Cada uma sabe a dor e a delícia de ser uma mulher

Cada uma sabe a dor e a delícia de ser uma mulher

Coube a mim fazer o texto do LadiesOn para o Dia Internacional da Mulher.

Eu, mãe, empreendedora, dona de casa e “mil e uma utilidades” não soube o que deveria escrever em um projeto que visa dar voz às mulheres que trabalham com comunicação.

E doeu.

Doeu porque a data é para isso mesmo, para doer. Para pensarmos na posição que a mulher ocupa no mundo dos negócios, eu, que já perdi emprego por ser mulher. Para pensarmos sobre a tripla jornada de trabalho, eu, mãe de dois filhos. Para pensarmos sobre a maternidade compulsória, eu, que engravidei na adolescência. Pensarmos sobre as dificuldades de conciliar estudos e afazeres domésticos, eu, que concluí bem tarde a graduação.

Doeu porque, apesar do vivido, eu sou privilegiada por ter rede de apoio, alguma estrutura financeira, marido companheiro, pais presentes, plano de saúde, filhos com a barriga cheia e embaixo de um teto.

A imagem mostra três pessoas sorrindo, da esquerda para a direita, um adolescente de óculos, no centro uma criança pequena, à direita uma mulher.

Alec, Ícaro e eu

Doeu porque, trabalhando com comunicação, ainda há dificuldade em passar conceitos importantes ao público e aos clientes. Feminicídio? Carga mental? Tripla jornada? – “aah, vamos fazer post parabenizando as mulheres.

E ainda dói. Porque, apesar de o LadiesOn ter a missão de reivindicar nosso espaço na comunicação, não conseguimos dar voz a maioria das mulheres da sociedade. Mas podemos levantar a reflexão: o que você faz por nós, no dia a dia, de verdade?

Marketing Pessoal

Marketing Pessoal

O Marketing Pessoal é uma ferramenta fundamental para qualquer profissional, pois é a forma como você promove a sua imagem, estando diretamente relacionado a sua reputação, em como você é visto pelas outras pessoas.

Sabe aquela conhecida frase “quem não é visto não é lembrado”? Ela é uma das principais máximas do Marketing Pessoal.

Ele trabalha a visibilidade com a construção da autoridade profissional, através da exposição da propriedade intelectual, auxiliando com que você se torne uma referência na área que atua, utilizando a comunicação adequada ao seu público.

Em um mundo cada vez mais digital, com a internet e redes sociais dominando nossos relacionamentos, a referência física não é o suficiente, precisamos nos inserir cada vez mais , como profissionais, no contexto online.

A sua imagem pode ser composta por um compêndio de itens, que vão desde roupas e comportamentos até atitudes nas redes sociais e discursos proferidos.

É importante, também, o cuidado para que que o posicionamento pessoal não caia equivocadamente no contexto da vaidade, sendo necessário que a autopromoção seja feita de maneira inteligente e responsável, para que a sua credibilidade como profissional seja percebida como valor.

O desejo de qualquer profissional é o reconhecimento, seja para evoluir na carreira, conquistar novas oportunidades, alcançar uma promoção, melhorar vendas ou serviços. Se você tem plena consciência do seu valor, tanto pessoal quanto profissional, e ele é mostrado às pessoas, seu leque de possibilidades aumenta junto à percepção do outro quanto às suas qualidades como profissional.

Algumas dicas práticas são:

– Autoconhecimento: conhecer-se e ter a humildade de aceitar o que precisa melhorar é essencial para se entender como profissional;

– Cuidado com a aparência: ela deve estar adequada ao seu contexto de trabalho. Isso não significa passar horas no salão de beleza, mas adequar-se às regras da empresa e trabalho que se propõe;

-Atualize seus conhecimentos sempre e saiba ouvir;

– Não tenha vergonha de se autopromover, mas tenha cuidado com atitudes arrogantes;

– Passe uma mensagem clara sobre você, o que você faz e como pode ser útil para os outros;

– Uma possibilidade de trabalho que auxilia na melhoria de competências pessoais, autoconhecimento e valorização de qualidades é o Coaching.

