Eu odeio datas comemorativas (me julgue!)

Eu odeio datas comemorativas (me julgue!)

Um desabafo sobre nosso calendário de marketing e dicas para o seu post não passar despercebido no feed da galera

 

Tá… Pelo meu título sei que você vai achar que eu sou uma chata, ranzinza, meio megera, quiçá uma bruxa do 71. Daquelas pessoas que ficam na bad durante as festas de Natal e Ano Novo. Mas, espera!

Não tire conclusões tão precipitadas! Eu até te entendo se já quiser parar de ler por aqui. Mas se continuar vai ver que eu tenho os meus motivos. E que no fundo eu sou até legal.

 

Com quem eu me identifico

Se você não me entender, tudo bem também. Tá faltando mesmo empatia nesse mundo. Meu consolo é que a personagem Genevieve do filme “Eu Odeio o Dia dos Namorados” certamente me entenderá.

[Tá, me julgue, mas eu gosto de comédias românticas bem clichês]

Neste filme, de 2009, Genevieve ama e odeia o Dia dos Namorados. Por possuir uma floricultura, adora o lucro que consegue. No entanto, pessoalmente, detesta a ocasião por já ter sofrido muito com antigos relacionamentos.

Então, ela elaborou um plano infalível para não se apegar: seu limite é apenas 5 encontros. Ela conhece um cara com certas dificuldades para se relacionar com mulheres e eles tentam o plano dos cinco encontros, mas né, já sabem, vem o clichê que eu adoro e no fim dá tudo certo. Sempre com alguém correndo no aeroporto para impedir uma viagem de separação.

[Não lembro se tem aeroporto nesse filme, mas termina bem]

 

Meus motivos

Não é que eu seja como a Genevieve. Eu tô bem de relacionamento. Mas, desde 2013 trabalhando com Marketing Digital e desde 2003 com Publicidade e Propaganda vocês podem imaginar quantas campanhas de Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia dos Namorados eu já fiz. Hoje gerenciando mais de 30 contas diferentes você pode começar a compreender a minha birra com as datas comemorativas.

Aqui na agência, tentamos programar com antecedência os posts comemorativos que vão gerar conteúdo para todos os clientes. Todo cliente, seja do agronegócio ou de infoproduto quer um post do Dia das Mães. Então, a gente prepara conteúdo desde varejo de beleza até tecnologia sofisticadíssima de ponta.

Ah, e ainda tem o nosso post, o da agência, que precisa ser bom o bastante para todo mundo achar a gente inteligente e criativo [e contratar os nossos serviços]. O post da agência deveria ser o melhor, mas é sempre o último a ser feito, quando a gente já tá esgotado de tanto produzir em escala de pastelaria.

 

Todo dia é dia de alguma coisa no nosso calendário de marketing

Tem dia de tudo no calendário de marketing, já percebeu? Mas, eu e você como Social Medias, precisamos ler o nossos mandamentos e o IV é: “Não cairás no vício de falar sobre todos os assuntos”.

Dia 19 de fevereiro, por exemplo, é Dia do Esportista. Mas e daí? Será que vale a pena criar um conteúdo para meu cliente que é da área de saúde ou uma academia ou um fisioterapeuta especialista em corredores? Pra mim, a resposta está em dois questionamentos: todos os meus concorrentes estão falando sobre isso? Eu vou conseguir criar um conteúdo que engaje meu público?

Se a resposta para as duas perguntas for: não, esqueça a data comemorativa e segue o baile. Explique para o cliente que nem sempre vale a pena alterar a estratégia de conteúdo para seguir as datas comemorativas. [boa sorte nisso!]

 

O que eu faço para inovar?

Tem datas comemorativas que não conseguimos fugir, né? Natal, Dia das Mães e Dia dos Pais são algumas delas. Então, para não ficar igualzinho a todo mundo com aquela foto clichê do Freepik e seu conteúdo passar totalmente despercebido no feed da galera eu tenho umas dicas que podem ser úteis:

  1. Faça uma legenda bacana – nada de Feliz Natal! Boas Festas e etc. Que tal por a cachola [tô parecendo a minha professora da terceira série] para funcionar e pensar que o texto pode ser até mais importante que a imagem do seu post? Use o tom de voz da marca e crie uma aproximação com quem estiver lendo seu conteúdo!

Dia das Bruxas – Cemitério Jardim da Ressurreição

 

  1. Relacione com o seu negócio – use elementos do cotidiano do seu público ou da sua marca para retratar a data comemorativa.

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Dia dos Namorados – Pizzaria Pepperoni

  1. Não deixe para última hora – para você conseguir aquela sacada genial vai precisar de tempo. Senão, vai fazer post de carnaval com mulatas no Rio de Janeiro para todo mundo. Então programe-se para conseguir produzir um material de qualidade. Afinal, as datas comemorativas são sempre nos mesmos dias e você não vai ter a desculpa que foi pego de surpresa.

 

Carnaval – Companhia Athlética

 

  1. Faça formatos diferentes: para não cansar de fazer imagens clichês que tal abusar dos gifs, memes, vídeos, playlists, quizz? Assim você se destaca da concorrência e produz um material mais elaborado. Vai precisar de tempo? Sim, com certeza. Mas o resultado, vale a pena!

Dia das Mães – Quem Disse Berenice

 

  1. E por fim a minha dica é: tente se divertir. Afinal, a vida de Social Media não é feita só de datas comemorativas, tem muita coisa legal também. 😊

Quer dicas específicas para trabalhar datas comemorativas no setor de turismo? Então, clique aqui!

Neuromarketing: use as imagens certas nos seus anúncios

Neuromarketing: use as imagens certas nos seus anúncios

Em 2012, o Itaú transformou um viral do bebê gargalhando ao ver papel sendo rasgado, em campanha pela substituição dos extratos físicos pela versão digital.

Divertido e leve, o comercial levou o banco à liderança isolada na pesquisa Lembrança de Marcas na Propaganda de TV, realizada pelo DataFolha e publicada pela Revista Meio & Mensagem naquele ano.

Um em cada cinco paulistanos apontou o filme como preferido e mais lembrando naquele período. Mas o que um bebê tem a ver com um banco? Como um vídeo caseiro poderia ultrapassar super produções publicitárias e levar a marca para o Top Of Mind?

De acordo com uma pesquisa da Universidade Duke, em 2008, não nos sentimos apenas atraídos por pessoas que sorriem, mas também tendemos  a lembrar do nome delas. Os resultados revelaram que a região do cérebro associada ao processamento de recompensas ficava mais ativa quando os participantes estavam aprendendo e rememorando os nomes dos indivíduos sorridentes.

Ou seja, a alegria e felicidade é um fator fundamental nas decisões de compra. Associar imagens felizes em anúncios não é uma estratégia inovadora, mas é o clichê que funciona. E isso, pelo simples fato da atuação dos neurônios-espelho.

Neurônios-espelho são neurônios que se ativam quando uma ação está sedo realizada e quando a mesma ação está sendo observada. Em suma, se observamos alguém fazendo algo (ou se lemos a respeito) acabamos fazendo a mesma coisa – em nossa mente. Se você me visse bocejando, seus neurônios-espelho se ativariam e você automaticamente sentiria a vontade de bocejar.

Esse conceito de imitação é um fator importante na nossa motivação para comprar o que compramos. E isso é muito mais poderoso que nós, profissionais de marketing, podemos imaginar. Os neurônios-espelho podem guiar totalmente a lógica do consumo. Então, atue com moderação e responsabilidade ao criar anúncios com pessoas felizes. Assistir uma pessoa se divertir proporciona quase tanto prazer quanto realizar aquela ação.