Você produz conteúdo para a persona ou para o seu cliente?

Você produz conteúdo para a persona ou para o seu cliente?

Você que acessou este conteúdo provavelmente já ouviu falar de Persona, digo isso porque é um termo que ouvimos muito no meio, e por mais que seja muito falado é pouco ou não utilizado.

Infelizmente a não utilização acarreta em segmentações errôneas e verbas gastas sem assertividade, já que geram poucas ou nenhuma venda por não conseguirem alcançar o público correto, visto que nem sabem quem são. Era só postar no Facebook, eles disseram.

Mas, se você deseja mudar este cenário e produzir conteúdo de forma assertiva continue neste post.

Adicione o Social às suas Redes

Segundo o site Resultados Digitais

Redes sociais são estruturas formadas dentro ou fora da internet, por pessoas e organizações que se conectam a partir de interesses ou valores comuns.”

Aqui já podemos grifar dois termos

  1. Estruturas formadas por pessoas e organizações
  2. Se conectam a partir de interesses ou valores comuns

Quando falamos de redes sociais, e a sua gestão, logo vem a cabeça a criação das peças, as criticas ao concorrente, como que a verba vai ser gasta e se o cliente vai gostar do que a agência está criando.

Neste território egoico, vemos pouco ou nada sobre pessoas, sobre histórias bem contadas e valores que podem ser passados através da marca para que se gere conexões entre público e empresa.

Ah mas o cliente é pequeno, não dá pra perder tempo com isso!

Bom, se o tempo não pode ser “perdido” cuidando daqueles que irão consumir seus produtos/serviços e consequentemente lhe trazer retorno financeiro, posso dizer que em algum momento a sua estratégia não irá mais funcionar. O modo em que consumimos está mudando e é preciso ficar atendo as tendências do mercado e não as pendências do seu cliente.

Sabemos bem quem é que paga o fee mensal diretamente, mas indiretamente a “conta paga” vem do público que consome aquele produto/serviço, sem ele não há empresa e muito menos cliente.

O papel dos profissionais de marketing é guiar os clientes por sua jornada desde o estágio de assimilação até se tornarem advogados (defensores ou embaixadores) da marca.

Philip Kotler em Marketing 4.0

Por isso é importante alinhar quem é o seu público alvo e quem é a sua persona para gerar conteúdos valiosos e estabelecer conexões reais.

A seguir conheceremos a diferença entre ambas e qual o seu papel na estratégia.

Público alvo x Persona

Primeiro, vamos entender as definições de público alvo e persona:

Público alvo é a definição do seu público com base em dados sociais, econômicos, demográficos e psicográficos. É, ou pelo menos deveria ser, o primeiro passo antes de começar uma campanha ou a cuidar da marca que chegou na sua agência.

Exemplo prático:

    • – Geográfica: moradores de Itu, Salto, Porto Feliz, Sorocaba ou Cabreúva
    • – Demográficos: Jovens, estudantes, de 20 a 35 anos, se formando em busca de independência pessoal e profissional e, consequentemente, frustrados.
    • – Econômica: Renda mensal entre R$1500,00 a R$3000,00
    • – Fase da vida: transição para a vida adulta – saindo do ninho, descobrindo-se na profissão
    • – Gerações – Y e Z: Impacientes, imediatistas, ansiosos, depressivos, frustrados. Jovens com grandes expectativas sobre o futuro e pouco discernimento sobre a realidade

 

Já as personas são perfis semifictícios do cliente ideal da empresa e tem como objetivo entender o perfil do cliente para que possibilite ações de marketing mais assertivas.

Perceba que o termo perfis semifictícios está em negrito porque você não cria personas do além, você as cria com base em dados do público alvo do seu cliente.