Faça bom uso das redes sociais. Elas são um espaço de infinitas possibilidades, que podem expandir contatos e trazer a referência de autoridade. Tome cuidado com todo o processo, construa sua imagem dia a dia e lembre-se: a sua reputação não pode ser comprada com post patrocinado.

Mulheres importantes na indústria dos games

Mulheres importantes na indústria dos games

As mulheres estão presente na indústria dos games desde os primórdios, seja no desenvolvimento, design, personagens ou mesmo composição de músicas. Confira algumas que participaram ativamente deste mercado:

Junko Ozawa

Junko era compositora da Namco, primeira empresa japonesa a colocar uma música em um jogo de arcade, e tinha um enorme desafio pela frente: converter os dados digitais em música! Para isso, criou o ‘sound driver’, que criava partituras próprias para as músicas 8 bits. Ela ficou na Namco de 1984 a 2008.

Carol Shaw

Carol Shaw é uma das principais pioneiras do mercado de games, sendo reconhecida como a primeira mulher desenvolvedora de jogos da história. O primeiro jogo da desenvolvedora foi Polo, feito em 1978, feito para uma campanha promocional da grife Ralph Lauren que nunca chegou a ser lançado. Em seguida lançou o primeiro jogo lançado por uma mulher, o  3-D Tic-Tac-Toe, para o Atari. Carol, então, entrou na Activision, onde programou River Raid, em 1983, seu game mais famoso.

Roberta Heuer Williams

Roberta Heuer Williams foi uma das fundadoras da Sierra Online, que criou e popularizou os jogos de aventura. Seu primeiro jogo, Mistery Mansion, de 1980, surprendeu pelos gráficos na época, levando em consideração que o gênero, até então, era apenas em texto.
Outros títulos marcantes de Roberta são King’s Quest e Phantasmagoria (quem nunca deixou de dormir algumas noites após Phantasmagoria, hein?)

Amy Hennig

E se eu te falar que quem escreveu a série Uncharted foi uma mulher, será que vai ter marmanjo arrancando os cabelos? Ela ainda foi diretora criativa da franquia, recebendo o prêmio Writer’s Guild Of America por Uncharted 2. Começou sua carreira na Nintendo, Amu Hennig também já trabalhou para a EA como Game Designer e na Crystal Dynamics como diretora da série Legacy of Kain. Se tornou uma das desenvolvedoras mais entusiasmadas em relação ao cuidado e a importância do roteiro de um jogo, que ela acredita ser o coração da obra.

Rhianna Pratchett

Rhianna é uma das autoras mais importantes do videogame conteporâneo. Foi responsável pela reviravolta história da personagem Lara Croft, nos recentes Tomb Raider e Rise of the Tomb Raider, a autora também escreveu Heavenly Sword e Mirror’s Edge, que recebeu críticas positivas por toda a comunidade gamer.

As mulheres acima são apenas uma pequena amostra da participação feminina no mercado gamer. Há muitas outras que poderiam ser citadas e a participação de mulheres no desenvolvimento de games, em todas as áreas que isso implica, vêm aumentando. Ainda muito abaixo do ideal, mas aumentando.

Teremos mais artigos como este nas próximas semanas de Games aqui do Ladies On e se quiser indicar alguma mulher para ser citada aqui, deixe aí nos comentários.

Battlefield V – Lute como uma garota!

Battlefield V – Lute como uma garota!

Não tem como iniciar a primeira semana de Games no Ladies On sem trazer o assunto para o universo feminino, ou, na verdade, para problemas que as mulheres enfrentam no cenário Gamer. Impossível, também, falar de Games em um portal que foi criado para dar voz às mulheres sem comentar sobre a mais recente polêmica neste universo: Battlefield V.

No dia 23 de maio, a EA Games (Eletronic Arts) lançou a capa e trailer do Battlefield V, que contava com uma mulher em primeiro plano, e, de lá pra cá, tem jogador arrancando os cabelos.

