Marketing Pessoal

Marketing Pessoal

O Marketing Pessoal é uma ferramenta fundamental para qualquer profissional, pois é a forma como você promove a sua imagem, estando diretamente relacionado a sua reputação, em como você é visto pelas outras pessoas.

Sabe aquela conhecida frase “quem não é visto não é lembrado”? Ela é uma das principais máximas do Marketing Pessoal.

Ele trabalha a visibilidade com a construção da autoridade profissional, através da exposição da propriedade intelectual, auxiliando com que você se torne uma referência na área que atua, utilizando a comunicação adequada ao seu público.

Em um mundo cada vez mais digital, com a internet e redes sociais dominando nossos relacionamentos, a referência física não é o suficiente, precisamos nos inserir cada vez mais , como profissionais, no contexto online.

A sua imagem pode ser composta por um compêndio de itens, que vão desde roupas e comportamentos até atitudes nas redes sociais e discursos proferidos.

É importante, também, o cuidado para que que o posicionamento pessoal não caia equivocadamente no contexto da vaidade, sendo necessário que a autopromoção seja feita de maneira inteligente e responsável, para que a sua credibilidade como profissional seja percebida como valor.

O desejo de qualquer profissional é o reconhecimento, seja para evoluir na carreira, conquistar novas oportunidades, alcançar uma promoção, melhorar vendas ou serviços. Se você tem plena consciência do seu valor, tanto pessoal quanto profissional, e ele é mostrado às pessoas, seu leque de possibilidades aumenta junto à percepção do outro quanto às suas qualidades como profissional.

Algumas dicas práticas são:

– Autoconhecimento: conhecer-se e ter a humildade de aceitar o que precisa melhorar é essencial para se entender como profissional;

– Cuidado com a aparência: ela deve estar adequada ao seu contexto de trabalho. Isso não significa passar horas no salão de beleza, mas adequar-se às regras da empresa e trabalho que se propõe;

-Atualize seus conhecimentos sempre e saiba ouvir;

– Não tenha vergonha de se autopromover, mas tenha cuidado com atitudes arrogantes;

– Passe uma mensagem clara sobre você, o que você faz e como pode ser útil para os outros;

– Uma possibilidade de trabalho que auxilia na melhoria de competências pessoais, autoconhecimento e valorização de qualidades é o Coaching.

Faça bom uso das redes sociais. Elas são um espaço de infinitas possibilidades, que podem expandir contatos e trazer a referência de autoridade. Tome cuidado com todo o processo, construa sua imagem dia a dia e lembre-se: a sua reputação não pode ser comprada com post patrocinado.

E-commerce – Checklist para escolha de plataformas Saas

E-commerce – Checklist para escolha de plataformas Saas

Criar um e-commerce com baixo investimento e pequena equipe é uma realidade para muitos brasileiros.

O primeiro desafio deste processo é escolher a plataforma a ser utilizada. Para isto é preciso responder algumas perguntas que podem definir o seu perfil de empreendedor.

A primeira delas é qual valor tenho para investir na plataforma e/ou ferramentas ? Para orçamentos mais enxutos, as plataformas SaaS são as mais indicadas.

SaaS é a sigla para Software as a Service, que denomina um tipo de plataforma e-commerce cujo código fonte Back-end é de propriedade do fornecedor.

Ou seja, são plataformas alugadas criadas para criar lojas virtuais. Já são desenvolvidas para que a loja virtual seja instalada de maneira mais simples, rápida e com baixo investimento.

Existem milhares de plataformas hoje em dia, e como escolher a melhor plataforma para meu negócio?

Depende de alguns fatores que devem ser questionados e levados em conta na hora de optar por uma plataforma SaaS.

Resumimos alguns aqui para facilitar o checklist na hora da decisão:

1. O valor mensal é compatível com meu orçamento?

Em média os custos nessas plataformas são de R$30 a R$399 a mensalidade. Há também algumas gratuitas com recursos limitados para dar o start de sua loja.

Os valores dos planos normalmente, depende da quantidade de produtos cadastrados, views, recursos e integrações adicionais que sua loja necessite.

