Dia do Consumidor: é apenas mais uma data comemorativa?

Dia do Consumidor: é apenas mais uma data comemorativa?

Usar o Dia do Consumidor em sua estratégia de marketing pode aumentar as vendas do seu negócio

O Dia Mundial do Consumidor é comemorado dia 15 de março. A data foi instituída no ano de 1962, pelo presidente dos Estados Unidos John Kennedy, como uma forma de dar proteção aos interesses dos consumidores americanos.

O presidente norte-americano ofereceu quatro direitos fundamentais aos consumidores:

  1. Direito à segurança
  2. Direito à informação
  3. Direito à escolha
  4. Direito à ser ouvido

No Brasil, os direitos do consumidor foram protegidos através da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que entrou em vigor apenas em 11 de março do ano seguinte (1991). Em 2019, o dia foi comemorado hoje, dia 13 de março (quarta-feira), por ser uma data melhor comercialmente.

E, como tudo no Brasil, algumas mudanças são feitas trazendo para nossa realidade. Esse ano, ao invés de ser comemorado com promoções e/ou brindes apenas em um dia, ela está sendo prolongada por muitas lojas e e-commerces durante toda a semana e até durante o mês.

Esta data tem crescido bastante e por muitos já é chamada de “Black Friday do primeiro semestre”, segundo uma Pesquisa de Intenção de Compra publicada pelo Social Miner.

Incluir essa data comemorativa e outras importantes que estão por vir em seu calendário de planejamento pode ajudar e muito a aumentar as vendas de um negócio.

 

Planejar para agir estrategicamente

O planejamento antecipado garante uma maior eficácia da sua estratégia de divulgação e o cliente esteja preparado para essa ação. Seja com estoque, custos internos para oferecer descontos ou produção de brindes.

Por isso, é fundamental entender o negócio do seu cliente para poder mostrar a importância de cada data comemorativa e como ela pode impactar o negócio dele.

Mas, na vida real, nem tudo são flores. Você acompanhou as tendências de consumo do Google, estruturou a campanha do seu cliente e o imprevisto acontece!

Hoje mesmo, o Facebook, Whatsapp e Instagram tiveram uma instabilidade fora do comum para muitos usuários. O que levou muitos profissionais da área a mudar o foco do anúncio ou forma de entrega da campanha para que a mesma não se perdesse.

Lamentar, ou culpar esse imprevisto não vai mudar o fato ocorrido, vida que segue. Pensar à frente do que pode ser feito nos ajuda a tirar insights e formas de divulgação de acordo com a realidade do cliente.

Agora é hora de pensar nas próximas campanhas como a Páscoa, Dia das Mães , Dia dos Namorados e assim por diante. Porque o tempo não pára, mas podemos de alguma forma ter um pouco de controle pelas datas sazonais, do que pode ser planejado e executado.

 

Ferramentas online para gestão de uma empresa.

Ferramentas online para gestão de uma empresa.

Quando falamos em gestão online, já pensamos em ferramentas online, que podem ajudar nos processos infinitos que a gestão de uma empresa necessita.

Se você trabalha com uma equipe pequena ou mesmo sozinha essas ferramentas podem sim mudar sua rotina e ajudar na sua produtividade.

Além de ajudar é claro, empresas com um time de equipe grande e gigantesca, tudo vai depender do que você precisa.

Antes de colocar a ferramenta para gerir seu negócio, o ideal é testar, e ver qual se encaixa a suas necessidades e demandas e ter em mente, porque vai usá-la(s).

As ferramentas disponíveis no mercado são inúmeras, e contratá-las por contratar não vai ajudar em nada sua empresa.

Eu demorei bastante para encontrar algumas que se encaixavam em minha necessidade, e sempre tento testar algumas novas antes de usá-las no dia a dia, mesmo trabalhando com um equipe de dois 🙂

Porque o que pode acontecer e já passei por isso é, ficar mudando e testando e no final atrapalhar na produtividade mais do ajudar.

