Já pensou em anunciar no YouTube?

Já pensou em anunciar no YouTube?

Todo ano desde 2013, o YouTube divulga a Pesquisa Video Viewers  que analisa o comportamento dos brasileiros ao assistir vídeos, nas telinhas e na TV.

O crescimento já era esperado, há quanto tempo a gente ouve falar que os vídeos ‘estão dominando a internet?’ O YouTube só fica atrás da Rede Globo, já é maior que todos os outros canais da TV aberta somados em número de vídeos assistidos. O Brasil é o segundo país com mais horas de vídeo assistidas no YouTube. E o nível de atenção é muito alto.

No YouTube 95% dos anúncios são visualizados até o fim, enquanto a média em outras plataformas e apps é de 66%.

Os brasileiros utilizam o YouTube para se distrair e adquirir conhecimento. É interessante olhar o quadro abaixo tendo em mente o seu negócio/cliente para pensar conteúdos e anúncios. Como a sua marca pode resolver problemas do dia a dia do consumidor? Como pode ajudá-lo profissionalmente? As boas e velhas perguntas do conteúdo. É nas estratégias de vídeo que o casamento entre mídia e conteúdo é mais importante do que nunca.

Já entendi. O YouTube é importante. Mas será que é para a minha marca?

Análises de verdade precisam considerar budget, expectativa do cliente e jornada de compra para responder essa pergunta. Mas o ponto desse artigo é abrir a cabeça (e o planejamento) para uma estratégia completa de ads no YouTube e suas possibilidades. O objetivo é olhar para o YouTube muito além de um canal de mídia, mas uma forma de aprender e extrair dados sobre a audiência e seu comportamento.

A visão que se tinha antes era a de que vídeos eram excelentes para branding e nem tão bons para conversão, mas o Google Ads tem trabalhado em caminhos novos para encaminhar usuários para uma conversão mais direta, como TrueView for action. Veja abaixo algumas possibilidades de formatos e segmentações.

– Anúncios TrueView In-stream

É nesse formato que o anunciante só paga quando o usuário assiste ao vídeo (ou a 30 segundos dele). O vídeo é exibido antes, durante ou depois de um vídeo que o usuário estiver assistindo e poderá ser pulado após cinco segundos.

Também pode aparecer em sites parceiros e aplicativos na Rede Display. Dá para usar focando em tráfego para o site, leads e alcance da marca.

– TrueView Discovery

Antes conhecido como “in-display”,  esse formato é para incluir vídeos ao lado de relacionados, como parte do resultado de pesquisa ou na página inicial do YouTube no mobile. O anúncio é uma minuatura do vídeo com um texto.

O anunciante só é cobrado quando o usuário opta por assistir ao vídeo clicando na miniatura.

– Bumper Ads

A duração do vídeo é de até 6 segundos, é obrigatório para o usuário assistir, antes, durante ou depois de outros vídeos. É tão rápido que quase não daria tempo de pular. Mas é preciso considerar que o nível de atenção na mensagem pode não ser alto, o vídeo precisa comunicar bem e rápido.

Como é obrigatório, a cobrança é por impressões. Use quando o objetivo for alcance, disseminar a mensagem.

– Anúncios out-stream

São vídeos exclusivos para dispositivos móveis em sites parceiros e aplicativos (e não de outros vídeos no YT), banner ou nativos. São reproduzidos com som no mudo, ativado pelo usuário se tocar no anúncio. O anunciante paga quando o vídeo é visto inteiro ou por mais de 2 segundos, com base no custo por mil impressões visíveis. Use para alcance e reconhecimento da marca.

Para estudar com mais detalhes, comece aqui.

Possibilidades de segmentação 

Hoje anunciar no YouTube permite sair daquela segmentação demográfica clássica de idade, região e gênero. É muito mais eficaz combinar essa configuração com comportamentos e interesses. Por exemplo, ao invés de anunciar uma atração turística para pessoas entre 20 e 45 anos, aparecer para pessoas que estão buscando por aquele destino e consomem canais de viagem.

Públicos-alvo de afinidade: ampla variedade de categorias, como fãs de esporte e viagens, consumidores que procuram carros ou pessoas específicas que visitaram seu site.

Públicos-alvo de afinidade personalizados: uma combinação de interesses diferentes, como interesses inseridos como palavras-chave e apps utilizados, por exemplo.

Palavras-chave.

Tópicos: vídeos, canais e sites relacionados ao tópico pretendido. Por exemplo, “viagens” para exibir o vídeo de um destino/hotel para pessoas que assistirem vídeos sobre viagens.

Canais: uma seleção de canais específicos em que o anunciante pretende aparecer.

Afinidade: Interesses captados pelos hábitos de navegação dos usuários.

Audiência customizada: selecionando páginas ou termos de interesse, o Google cria uma segmentação customizada para aquele comportamento,

Base de clientes: dados do CRM.

Remarketing: para reconectar-se com pessoas que interagiram com o site ou outros vídeis da marca.

Importante lembrar também que dá para excluir manualmente canais em que o anunciante não deseja aparecer.

Por último, marcas de todos os portes estão no YouTube e não é necessário um grande orçamento para começar. Anuncie localmente aquele cliente que é uma confeitaria cheia de doces temáticos, por exemplo.