2. Como funciona o gerenciamento da loja ( dashboard é intuitivo?)

Como saber isso? Testando! Sim, a maioria das plataformas disponibilizam um teste free por alguns dias, mesmo que limitado é possível verificar internamente a plataforma a ser escolhida.

Esse é o primeiro passo, para verificar se a plataforma vai ser viável ou não para você. Quanto mais simples e intuitivo melhor afinal, o lojista utilizará no seu dia a dia.

3. Suporte e Atendimento

Você está contratando um serviço, nesse caso esse quesito é importante para o relacionamento e funcionamento de sua loja.

Hoje em dia, a maioria das plataformas não tem telefone de contato.Mas chats, fóruns e/ou até grupos fechados no Facebook para auxílio no dia a dia.

Grupos no Facebook é um tópico interessante a ser levantado, já que a maioria das plataformas tem grupos da plataforma e/ou criados pelos próprios lojistas para ajuda. Nos grupos, você pode verificar também o dia a dia do lojista que utiliza aquela plataforma, e ter noção da parte de suporte e problemas ou bugs que a plataforma venha a ter ou não.

Além do networking, que pode ser muito proveitoso, muitos lojistas entendem que compartilhar informações une e não acirra concorrência.Mas nada supre o suporte oficial da plataforma, é um quesito que deve ser levado em conta.

4. SEO – O que é? Influi na minha loja?

Resumidamente, afinal SEO é um tema complexo e bem abrangente.

SEO significa Search Engine Optimization (Otimização para mecanismos de busca). É um conjunto de técnicas de otimização para sites, blogs e páginas na web.

Essas otimizações visam alcançar bons rankings orgânicos gerando tráfego e autoridade para um site, loja ou blog.

A otimização influi e muito na indexação de sua loja virtual e é um trabalho contínuo que você ou algum profissional deve manter na sua loja. Além disso, ele por si só não traz vendas, deve ser feito em conjunto com ações de Marketing Digital.

Algumas plataformas disponibilizam na própria administração de criação de produtos, campos separados para ajuda nessa otimização (tags, palavra-chave, metadescrição, e imagens otimizadas, url personalizáveis.)
Esses campos separados ajudam o lojista quando estiverem criando seu produto, otimizar seu SEO.

O lojista e/ou um profissional especialista contratado serão os responsáveis por essa otimização. A plataforma apenas disponibiliza sua utilização e melhor aproveitamento das técnicas de SEO.

5. Meios de Pagamentos

Existem diversos no mercado atual, com taxas variadas.

Pesquise, e calcule bem sua precificação e taxas para verificar quais são interessantes para seu negócio.

As mais conhecidas:

Pagseguro (aceita cartões de crédito, boleto, débito em conta) – 2 formas de disponibilizar parcelamento: com juros para o cliente e também é possível criar regras especiais para parcelamento sem juros para o cliente, fiz um vídeo passo a passo aqui.

Paypal (aceita cartões de crédito) – a taxa é sempre do lojista, para o cliente sempre é sem juros.

Mercado Pago (aceita cartões de crédito, boleto)

Paghiper (aceita boleto) taxa fixa do boleto.

Moip (aceita cartões de crédito e boleto)

Stone (aceita cartões de crédito e boleto) tem possibilidade de contratação de gestão de risco.

Gerencianet (aceita cartões, boleto e carnê para pagamento estilo assinatura)

Vendas estilo assinatura: Paypal, Pagseguro, Gerencianet

6. Logística

Correios ainda é o meio de envio mais comum para a maioria dos lojistas que atendem todo Brasil.

A integração com os Correios é algo indispensável para o lojista. Além disso, para lojista que possui convênio com Correios, tem facilidade na logística reversa e retirada de produtos.

Para vendas com alto volume é indicado integrar um sistema ERP para automação de notas fiscais e etiquetas de envio. Algumas plataformas estão integradas com transportadoras conveniadas para pequenos lojistas, vale pesquisar.