Pense na ferramenta como um auxílio e ajuda para otimização de tempo independente do tamanho de seu negócio.

Se ela é fácil de ser aprendida e ensinada, se traz os benefícios que procura, pode ser interessante testá-la e depois usá-la com mais pessoas.

Algumas no mercado que já testei, usei ou não, mas que pode servir para a demanda de sua empresa são:

Operand

Alguns pontos positivos :

– valor acessível para pequenos negócios;

– comunicação interna, fácil entre equipe;

– criação de propostas via pdf;

– relatórios financeiro e produtividade de equipe ( cronômetro de tempo de jobs);

– espaço para pautas e jobs;

– parte financeira;

– fácil e layout minimalista;

– lista de clientes;

– gerenciar usuários com permissões diferenciadas e criação de equipes dentro da plataforma;

Contras ( por usar vou colocar minha impressão):

-Falta de integração com Google Calendário;

– Falta de calculadora na ferramenta ( apesar de ter campos na proposta que podem ser pré-configurados com taxas, impostos, comissões etc)

-Mudou recentemente o visual, me deixou um pouco perdida, é o lado ruim em qualquer plataforma ou processos que estamos acostumados, mas precisamos nos adaptar. 🙂

Trello

Fiz um vídeo aqui falando sobre ela e mostrando por dentro.

Feedz

É uma ferramenta mais voltada para gestão de pessoas, motivacional e de engajamento.

Criada pelo Gabriel Leite e sua equipe, ele foi super solícito para demonstrar e também deixá-la testá-la. Achei o layout muito bom e de fácil aprendizado, o conceito de tornar o relacionamento da(s) equipe(s) mais humano e mais próximo é algo bastante interessante, principalmente para equipes remotas ou em grande escala.

Acredito que para o gestor possa ajudar na parte motivacional e humana pois trabalhar e lidar com várias pessoas é algo que requer muito tempo, empenho e perseverança por parte de gestores.

Se a equipe já está habituada ao trabalho online acredito que seja mais fácil de incorporar o uso da ferramenta no dia a dia.

Vale a pena testar. 🙂

Calendário Google

Você consegue sincronizar com algumas ferramentas disponíveis no mercado, como por exemplo Trello.

Além de poder criar uma agenda compartilhada com sua equipe, e avisos de reuniões com seu gmail também.

Pelo celular também é possível usar e sincronizar com Google Keep.

 

Formulário do Google, Apresentação e outros produtos Google

Essas ferramentas gratuitas do Google, ajudam e auxiliam muito na produtividade no trabalho em equipes, principalmente remotas.

Podem ser editadas em tempo real, além de ser fácil de usar para incorporar formulários em sites, e receber as notificações de resposta pelo gmail.

Essas são algumas mas há muito mais nesse vasto mundo online.

E você qual(is) utiliza? Conta pra gente 🙂

 

E-commerce – Checklist para escolha de plataformas Saas

E-commerce – Checklist para escolha de plataformas Saas

Criar um e-commerce com baixo investimento e pequena equipe é uma realidade para muitos brasileiros.

O primeiro desafio deste processo é escolher a plataforma a ser utilizada. Para isto é preciso responder algumas perguntas que podem definir o seu perfil de empreendedor.

A primeira delas é qual valor tenho para investir na plataforma e/ou ferramentas ? Para orçamentos mais enxutos, as plataformas SaaS são as mais indicadas.

SaaS é a sigla para Software as a Service, que denomina um tipo de plataforma e-commerce cujo código fonte Back-end é de propriedade do fornecedor.

Ou seja, são plataformas alugadas criadas para criar lojas virtuais. Já são desenvolvidas para que a loja virtual seja instalada de maneira mais simples, rápida e com baixo investimento.

Existem milhares de plataformas hoje em dia, e como escolher a melhor plataforma para meu negócio?

Depende de alguns fatores que devem ser questionados e levados em conta na hora de optar por uma plataforma SaaS.