Exemplo prático:

Sonia Moraes tem 25 anos, cursa Direito e trabalha em um escritório de advocacia de pequeno porte como assistente de escritório. Ganha entre R$1800 a R$2000. Usa ativamente o Facebook e Instagram, lê blogs sobre culinária, faça você mesmo e noticias em geral. Seu principal hobbie é sair com suas amigas e maratonar na Netflix. Tem dificuldade em colocar seus planos e projetos em prática. Sofre por não conseguir dar grandes passos e fracassar em seus relacionamentos, não tem uma boa relação com a família, principalmente com seus irmãos. Tentou passar por psicólogos e  terapeutas, mas nenhum a ajudou a dar os passos que almejava e sentia-se parada em um mesmo ponto, portanto ainda está em busca de um profissional que possa ajudá-la.

A persona acima foi criada para um profissional da saúde mental, por isso fatores psicológicos foram levados em conta, e antes de ser criada é necessário que aconteça uma entrevista com o seu cliente para reunir dados sobre os consumidores de seus produtos/serviços, assim você consegue criar a persona ideal e ter mais assertividade nos seus conteúdos e estratégias.

E como isso vai me ajudar?

Além de oferecer um direcionamento à sua equipe, a persona e público alvo fornecem informações valiosas sobre o mercado e o mais importante, é sobre pessoas.

Diante de um cenário no qual as marcas anseiam por valores monetários, nos esquecemos de acrescentar o Social às nossas Redes, nos esquecemos de PESSOAS, seres humanos que estão além das telas dos celulares e notebooks em buscas de conteúdos, marcas e produtos que acrescentarão e estejam alinhadas aos seus valores.

Quanto mais sociais somos, mais queremos coisas feitas sob medida para nós. Respaldados pela análise de big data (coleta, processamento e análise de megadados), os produtos tornam-se mais personalizados e os serviços, mais pessoais.

Philip Kotler em Marketing 4.0

Por isso, a persona pode te oferecer insights que te ajudarão a melhorar os resultados das estratégias, tais como:

  • – melhorias nas linguagens utilizadas;
  • – melhor escolha das redes sociais;
  • – quais assuntos você poderá abordar;
  • – formatos ideais de conteúdo;
  • – em quais meios de comunicação investir;
  • – melhores momentos para ofertar um produto;
  • – estilo e periodicidade do conteúdo.

 

Se você quer alcançar grandes resultados, sugiro que olhe mais para dentro do seu negócio, para a alma da sua empresa e enxergue quem são as pessoas que consomem a sua marca.

As telas estão mudando, o mundo está mais digital do que nunca, se não olharmos de uma forma mais humana para dentro da empresa logo ela estará fadada ao fracasso perante aqueles que souberam mudar a sua visão e acrescentar valor as suas estratégias.

Links úteis:

 

Créditos da foto em destaque: Photo by Erik Lucatero on Unsplash

Você realmente conhece o cliente do seu cliente?

Você realmente conhece o cliente do seu cliente?

Nas últimas semanas, uma conversa em um grupo de Facebook voltado para Social Media abriu a minha visão a respeito se, de fato, eu realmente conheço o cliente do meu cliente. O questionamento começou quando uma pessoa com dúvida, perguntou como fazia para conseguir alcançar clientes de determinado público, pois a segmentação por renda do Facebook não estava fazendo efeito nas campanhas de Facebook ADS.

Nos comentários, uma surpresa: uma pessoa comentando que consegue vender um produto bem ímpar, do mesmo público que a pessoa que havia feito a pergunta, com facilidade. No mesmo momento, milhares de perguntas pipocaram, todos gostariam de saber a “segmentação milagrosa” que havia sido utilizada para alcançar tal público.

Super humilde, a pessoa se disponibilizou em compartilhar duas segmentações utilizadas em uma campanha:

●    A primeira, referia-se ao nome de um atleta muito famoso, ganhador de diversos prêmios de um esporte amplamente praticado pelo público escolhido;
●    A segunda, abordava um tipo de prova esportiva, que também era acompanhado amplamente por esse público desejado.