Outras integrações que são possíveis com descontos no frete, são: Mercado Envios, Envio Fácil, Melhor envio.

Se você faz entregas em áreas delimitadas também é interessante pesquisar empresas de motoboy (vai depender do volume do produto que você trabalha)

Empresas de motoboy online: Loggi, Rapiddo.

A Mandaê , é uma plataforma de logística completa, vale verificar a disponibilidade e mais informações aqui.

ERP é a sigla para Enterprise Resource Planning ou Sistema Integrado de Gestão Empresarial.

O ERP é um software que melhora a gestão das empresas, automatizando os processos e integrando as atividades de Vendas, Finanças, Contabilidade, Fiscal, Estoque, Compras, Recursos Humanos, Produção e Logística.

A maioria das plataformas já possuem integração com a Bling e Tiny.

Plataformas que tenham integração ou a possibilidade de integrações com ERP é um ponto que poucos lojistas verificam quando iniciam a loja, mas conforme sua loja for crescendo e convertendo mais vendas, integrações vão surgindo na demanda para facilitar e economizar tempo.

7. Mobile First

A importância do acesso mobile nos dias de hoje, nem precisa ser colocada a prova.
Então, sim, é essencial que a plataforma seja responsiva e adaptada a dispositivos móveis.
Levando em conta também a usabilidade da loja tanto no desktop como para mobile.
Entramos na questão de layout, design e usabilidade que é essencial para que sua loja seja além de atrativa, converta de forma satisfatória.

Nesse quesito não podemos esquecer de lembrar da importância da sua marca e visual.
Nos dias de hoje, existem milhões de lojas virtuais, o que vai fazer o cliente comprar de você?

Essa pergunta deixo no ar, porque ela vai envolver muito do branding e marketing de sua loja.

8. Código e Programação:

O código de uma plataforma SaaS é do fornecedor, ou seja, cada plataforma tem um código único, que só o fornecedor e parceiros podem otimizar.

A Personalização Front-end flexível (layout/design) é um dos pontos altos para muitos optarem por esse modelo de plataforma, por envolver um custo mais reduzido do que criar uma plataforma própria para sua loja virtual.

A maioria das plataformas SaaS tem o código flexível podendo ser utilizado para deixar as lojas personalizadas visualmente.

Algumas também possuem editores visuais próprios de fácil aprendizado sem que o lojista precise contratar um programador.

As plataformas Saas não requerem instalação no computador do dono da loja virtual.
A(o) empreendedora(o) acessa o sistema via internet, não tem custos de instalação do software; não paga manutenção anual de software.
O Data Center fica por conta do fornecedor da plataforma.

9. Outras integrações/ recursos

Outro quesito importante que poucos pensam quando criam a loja virtual é que um dia você pode querer mudar de plataforma (Migração).

É importante a plataforma ter recursos que te auxiliem na migração.

Por exemplo: exportação de produtos, exportação de listas, integração via xml.

Esses recursos farão a migração ser um pouco menos trabalhosa para o lojista.

É algo a ser pensado principalmente se está iniciando sua loja virtual.

Escolher o menor custo pode ter um custo alto quando quiser migrar para plataformas mais robustas. Imagine ter que cadastrar manualmente mais de 500 produtos com variações?

Além de chat integrado, emailmarketing , marketplace, entre outras integrações que de acordo com cada nicho ou modelo de negócio pode ser necessário.

Verificar o quanto a plataforma se mantém atualizada nesse mercado é essencial. O mercado muda rapidamente e a cada dia surgem novas ferramentas e atualizações de ferramentas já utilizadas.

Um exemplo:

Instagram Shopping que foi lançado no primeiro semestre, plataformas que já disponibilizavam xml para o lojista. Fez com que o lojista além de usar seu catálogo em sua fanpage, também pudesse utilizá-lo no Instagram.

Uma plataforma que está estagnada há pelo menos 1 ano com certeza não é a ideal para você, que quer criar um negócio sustentável e em crescente crescimento.

Avisos pela própria dashboard ou por email das atualizações e/ou manutenções da plataforma são importantes para o usuário.