Resumimos alguns aqui para facilitar o checklist na hora da decisão:

1. O valor mensal é compatível com meu orçamento?

Em média os custos nessas plataformas são de R$30 a R$399 a mensalidade. Há também algumas gratuitas com recursos limitados para dar o start de sua loja.

Os valores dos planos normalmente, depende da quantidade de produtos cadastrados, views, recursos e integrações adicionais que sua loja necessite.

2. Como funciona o gerenciamento da loja ( dashboard é intuitivo?)

Como saber isso? Testando! Sim, a maioria das plataformas disponibilizam um teste free por alguns dias, mesmo que limitado é possível verificar internamente a plataforma a ser escolhida.

Esse é o primeiro passo, para verificar se a plataforma vai ser viável ou não para você. Quanto mais simples e intuitivo melhor afinal, o lojista utilizará no seu dia a dia.

3. Suporte e Atendimento

Você está contratando um serviço, nesse caso esse quesito é importante para o relacionamento e funcionamento de sua loja.

Hoje em dia, a maioria das plataformas não tem telefone de contato.Mas chats, fóruns e/ou até grupos fechados no Facebook para auxílio no dia a dia.

Grupos no Facebook é um tópico interessante a ser levantado, já que a maioria das plataformas tem grupos da plataforma e/ou criados pelos próprios lojistas para ajuda. Nos grupos, você pode verificar também o dia a dia do lojista que utiliza aquela plataforma, e ter noção da parte de suporte e problemas ou bugs que a plataforma venha a ter ou não.

Além do networking, que pode ser muito proveitoso, muitos lojistas entendem que compartilhar informações une e não acirra concorrência.Mas nada supre o suporte oficial da plataforma, é um quesito que deve ser levado em conta.

4. SEO – O que é? Influi na minha loja?

Resumidamente, afinal SEO é um tema complexo e bem abrangente.

SEO significa Search Engine Optimization (Otimização para mecanismos de busca). É um conjunto de técnicas de otimização para sites, blogs e páginas na web.

Essas otimizações visam alcançar bons rankings orgânicos gerando tráfego e autoridade para um site, loja ou blog.

A otimização influi e muito na indexação de sua loja virtual e é um trabalho contínuo que você ou algum profissional deve manter na sua loja. Além disso, ele por si só não traz vendas, deve ser feito em conjunto com ações de Marketing Digital.

Algumas plataformas disponibilizam na própria administração de criação de produtos, campos separados para ajuda nessa otimização (tags, palavra-chave, metadescrição, e imagens otimizadas, url personalizáveis.)
Esses campos separados ajudam o lojista quando estiverem criando seu produto, otimizar seu SEO.

O lojista e/ou um profissional especialista contratado serão os responsáveis por essa otimização. A plataforma apenas disponibiliza sua utilização e melhor aproveitamento das técnicas de SEO.

5. Meios de Pagamentos

Existem diversos no mercado atual, com taxas variadas.

Pesquise, e calcule bem sua precificação e taxas para verificar quais são interessantes para seu negócio.

As mais conhecidas:

Pagseguro (aceita cartões de crédito, boleto, débito em conta) – 2 formas de disponibilizar parcelamento: com juros para o cliente e também é possível criar regras especiais para parcelamento sem juros para o cliente, fiz um vídeo passo a passo aqui.

Paypal (aceita cartões de crédito) – a taxa é sempre do lojista, para o cliente sempre é sem juros.

Mercado Pago (aceita cartões de crédito, boleto)

Paghiper (aceita boleto) taxa fixa do boleto.

Moip (aceita cartões de crédito e boleto)

Stone (aceita cartões de crédito e boleto) tem possibilidade de contratação de gestão de risco.

Gerencianet (aceita cartões, boleto e carnê para pagamento estilo assinatura)

Vendas estilo assinatura: Paypal, Pagseguro, Gerencianet

6. Logística

Correios ainda é o meio de envio mais comum para a maioria dos lojistas que atendem todo Brasil.