Jogadores de todo canto do globo tentaram disfarçar seu machismo com a presença de mulheres jogáveis no Battlefield V com a desculpa de “precisão histórica”, por se tratar de um jogo ambientado na Segunda Guerra Mundial. A precisão histórica era inicialmente uma bandeira levantada pela franquia, no entanto, vários outros ‘desvios’ históricos apareceram em outros jogos da série e não sofreram tanta represália dos fãs. Aliás, no trailer pudemos ver, além de duas personagens femininas – sendo uma com braço protético -, um soldado masculino com rosto pintado de azul e outros com aparência bem modernas, nenhum usando uniforme completo; em momento algum seríamos capazes de adivinhar que seria a Segunda Guerra Mundial, mas os jogadores decidiram que a presença da mulher seria uma afronta à precisão histórica, lançando uma chuva de comentários machistas pelas redes sociais, levantando inclusive a hashtag #NotMyBattlefield pelo twitter.

Sobre a precisão histórica, não vou escrever sobre, pois há inúmeros artigos excelentes pela internet sobre a participação de mulheres que lutaram na Segunda Guerra Mundial. Pesquisem por Bruxas da Noite (regimento de bombardeiros soviéticos), Lyudmila Pavlichenko, Simone Segouin e Roza Shanina só para ter uma ideia de ALGUMAS mulheres que participaram ativamente da Guerra. A questão quanto a mulheres de front ocidental ou oriental só foi levantada pelos gamers dois dias após o início de todas as reclamações, o que nos leva a acreditar que não é realmente o problema e usaram esses fatos apenas para justificar seu ódio gratuito.

Toda a polêmica do Battlefield V, traz à tona a misoginia presente na sociedade, ainda mais escancarada no universo Gamer. Se o problema real com o jogo fosse a precisão histórica, haveriam outros inúmeros movimentos contrários ao mesmo. Assim como toda a ideia da mecânica multiplayer para um jogo de guerra, que é imprecisa para o período vivido. No entanto, todo esse ódio dos jogadores com a série só apareceu agora, ao termos uma mulher na capa e trailer principal.

O gerente da DICE (EA Digital Illusions CE AB), Oskar Gabrielson, usou sua conta no Twitter para comentar sobre o assunto e mostrar a posição da empresa sobre a polêmica:

“Queremos que o Battlefield V represente todos que fizeram parte do maior drama da história humana e dê aos jogadores a escolha de personalizar os personagens. Nosso compromisso é fazer tudo que pudermos para criar jogos que sejam inclusivos e diversos. Sempre nos propusemos a empurrar limites e entregar experiências inesperadas. Mas, acima de tudo, nossos jogos devem ser divertidos. Queremos que o Battlefield V represente todos que fizeram parte do maior drama da história humana e dê aos jogadores a escolha de personalizar os personagens. Nosso compromisso é fazer tudo que pudermos para criar jogos que sejam inclusivos e diversos. Sempre nos propusemos a empurrar limites e entregar experiências inesperadas. Mas, acima de tudo, nossos jogos devem ser divertidos.”

“O feminismo ganhou”, lamentou-se alguém em uma das mensagens com a hashtag #NotMyBattlefield. Não ganhamos, ainda. Mas seguimos na luta para que temas como este estejam sempre em pauta!

 

 

Jogo é coisa de mulher!

Jogo é coisa de mulher!

Falar que as mulheres estão invadindo o mundo dos games é chover no molhado!

Em pesquisa realizada pela Game Brasil, só em 2016 o público feminino já era responsável por 52,6% dos jogos no Brasil, mesmo que ocasionais.

O crescimento do número de mulheres no mercado gamer deve-se a uma gama de fatores. Enquanto nas décadas de 80 e 90 ficávamos presas a computadores e PCs, hoje temos mais possibilidades de plataformas e uma infinidade de jogos, o que democratiza o uso especialmente entre meninas e mulheres, que passam a ter acesso a diversões que antes ficavam restringidas aos homens.

A evolução no mercado gamer acompanha também a mudança social, com a participação da mulher muito mais efetiva em vários setores da sociedade, com possibilidades de aumento de jogos exclusivos para o público feminino em um futuro próximo, embora as mulheres não precisem de distinção dentro dos jogos, participando, inclusive, de grupos mistos em grandes campeonatos pelo mundo.

Traremos para vocês novidades sobre o mundo gamer e, claro, a participação da mulher nesse vasto universo. Porque jogar é coisa de mulher sim!