O relacionamento da plataforma com o lojista é essencial, e esses avisos podem dar indícios do quanto a plataforma se preocupa com seu usuário.

A plataforma influi nas minhas vendas? Sim e não.

Como assim? Sim, por todas as questões levantadas a acima e não porque a plataforma é uma ferramenta de venda. Ela precisa estar funcionando corretamente, os testes são essenciais.

Investir em sua marca e divulgar para seu público é essencial para que sua loja virtual seja notada.

Se tiver mais sugestões, mande nos comentários, adoro conhecer as novidades e o que está sendo usado ou testado atualmente.

 

 

Entrevista com Ana Carolina Barreto – Projeto Codando Juntas

Entrevista com Ana Carolina Barreto – Projeto Codando Juntas

Entramos em contato com a Ana Carolina Barreto pelo Twitter. Foi lá que vimos primeiro seu projeto Codando Juntas e achamos além de super válido para a área de desenvolvimento e tecnologia voltado para mulheres, totalmente importante para falar no LadiesOn. Ela respondeu prontamente, e aceitou responder algumas questões e falar sobre esse projeto incrível 🙂
Olá, me chamo Ana Carolina Barreto, Fundadora do Codando Juntas, iOS Developer e UX Designer na Apple Developer Academy. Sou viciada em curso online, pizza de brócolis com bacon, codificação criativa e arte de rua. Esses tempos encontrei o conceito de profissional em “T” e me identifico muito: conhecimento abrangente em várias áreas e aprofundado em pelo menos uma delas. Eu T-odinha! Twitter LinkedIn

Está na área há quanto tempo? Fale um pouco sobre sua história e carreira.

 

Eu sempre fui muito curiosa, gostava de futucar as coisas, desmontar e ver como era por dentro. Desde os meus 14 anos eu ficava pelo tumblr criando e alterando temas. Lembro que mais ou menos nessa época, eu comprei uma cartilha bem básica sobre hardware, que falava sobre componentes e sobre a estrutura do computador e isso me colocou no caminho de Engenharia da Computação. Como sempre fui uma pessoa multidisciplinar, o curso de Sistemas de Informação da UTFPR me chamou mais atenção na hora do vestibular, por ter todo o currículo de administração e gestão também. Comecei a cursar no final de 2012 e não demorou muito pra eu perceber que não era nada do que eu esperava. A única parte forte do curso era a trilha de programação. Tive professores incríveis, que me ensinaram muito, mas também tive professores horríveis que achavam legal fazer terror psicológico com a matéria. Isso acabou com o ambiente de universidade pra mim. Enquanto um professor me dizia que eu era incrível, outro me dizia que era melhor eu nem começar a matéria dele porque era difícil demais. Além disso, toda a parte mais generalista – que eu tanto queria – era mal organizada, quase que em segundo plano. Apesar de ser apaixonada pela parte técnica, eu precisava de algo mais voltado para seres humanos e processos, e não tanto para o compilador. Obviamente, na época, eu não tive essa clareza. Sempre quis trabalhar com programação e não via outra possibilidade além de continuar ali. Até lutei por alguns semestres, mas eventualmente acabei desistindo da faculdade. Foi um momento muito difícil, hoje eu vejo que foi a decisão certa. A grade do curso já não é mais a mesma, mas não me sinto tentada a voltar. Nessa mesma época, ao sair da faculdade, eu comecei a estudar mais sobre marketing e design, cheguei até a trabalhar um pouco com isso, mas, aí entrava a minha questão principal: eu queria ser programadora. Não queria trabalhar ou voltar para faculdade para estudar algo que não tivesse nada a ver com meu objetivo. Nessa mesma época, eu conheci a Apple Developer Academy. A Academy é um programa para treinar desenvolvedores iOS no Brasil e está me proporcionando desenvolver esse projeto incrível. Hoje, como Desenvolvedora e Embaixadora da Apple Developer Academy em Curitiba e (orgulhosa) fundadora do Codando Juntas, consigo conciliar todas as coisas que eu amo fazer: programar e trabalhar pensando nas necessidades reais de outras pessoas.