Nessa especificação, foi perguntado se a pessoa que estava em dúvida, conhecia os nomes citados na segmentação. Foi respondido que não. Os dados apontados referentes ao número de pessoas que conhecem os tópicos e são potenciais clientes eram condizentes com a segmentação desejada. Papo vai, papo vem, a frase “Segmentação por classe social não deve ser focada exclusivamente em renda, mas sim, em interesses. Os interesses da Classe A são totalmente diferentes dos interesses da classe C e D”. A partir disso, um estalo se fez presente em minha mente.

Durante o aprendizado sobre como proceder com um novo cliente, com briefings, análises, também é apontada a criação de persona, o que muitas vezes é ignorado ou feito levianamente pelo profissional responsável pelo projeto.

Mas o que é exatamente a persona? A persona, segundo a Resultados Digitais, é uma “representação fictícia” do cliente ideal da organização, sendo baseada em informações reais dos clientes da organização, como comportamento, desafios, objetivos, etc. É fundamental para que a organização consiga criar e desenvolver um relacionamento com o seu público-alvo, pois a partir do surgimento da persona, o processo é facilitado, pois você passa a compreender melhor todos os desejos, anseios e gostos do seu cliente.

O que realmente me chamou a atenção nessa situação foi como os gostos da persona podem ser utilizados para segmentação no Facebook ADS, o que é muito positivo, visto que parcerias amplamente utilizadas para anúncios como a do Serasa Experian, estão sendo descontinuadas. E quanto mais detalhada essa persona for, mais dados a favor da empresa, que consegue com mais facilidade compreender o seu público.

Diversos profissionais de marketing digital afirmam em seus anúncios que conhecem os clientes dos seus clientes e que isso é um dos principais motivos para serem contratados pelas organizações. Mas será que realmente conhecem?  E se conhecem, até onde isso vai?

Nós como profissionais da área, precisamos compreender profundamente o público-alvo de cada organização que trabalhamos, para que o trabalho executado seja bem-sucedido, e que a comunicação aconteça de forma clara e precisa. Que a persona é uma ferramenta que pode contribuir largamente para o trabalho de estabelecer relacionamentos. Diversos conteúdos gratuitos estão disponibilizados a respeito, por que não começarmos a aplicar efetivamente no dia a dia? Essa é a reflexão que trago para hoje.

Cadê a relevância nas suas redes sociais?

Cadê a relevância nas suas redes sociais?

 

Em um mundo digital, a marca que não tem presença na internet ficou para “trás”?
Dependendo do que está sendo avaliado, sim.
Então é só criar um perfil no Facebook e Instagram, fazer uns posts e o problema está resolvido?
Com certeza não.

Se o intuito de uma marca, ao estar na internet, é obter algum tipo de resultado positivo para o negócio, é preciso responder algumas perguntas para ter um ponto de partida e traçar uma jornada para atingir tal objetivo.
De modo bem simplificado, a primeira delas seria: “o que eu quero com isso?”
Sabemos que a maioria das respostas será algo como “quero vender mais e ganhar dinheiro com a internet”. Até aí, nenhuma novidade.

Porém, depois que essa resposta foi identificada, a coisa começa a ficar um pouco mais complexa. Sabe por que? Mais difícil que saber o que quer, é saber como conseguir o que se quer.

Ao ter em mente o objetivo, decidir que a internet será o meio e que as redes sociais serão suas ferramentas, a marca deve estar ciente de que ela é penetra em uma festa que não foi convidada e que precisa entender qual música está tocando, entrar na dança, saber com quais convidados quer fazer amizade sincera, como conquistá-los e levá-los para casa.

Como conseguir tudo isso? Infelizmente (ou não), não existe uma receita de bolo que funcione para todos. Cada marca precisa ter a sensibilidade de compreender o que funciona ou não para ela. Porém, é essencial que ela saiba como ser relevante para as pessoas com quem quer se relacionar. Essa relevância pode ser construída por meio de um conteúdo que não interfira o que usuário está fazendo, que entregue alguma informação valiosa, um momento de descontração e/ou entretenimento ou algo que ele esteja precisando naquele momento.

