Como identificar se meu site é lento ou tem problemas de performance?

Como identificar se meu site é lento ou tem problemas de performance?

Quem não trabalha com desenvolvimento web ou plataformas digitais nem sempre conseguem ter parâmetros para identificar se um determinado site é lento ou rápido ou ainda se ‘a culpa é da internet’. Consequentemente, também não vão saber por onde começar a qualificar o tempo de carregamento do site.

Por que meu site tem que ser rápido? Por que devo me importar com isto?

A maior parte dos internautas abandona a visita a uma página se ela levar mais que quatro segundos para carregar. Além disto, quando seu site é lento, o visitante passa menos tempo navegando por ele.

Seu site deve ser carregado no menor tempo possível para otimizar a oportunidade de apresentação de seu produto ou conteúdo a todo visitante que acessá-lo. Se levarmos em consideração os visitantes via dispositivos móveis, que hoje ultrapassam 50% dos internautas na maior parte dos segmentos, temos mais ainda com o que nos preocupar. Nem todo usuário usa 4G, e nem sempre o 4G alcança a velocidade que a tecnologia permite de fato.

Mais importante que o tempo total de carregamento é a sensação de rápido carregamento que o visitante tem ao acessar as páginas do seu site. Isto pode ser alcançado dando prioridade de carregamento ao conteúdo visível.

Nem sempre é possível ter um site com carregamento total de três segundos em todos os segmentos. Portanto, se a parte visível estiver com tempo de carregamento abaixo de 4 segundos, esta pode ser a solução para determinados projetos que exigem mais recursos. Ou, ainda, como estratégia para melhorar um site existente, caso não haja recursos para começar um novo projeto. 

Se você está iniciando seu projeto de site agora, estabeleça como parâmetro principal que ele seja rápido e muito bem resolvido em telas de celular, ou seja, que seja responsivo e que todos os recursos tenham boa visualização em telas pequenas. Para isto é necessário que ouça as indicações do profissional responsável quanto ao uso de recursos que possam deixar seu site lento e com o prazo necessário para o projeto. Veja alguns deles:

– Vídeos do Youtube: estes vídeos carregam várias bibliotecas e arquivos de imagem para compor o player. Então, evite sempre que puder e use apenas quando for realmente necessário para seu objetivo, principalmente se estiver na página inicial do seu site.

– Mapa do Google: este recurso também traz uma série de scripts e bibliotecas que aumentam o número total de requisições no seu site.

– Utilizar várias bibliotecas que executam o mesmo serviço ou função similar, como Google Analytics, Alexa, Crazy Egg, Piwik e outros, colocando o código de todos eles diretamente no site e, principalmente, sem objetivo específico para isto.

– Ter uma página inicial muito longa: quanto maior sua página inicial, maior será o tamanho do HTML a ser processado e entregue ao visitante. Isto quer dizer, geralmente, que você tem uma página com muitas requisições e, muitas vezes, lenta.

– Um grande número de imagens compondo o visual da página quando apenas CSS poderia ser utilizado.

– Muitas imagens sendo carregadas ou imagens sem nenhuma otimização. É necessário redimensionar as imagens para o tamanho utilizado e otimizar o peso delas para o menor possível (https://tinypng.com).

– Um grande número de recursos externos, sob os quais não temos controle, sendo carregados.

– Plugin de compartilhamento em redes sociais: alguns aumentam muito o número de requisições e o tempo total de carregamento da página.

Ainda hoje encontro sites com imagens de 6MB na página inicial. Em relação à época dos banners em flash, me lembro de uma animação que tinha quase 50MB no site de um cliente abaixo da logo. Nesta mesma época, a maior parte dos usuários ainda tinha internet de 1MB. Já dá pra imaginar o pesadelo de uma página assim.

Quer um exemplo prático de como estas dicas podem ajudar seu site?

Nesta semana reduzi de 14 para cinco segundos o tempo de carregamento completo de um site apenas removendo um player do Youtube que não precisava estar na página inicial e um mapa do Google que poderia ser movido para a página de contato.

E como eu verifico se meu site está com bom desempenho ou em quê pode melhorar?

Você pode fazer o diagnóstico com várias ferramentas e depois passar os testes executados para o profissional responsável pelo projeto. Eu indico duas principais que me auxiliam a identificar problemas mais rapidamente. A primeira é o https://gtmetrix.com e a segunda é o https://webpagetest.org. Você pode colar a URL do seu site no campo indicado em cada uma delas e fazer o teste.

As informações são técnicas, mas ao utilizar o GT Metrix fique de olho no tempo de carregamento e número de requisições. Se estiverem acima de seis segundos e 100 requisições, deve ser possível, e necessário, melhorar alguns aspectos.

Já no https://webpagetest.org fique de olho, em primeiro lugar, se as classificações do lado direito estiverem com letras abaixo de B.

Qualquer site precisa ter, sobretudo, informações e recursos relevantes ao visitante. Nem sempre dá para abrir mão de uma ferramenta que pode carregar recursos externos, mas gerencia seus leads, como chats, ou trazem receita a sua empresa, como banners publicitários e Adsense.

Preciso montar uma equipe de Marketing Digital. E agora?

Preciso montar uma equipe de Marketing Digital. E agora?

Começo dizendo, amigo(a), que te compreendo. Nas últimas semanas, comecei a prestar consultoria para um cliente que precisará montar uma equipe para um projeto digital.