Como surgiu o projeto Codando Juntas?

 

Desde o começo do ano estou trabalhando com projetos voltados para inserir mulheres na área de programação, gerenciando o grupo Mulheres Aprendendo Programação no Facebook, que já tem mais de 1.500 integrantes. Paralelamente, em junho comecei a fazer o desafio “100 dias de código”, que é exatamente isso: programar por 100 dias. O meu objetivo com o desafio era voltar a desenvolver para Web, então recomecei o curso do freeCodeCamp. Quando estava acabando a primeira parte do curso e me preparando para estudar JavaScript, eu tweetei perguntando se mais alguém tinha interesse em fazer comigo. Muita gente me procurou feliz com a ideia de ter um “clubinho de curso online”. E foi assim que o Codando Juntas nasceu.

Como repercutiu entre as mulheres o projeto? Esperava essa adesão?

 

A resposta foi apenas INCRÍVEL. Eu esperava fazer um grupo com 5-10 mulheres, no máximo, mas já são pelo menos 100 participando ou se preparando para começar. Chorei tantas vezes de FELICIDADE com várias pessoas incríveis vindo me falar que tinham finalmente criado coragem para estudar programação. Toda vez que eu vejo alguém usando a #CodandoJuntas… Ai, o coração parece que vai explodir!

Fale um pouco sobre a área de desenvolvimento feminino hoje em dia ( críticas e como vê o mercado para as mulheres)

 

Existem muitas questões envolvidas com a presença da mulher desenvolvedora na área. Na minha opinião, o mais urgente de se corrigir é a capacitação das mulheres e o acesso a informação. Muitas já querem, buscam sozinhas e tentam fazer, mas não encontram lugares em que se sentem bem vindas. O objetivo atual do Codando Juntas é justamente tornar esse processo de aprendizado cada vez mais acessível e seguro e dar confiança a essas mulheres e ao trabalho delas. Isso, claro, é só uma pedaço da equação.

O ecossistema de Computação como um todo é tóxico – obviamente, estou generalizando aqui, mas essa é a realidade que vivemos há algum tempo. Felizmente, muitas empresas já entenderam que diversidade é importante, mas elas ainda não sabem como fazer isso acontecer. O que eu mais vejo é empresa fazendo propaganda sobre inclusão, mas a equipe de desenvolvimento tem só uma mulher, quando tem. Ou, pior, a empresa quer contratar mulheres, mas abafa casos de machismo e não dá treinamento sobre isso.

Incluir não é só treinar tecnicamente a pessoa que está “por fora”, é tornar o ambiente seguro e pensado para a realidade de quem quiser estar nele e não so de uma parcela que – no caso da área – foi quem criou as “regras”.

Quais linguagens de programação estarão neste projeto? São linguagens de front ou backend?

 

No momento, tudo está voltado para Front-End Web (HTML, CSS, JavaScript), por serem linguagens de fácil acesso. Mas o plano é expandir ao infinito. A ideia do Codando Juntas é ser ponto de encontro online para mulheres que querem estudar programação.

Como estruturou o projeto?

 

O projeto ainda está sendo estruturado em conjunto com mulheres que se voluntariaram porque acreditam na necessidade dele. Já temos algumas prioridades elencadas, porém toda e qualquer sugestão é muito bem vinda! Todas as que desejarem participar da organização devem enviar um e-mail para [email protected].

Existe um processo de seleção após o interesse das participantes no projeto?

 

Não, a ideia é que todo mundo que queira participar consiga, no seu tempo, no seu ritmo. Existe o formulário de cadastro de participantes, mas é só para entendermos quem somos como grupo no momento e para conseguirmos gerar conteúdo relevante para nós mesmas. Saiba mais aqui.

Abaixo ao preconceito com a autoajuda: todo líder precisa de autoperdão

Abaixo ao preconceito com a autoajuda: todo líder precisa de autoperdão

Às vezes, me incomoda bastante a glamourização em torno do empreendedor, gestor ou líder em uma empresa, como se o status o tornasse imune aos erros. Se assim fosse, todas as organizações seriam bem sucedidas e poderíamos assumir uma identidade robótica, extraterrestre, sobrenatural, qualquer uma que não se identifique com a humana.