E se a empresa é de porte maior, já passou da hora de considerar YouTube. Veja aqui e aqui cases para inspirar.

Ficou alguma dúvida? Escreve para mim! Vai ser um prazer ajudar você. 

Google Adwords: o que você pode estar deixando passar

Google Adwords: o que você pode estar deixando passar

O Google Adwords é uma ferramenta incrível de marketing digital. Não preciso te convencer sobre a importância do Google.

Se uma empresa quer atingir pessoas que estão pesquisando pelo seu produto, o Google Adwords é o lugar certo e um dos canais na internet onde é possível se obter resultado mais rápido: a pessoa está pesquisando pelo produto, você está mostrando.

Mas um canal tão amplo como esse, só é bem sucedido junto a uma complexa ferramenta de anúncios, oferecendo diversas possibilidades e uma concorrência que não é só baseada no valor de investimento.

Para usar o máximo do potencial dessa ferramenta, é preciso sair do básico. Acompanhe alguns detalhes que passam batido por muitos anunciantes e otimize suas campanhas.

1 – Regras Automatizadas

Com as regras automatizadas muitas tarefas realizadas repetidamente podem ser feitas automagicamente. Por exemplo:

– Lances mais altos de acordo com o horário ou outras condições;

– Ativação de anúncios para datas especiais;

– Pausar palavras e anúncios com baixo desempenho (defina exatamente, como por exemplo, custo alto de conversão);

– Ajuste de lance para posição média almejada;

– Aumento de orçamento em campanhas de alta conversão;

As possibilidades são muitas. Mas, cuidado ao usar: a máquina é implacável. Principalmente em aumentos de orçamento e ajuste de lance, atenção redobrada para não ter surpresas como o orçamento gasto antes do tempo.

 2 – Segmentação Geográfica

Essa vai parecer uma dica simples para quem já usa a ferramenta, mas tem um detalhe que passa batido por muita gente: na hora de fazer o setup da campanha, geralmente o anunciante seleciona a localização a segmentar a campanha, por exemplo, a cidade de Piracicaba. Por padrão, e se observar o “recomendado”, estará selecionada a seguinte opção: “pessoas que estão na minha região de segmentação, pesquisam sobre ela ou tem interesse nela (recomendado)”.

(Invejosos dirão que a interface é antiga)

 

Principalmente para campanhas de segmentação geográfica restrita, essa pode não ser a melhor opção. Não se engane com o “recomendado”. Podem vir cliques de muitas outras cidades que não vão converter, principalmente se é um produto ou serviço local. Verifique já as cidades da sua campanha que tem mais cliques/conversões e observe esse detalhe.

3 – Poucas palavras-chave por Grupo de Anúncio

Inchar os grupos de anúncio com muitas palavras-chave diferentes vai dificultar o seu trabalho de utilizar as palavras-chave nos anúncios e medir os termos que trazem melhores resultados.

Faça mais grupos de anúncio limitando os termos dentro deles para ter uma visão melhor da campanha.

4 – Mais de um anúncio por Grupo de Anúncio

Aproveitando o assunto Grupo de Anúncio: economizou nas palavras por grupo, mas não precisa economizar nos anúncios! É comum ver contas com um anúncio só por Grupo, mas isso não é o suficiente para testar o desempenho. Quais CTAs convertem mais, qual o apelo gerou mais interesse, etc. Conforme otimiza a campanha, crie novos e siga testando.

5 –  Não coloque só o Português na Configuração da Campanha

Essa é outra dica que vai parecer boba mas passa batido muitas vezes. A maior parte dos anunciantes seleciona geralmente só o idioma Português na segmentação, mas muitos usuários utilizam o inglês e até o espanhol no padrão de linguagem. Seja porque estão estudando a língua ou não mudaram a configuração. O problema é que se a sua campanha estiver só para ‘Português’, essas pessoas não verão seus anúncios.

6 – Concentre as campanhas da Rede Display no Destktop

Embora todas as dicas digam para privilegiar o mobile e é cada vez maior o tráfego – orgânico e pago – vindo de dispositivos móveis, o uso dessa configuração para a Rede Display pode não ser a melhor ideia.

A questão é física: muitas vezes o usuário simplesmente esbarra o dedo sem querer no banner. Não estava interessado de fato, mas acabou clicando. Pense direitinho no seu público e na segmentação: muitas vezes campanhas de display focadas em branding, bem segmentadas por canais, podem ter foco em impressões e o mobile valer a pena, mas não é sempre.

Dica Bônus

Tem um milhão de tips possíveis, ou na verdade, detalhes (nem tão pequenos) que você deve reparar na construção da campanha. Um importante é o índice de qualidade das palavras-chave.

Não é tão simples de resolver, porque também depende do site. Por isso entrou para seção “bônus”.

As palavras precisam estar relacionadas ao que está sendo anunciado, estar nos anúncios e, aqui muitos anunciantes falham, presentes na página de destino.

Um índice de qualidade alto das palavras-chave vai favorecer muito as campanhas e um Custo Por Clique mais baixo.

E você, tem outras dicas?