Um projeto lindo, com cunho social, mas que precisa de uma equipe que consiga conversar com a empresa, que é bem tradicional, e com o público-alvo do projeto, esse sim presente cada vez mais no ambiente digital.

Daí, além de delinear bem o projeto, preciso pensar em como deve ser essa equipe, que começa com um único profissional alocado, mas que tem o potencial de crescer muito!

Pois bem. Pensando no perfil do primeiro profissional a ser contratado, pensei em vir aqui falar um pouco sobre o que tenho buscado e lido para a montagem desse perfil profissional.

Segundo o relatório Content Trends 2018, da Rock Content, times pequenos de até 5 pessoas são a maioria nas agências e empresas pesquisadas, sendo que:

  • 24,2% das empresas pesquisadas não têm equipe de marketing;
  • 22,1% têm 1 pessoa (basicamente, aquela que se vira nos 30);
  • 36,4% têm um time de 2 a 5 pessoas.

Ou seja, mesmo em um time enxuto, é possível gerar resultados satisfatórios, desde que você entenda como deve ser a composição dessa equipe e qual o foco que deverá dar para suas ações. Para isso, é essencial que você encontre pessoas com o perfil correto para cada fase do crescimento.

Neste post, foco no perfil desse profissional que será o único, ou o primeiro, a tocar uma estratégia de marketing em uma empresa. Mas, também indico leituras para que gestores de times maiores possam ter uma boa base para job descriptions e seleção de profissionais mais especializados. Vamos lá?

 

Ok, tenho um time pequeno. O que devo fazer?

O primeiro passo é entender que um time de 1 ou 2 pessoas não conseguirá entregar os mesmos resultados que um time de 20. Então desapega da vontade de fazer tudo-ao-mesmo-tempo-agora.

Depois, escolha qual será o foco dos seus esforços. Redes Sociais? Blog? E-mail Marketing? WhatsApp? Melhor atuar bem em dois canais do que ser mediano em cinco. Além disso, tal qual a medicina, o marketing digital é composto por tantas especialidades que é literalmente impossível uma pessoa ser fera em todas elas.

Porém, existem algumas características importantes que esse profissional de um time enxuto precisa ter. Como ele precisará lidar em várias frentes, é essencial que ele seja:

  • Proativo e organizado: se sua empresa não tem um gestor ou coordenador, você precisa contratar alguém que seja preparado para executar suas funções sem muita cobrança ou supervisão constante. Isso porque o seu foco deve estar em acompanhar os resultados, e não em verificar se a pessoa está ou não fazendo o que deve fazer.
  • Ter aprendizado autogerenciado: o marketing digital é uma doideira. Todos os dias surgem novas funcionalidades, o que aprendemos no mês passado pode não mais ser relevante hoje. Assim, esse profissional precisa saber onde e como se manter atualizado, ser curioso e antenado, e ter uma sede de aprendizado constante.
  • Alguém que sabe trabalhar em equipe: por mais que talvez ele esteja sozinho no setor, esse profissional precisa saber lidar com pessoas de diferentes áreas, para conseguir obter informações para as ações de marketing, bem como para levar para outros departamentos os feedbacks dos clientes no digital.
  • Alguém que sabe resolver problemas: em uma situação de crise, de alerta ou de dificuldade, esse profissional precisa ser desembaraçado o suficiente para colocar a mão na massa e resolver o problema ou buscar ajuda.
  • Profissional “T-shaped”: o termo, usado pela primeira vez em 1991, significa alguém que é normalmente generalista, mas que se especializa em uma ou duas áreas. Assim, na horizontal, está a abrangência de assuntos que o profissional entende, ou pelo menos consegue conversar sobre. Na vertical, aquelas áreas em que ele realmente domina. Abaixo, segue uma imagem de como seria um profissional T-Shaped em Growth Hacking, retirada deste post.
    Assim, trazendo para uma linguagem mais simples, é legal que essa pessoa, por mais que seja especialista em um assunto, como redes sociais, email ou conteúdo, entenda pelo menos um pouco sobre várias estratégias de marketing.

Por fim, quero deixar aqui a indicação de um livro e dois e-books que ajudam muito na hora de pensar job descriptions, competências e características que esse profissional a ser contratado precisa ter.

  • Como alcançar grandes resultados com pequenos times de marketing.
    Nível: básico
    Por que baixar: Além da explicação básica de como um time de marketing enxuto precisa ser, este e-book indica algumas ferramentas para que este time possa trabalhar, e o case de como a própria Rock Content operava com um time de apenas 3 pessoas.
  • Times de Marketing: como estruturar, contratar e escalar o seu.
    Nível: intermediário
    Por que baixar: O bacana deste e-book é que ele explica como equipes de diferentes tamanhos são formadas, apresenta os papéis essenciais nesses times e ainda traz 18 descrições de vagas para diferentes cargos, como analista de redes sociais, gerente de conteúdo, designer gráfico, especialista em audiovisual e outros.

    – Livro: Gestão por Competências – Ferramentas para atração e captação de talentos humanos
    Autora: Maria Odete Rabaglio
    Por que ler: Porque traz de forma prática metodologias e a descrição do passo a passo para montar e conduzir um processo seletivo, contendo competências e habilidades para a descrição de cargos e funções. O livro traz até mesmo perguntas a serem feitas em processos seletivos para checar se o candidato tem aquela competência específica que buscamos.