Há duas certezas na vida que nunca mudam: vamos morrer e vamos errar bastante até a morte. É bem verdade que a experiência vai nos dando subsídios para falhar menos, mas há sempre novos riscos e, com eles, novas quedas. A tal resiliência é companheira forte dos gestores. Mas há uma outra palavrinha chave nessa jornada: autoperdão.

Você não vai conseguir ser o melhor líder sempre; alguns colaboradores não vão te amar; pode ser que você invista tempo e/ou dinheiro em coisas e pessoas que não darão retorno algum; clientes vão embora em algum momento, mas outros vão chegar; você tem direito de se sentir cansado; você pode ser pessimista de vez em quando, mas não deveria alimentar isso nunca; você pode e deve tirar férias; você ficará sem criatividade em algum momento; há situações que trarão desespero mesmo para os mais experientes; o que os outros pensam é muito importante, mas nada vale mais que uma consciência tranquila; você corre um risco inevitável de ferir as pessoas, mesmo que você tenha extrema cautela, e será preciso ser humilde para reconhecer quando isso acontecer; você não é o pica das galáxias – ninguém é – por isso, tenha referências, inspirações, mas nunca se diminua comparando sua trajetória com a do outro, quase nunca as pessoas divulgam seus abismos, só os saltos.

Em sete anos empreendendo, posso fazer uma lista enorme de erros, desde uma planilha mal organizada com as folhas de pagamento até chorar três noites seguidas para conseguir demitir alguém. Certa vez, fiz uma palestra exatamente sobre isso, os percalços, e um dos presentes me disse que aquilo desmotivaria os que ainda desejam criar o próprio negócio. “Desculpe, se você não está preparado para lidar com esses tipos de problemas, abrir mão de certas coisas e errar, você não deveria mesmo pensar em gerenciar nada. O bom gestor ama o que faz, independente de todas as dificuldades que relatei” – respondi prontamente. Hoje, eu… daria a mesma resposta.

Todo empreendedor/gestor/líder lida com três variáveis extremamente difíceis e inconstantes: pessoas, dinheiro e expectativas. Acredite, ninguém tem uma fórmula mágica para isso, mas se você tiver a capacidade de olhar para os erros de forma mais terna, acolhê-los como aprendizado, sua gestão será mais humana e a colheita mais sábia. Vale a pena!

 

Mulheres importantes na indústria dos games

Mulheres importantes na indústria dos games

As mulheres estão presente na indústria dos games desde os primórdios, seja no desenvolvimento, design, personagens ou mesmo composição de músicas. Confira algumas que participaram ativamente deste mercado:

Junko Ozawa

Junko era compositora da Namco, primeira empresa japonesa a colocar uma música em um jogo de arcade, e tinha um enorme desafio pela frente: converter os dados digitais em música! Para isso, criou o ‘sound driver’, que criava partituras próprias para as músicas 8 bits. Ela ficou na Namco de 1984 a 2008.

Carol Shaw

Carol Shaw é uma das principais pioneiras do mercado de games, sendo reconhecida como a primeira mulher desenvolvedora de jogos da história. O primeiro jogo da desenvolvedora foi Polo, feito em 1978, feito para uma campanha promocional da grife Ralph Lauren que nunca chegou a ser lançado. Em seguida lançou o primeiro jogo lançado por uma mulher, o  3-D Tic-Tac-Toe, para o Atari. Carol, então, entrou na Activision, onde programou River Raid, em 1983, seu game mais famoso.

Roberta Heuer Williams

Roberta Heuer Williams foi uma das fundadoras da Sierra Online, que criou e popularizou os jogos de aventura. Seu primeiro jogo, Mistery Mansion, de 1980, surprendeu pelos gráficos na época, levando em consideração que o gênero, até então, era apenas em texto.
Outros títulos marcantes de Roberta são King’s Quest e Phantasmagoria (quem nunca deixou de dormir algumas noites após Phantasmagoria, hein?)

