ter problemas nas outras.
  • Se você insistir em infringir as políticas de anúncio, seu BM pode ser bloqueado e você ficará proibido de criar novas contas de anúncio. Para conhecer as políticas acesse https://www.facebook.com/policies/ads

Se tiver alguma dúvida, me manda um inbox na minha página. E acredite, o Gerenciador de Negócios é um mundo de opções para trabalhar anúncios no Facebook e se você não está usando, está perdendo possibilidades de venda.

 

 

Google Adwords: o que você pode estar deixando passar

Google Adwords: o que você pode estar deixando passar

O Google Adwords é uma ferramenta incrível de marketing digital. Não preciso te convencer sobre a importância do Google.

Se uma empresa quer atingir pessoas que estão pesquisando pelo seu produto, o Google Adwords é o lugar certo e um dos canais na internet onde é possível se obter resultado mais rápido: a pessoa está pesquisando pelo produto, você está mostrando.

Mas um canal tão amplo como esse, só é bem sucedido junto a uma complexa ferramenta de anúncios, oferecendo diversas possibilidades e uma concorrência que não é só baseada no valor de investimento.

Para usar o máximo do potencial dessa ferramenta, é preciso sair do básico. Acompanhe alguns detalhes que passam batido por muitos anunciantes e otimize suas campanhas.

1 – Regras Automatizadas

Com as regras automatizadas muitas tarefas realizadas repetidamente podem ser feitas automagicamente. Por exemplo:

– Lances mais altos de acordo com o horário ou outras condições;

– Ativação de anúncios para datas especiais;

– Pausar palavras e anúncios com baixo desempenho (defina exatamente, como por exemplo, custo alto de conversão);

– Ajuste de lance para posição média almejada;

– Aumento de orçamento em campanhas de alta conversão;

As possibilidades são muitas. Mas, cuidado ao usar: a máquina é implacável. Principalmente em aumentos de orçamento e ajuste de lance, atenção redobrada para não ter surpresas como o orçamento gasto antes do tempo.

 2 – Segmentação Geográfica

Essa vai parecer uma dica simples para quem já usa a ferramenta, mas tem um detalhe que passa batido por muita gente: na hora de fazer o setup da campanha, geralmente o anunciante seleciona a localização a segmentar a campanha, por exemplo, a cidade de Piracicaba. Por padrão, e se observar o “recomendado”, estará selecionada a seguinte opção: “pessoas que estão na minha região de segmentação, pesquisam sobre ela ou tem interesse nela (recomendado)”.

(Invejosos dirão que a interface é antiga)

 

Principalmente para campanhas de segmentação geográfica restrita, essa pode não ser a melhor opção. Não se engane com o “recomendado”. Podem vir cliques de muitas outras cidades que não vão converter, principalmente se é um produto ou serviço local. Verifique já as cidades da sua campanha que tem mais cliques/conversões e observe esse detalhe.

3 – Poucas palavras-chave por Grupo de Anúncio

Inchar os grupos de anúncio com muitas palavras-chave diferentes vai dificultar o seu trabalho de utilizar as palavras-chave nos anúncios e medir os termos que trazem melhores resultados.

Faça mais grupos de anúncio limitando os termos dentro deles para ter uma visão melhor da campanha.

4 – Mais de um anúncio por Grupo de Anúncio

Aproveitando o assunto Grupo de Anúncio: economizou nas palavras por grupo, mas não precisa economizar nos anúncios! É comum ver contas com um anúncio só por Grupo, mas isso não é o suficiente para testar o desempenho. Quais CTAs convertem mais, qual o apelo gerou mais interesse, etc. Conforme otimiza a campanha, crie novos e siga testando.

5 –  Não coloque só o Português na Configuração da Campanha

Essa é outra dica que vai parecer boba mas passa batido muitas vezes. A maior parte dos anunciantes seleciona geralmente só o idioma Português na segmentação, mas muitos usuários utilizam o inglês e até o espanhol no padrão de linguagem. Seja porque estão estudando a língua ou não mudaram a configuração. O problema é que se a sua campanha estiver só para ‘Português’, essas pessoas não verão seus anúncios.

6 – Concentre as campanhas da Rede Display no Destktop

Embora todas as dicas digam para privilegiar o mobile e é cada vez maior o tráfego – orgânico e pago – vindo de dispositivos móveis, o uso dessa configuração para a Rede Display pode não ser a melhor ideia.

A questão é física: muitas vezes o usuário simplesmente esbarra o dedo sem querer no banner. Não estava interessado de fato, mas acabou clicando. Pense direitinho no seu público e na segmentação: muitas vezes campanhas de display focadas em branding, bem segmentadas por canais, podem ter foco em impressões e o mobile valer a pena, mas não é sempre.

Dica Bônus

Tem um milhão de tips possíveis, ou na verdade, detalhes (nem tão pequenos) que você deve reparar na construção da campanha. Um importante é o índice de qualidade das palavras-chave.

Não é tão simples de resolver, porque também depende do site. Por isso entrou para seção “bônus”.

As palavras precisam estar relacionadas ao que está sendo anunciado, estar nos anúncios e, aqui muitos anunciantes falham, presentes na página de destino.

Um índice de qualidade alto das palavras-chave vai favorecer muito as campanhas e um Custo Por Clique mais baixo.

E você, tem outras dicas?