A partir do momento em que a marca entende o que pode entregar ao usuário e como começar a construir um relacionamento com ele, inicia-se uma eterna fase de testes: formatos, imagens, chamadas, duração, timing, linguagem, veículo.
O que nunca deve estar em teste é o propósito da marca. Esse deve ser muito claro e levado a sério em todos os detalhes, até no emoji que será dado como resposta a um comentário de um post.

Saber quem você é, é o primeiro passo para entender como ser útil para alguém e porque esse alguém deve considerá-lo na hora de tomar uma decisão.

Marketing Digital & Marketing Tradicional

Marketing Digital & Marketing Tradicional

As pessoas tem uma necessidade latente de fazer conexões e se comunicar. São seres extremamente sociáveis que precisam estar inseridos em um meio social, em uma comunidade e se sentir parte dela.

Com o avanço da tecnologia, a população passou a ter mais acesso ao que acontece a nível mundial. As conexões aumentaram e as informações chegam em uma velocidade nunca vista antes.

Não é mais necessário esperar dias e dias para ler uma carta que alguém enviou. Hoje, é possível manter uma conversa com alguém mora há milhares de quilômetros de distância.

Com essa modernização o marketing tradicional gerou um filho, o marketing digital.

 

O marketing digital

 

Com um pouco mais de 16 anos de vida, esse filho adolescente constantemente passa por mudanças. Seu meio é dinâmico, íntimo e pessoal. Algo completamente diferente do que seu pai estava acostumado.  O digital se fundiu com o real, e hoje o mundo é onoff.

A comunicação unilateral, ou melhor, o monólogo trabalhado no marketing tradicional ganhou uma nova versão, uma comunicação espontânea cujos consumidores falam diretamente com a marca e exigem que ela siga fielmente sua missão e valores.

Há empresas que ainda não se renderam a magia do digital, a essa nova realidade. Continuam a investir no mercado tradicional. Mas para ser lembrada, uma marca tem que ser vista! E para se comunicar com eficiência com seu público é preciso saber onde ele está.

Segundo uma análise feita pelo próprio Facebook, a rede possui mais de 2 bilhões de usuários a nível mundial. O Brasil, já ultrapassa os 102 milhões de compartilhamentos mensais. Desses, 93 milhões compartilham seus momentos por mobile.

O Instagram não fica para trás, a rede reuni mais de 50 milhões de usuários brasileiros ativos por mês. Cerca de 2 milhões de anunciantes fazem uso do Instagram para apresentar seus produtos nos feeds dos consumidores.

O Facebook divulgou que 99% dos usuários ativos afirmam ler as publicações das marcas (dados de 2015). 63% desses acessam a plataforma para descobrir novos produtos.

 

Será que o marketing tradicional ainda é o melhor canal para investimento?

 

marketing digital

Imagem: Neil Patel

Analisar o ambiente geral, criar um planejamento são vantagens que tanto o marketing tradicional quanto o digital tem. Mas somente o digital pode mensurar com precisão os resultados que determinada campanha gerou. É possível filtrar muitas informações sobre o público com esses resultados, por meio das métricas desenvolvidas pelas plataformas.

Cada métrica mostra o melhor caminho a seguir para que a empresa atinja o objetivo da campanha com sucesso. Elas apresentam não apenas o valor investido, mas também as taxas de cliques, de conversões e muitas outras. Itens fundamentais para entender como a campanha se desenvolveu no período proposto. É possível ainda, otimizar o desempenho de cada campanha enquanto está sendo veiculada para o público. Uma vantagem que o marketing tradicional não dispõe para as empresas que investem nele.

Isso não significa que todo investimento do marketing tradicional deve ser cessado, apenas que é preciso analisar com discernimento quais são os canais que ofereçam o melhor resultado, a melhor forma de alcançar o objetivo da empresa.

O marketing digital é o presente e o futuro, e não trabalhar com ele por medo ou falta de informação é não acompanhar as mudanças mundiais.