Amy Hennig

E se eu te falar que quem escreveu a série Uncharted foi uma mulher, será que vai ter marmanjo arrancando os cabelos? Ela ainda foi diretora criativa da franquia, recebendo o prêmio Writer’s Guild Of America por Uncharted 2. Começou sua carreira na Nintendo, Amu Hennig também já trabalhou para a EA como Game Designer e na Crystal Dynamics como diretora da série Legacy of Kain. Se tornou uma das desenvolvedoras mais entusiasmadas em relação ao cuidado e a importância do roteiro de um jogo, que ela acredita ser o coração da obra.

Rhianna Pratchett

Rhianna é uma das autoras mais importantes do videogame conteporâneo. Foi responsável pela reviravolta história da personagem Lara Croft, nos recentes Tomb Raider e Rise of the Tomb Raider, a autora também escreveu Heavenly Sword e Mirror’s Edge, que recebeu críticas positivas por toda a comunidade gamer.

As mulheres acima são apenas uma pequena amostra da participação feminina no mercado gamer. Há muitas outras que poderiam ser citadas e a participação de mulheres no desenvolvimento de games, em todas as áreas que isso implica, vêm aumentando. Ainda muito abaixo do ideal, mas aumentando.

Teremos mais artigos como este nas próximas semanas de Games aqui do Ladies On e se quiser indicar alguma mulher para ser citada aqui, deixe aí nos comentários.

Empreender em sociedade, uma reflexão para essa decisão.

Empreender em sociedade, uma reflexão para essa decisão.

Muito provavelmente todas as pessoas que lerem este artigo já se relacionaram romanticamente com outro alguém, e você lembra como se deu este processo? As escolhas variam sobre valores, tipo físico, semelhanças de histórias, anseios, sonhos, certo? Pois bem, primeiro sempre há o “flerte”, depois as conversas mais próximas, a paixão, e que pode seguir por namoro, noivado e casamento. Esta decisão por mais emocional que pareça, tem seu fortalecimento de modo racional, ao menos neste século.

O questionamento é: por que nossas/vossas escolhas para fechamento de sociedade não seguem um processo lógico semelhante? Na relação de um casal romântico, as atitudes incidem principalmente sobre eles próprios, mas os atos de uma sociedade afetam não apenas sob os funcionários, mas também nas famílias que ali dependem financeiramente. Este tipo de reflexão deveria ser pertinente a todo empreendedor, claro, mas principalmente quando há dependência estratégica direta de outras partes.

No RD on the Road Goiânia 2018, um dos palestrantes disse: se você pede conselho amoroso pro amigo solteiro, você está errado, se você pede conselho financeiro pro amigo que nunca construiu uma carreira sólida ou que está devendo para o banco, você está errado, assim é com as sociedades, você não pode fechar parceria com o amigo apenas de bar. Em 2015 no Imersão em Empreendedorismo, da Fundação Estudar, Alberto Landgraf comentou com os participantes sobre sua espera de mais de 08 anos para escolher o sócio ideal. O motivo? Sociedade precisa ter cautela, atenção e conhecimento.

Eu falhei como sociedade. Meu maior erro foi descrito acima. Com o passar do trabalho em conjunto, o tempo provou que a decisão foi MUITO inconsequente. Por sorte não houve perdas ou resquícios a terceiros. A experiência de errar e reconhecer hoje me permite tomar melhores decisões e inclusive empreender de modo individual.

Para concluir, aqueles que desejam avaliar a possibilidade de formar sociedade empresarial, lembrem-se de conhecer os valores e condições financeiras do mercado, do negócio e dos(as) envolvidos(as), pontue os anseios, garra, e desejo por trabalho, proteja a si e as demais partes por contrato avaliado por advogado(a), e busque relacionar-se de modo saudável em todos os contrapontos que surgirem no caminho. Haverá discussões, haverá diferenças, mas o foco não deve ser o orgulho pessoal e sim as melhores decisões para a fluidez do projeto/empresa.