A integração com os Correios é algo indispensável para o lojista. Além disso, para lojista que possui convênio com Correios, tem facilidade na logística reversa e retirada de produtos.

Para vendas com alto volume é indicado integrar um sistema ERP para automação de notas fiscais e etiquetas de envio. Algumas plataformas estão integradas com transportadoras conveniadas para pequenos lojistas, vale pesquisar.

Outras integrações que são possíveis com descontos no frete, são: Mercado Envios, Envio Fácil, Melhor envio.

Se você faz entregas em áreas delimitadas também é interessante pesquisar empresas de motoboy (vai depender do volume do produto que você trabalha)

Empresas de motoboy online: Loggi, Rapiddo.

A Mandaê , é uma plataforma de logística completa, vale verificar a disponibilidade e mais informações aqui.

ERP é a sigla para Enterprise Resource Planning ou Sistema Integrado de Gestão Empresarial.

O ERP é um software que melhora a gestão das empresas, automatizando os processos e integrando as atividades de Vendas, Finanças, Contabilidade, Fiscal, Estoque, Compras, Recursos Humanos, Produção e Logística.

A maioria das plataformas já possuem integração com a Bling e Tiny.

Plataformas que tenham integração ou a possibilidade de integrações com ERP é um ponto que poucos lojistas verificam quando iniciam a loja, mas conforme sua loja for crescendo e convertendo mais vendas, integrações vão surgindo na demanda para facilitar e economizar tempo.

7. Mobile First

A importância do acesso mobile nos dias de hoje, nem precisa ser colocada a prova.
Então, sim, é essencial que a plataforma seja responsiva e adaptada a dispositivos móveis.
Levando em conta também a usabilidade da loja tanto no desktop como para mobile.
Entramos na questão de layout, design e usabilidade que é essencial para que sua loja seja além de atrativa, converta de forma satisfatória.

Nesse quesito não podemos esquecer de lembrar da importância da sua marca e visual.
Nos dias de hoje, existem milhões de lojas virtuais, o que vai fazer o cliente comprar de você?

Essa pergunta deixo no ar, porque ela vai envolver muito do branding e marketing de sua loja.

8. Código e Programação:

O código de uma plataforma SaaS é do fornecedor, ou seja, cada plataforma tem um código único, que só o fornecedor e parceiros podem otimizar.

A Personalização Front-end flexível (layout/design) é um dos pontos altos para muitos optarem por esse modelo de plataforma, por envolver um custo mais reduzido do que criar uma plataforma própria para sua loja virtual.

A maioria das plataformas SaaS tem o código flexível podendo ser utilizado para deixar as lojas personalizadas visualmente.

Algumas também possuem editores visuais próprios de fácil aprendizado sem que o lojista precise contratar um programador.

As plataformas Saas não requerem instalação no computador do dono da loja virtual.
A(o) empreendedora(o) acessa o sistema via internet, não tem custos de instalação do software; não paga manutenção anual de software.
O Data Center fica por conta do fornecedor da plataforma.

9. Outras integrações/ recursos

Outro quesito importante que poucos pensam quando criam a loja virtual é que um dia você pode querer mudar de plataforma (Migração).

É importante a plataforma ter recursos que te auxiliem na migração.

Por exemplo: exportação de produtos, exportação de listas, integração via xml.

Esses recursos farão a migração ser um pouco menos trabalhosa para o lojista.

É algo a ser pensado principalmente se está iniciando sua loja virtual.

Escolher o menor custo pode ter um custo alto quando quiser migrar para plataformas mais robustas. Imagine ter que cadastrar manualmente mais de 500 produtos com variações?

Além de chat integrado, emailmarketing , marketplace, entre outras integrações que de acordo com cada nicho ou modelo de negócio pode ser necessário.

Verificar o quanto a plataforma se mantém atualizada nesse mercado é essencial. O mercado muda rapidamente e a cada dia surgem novas ferramentas e atualizações de ferramentas já utilizadas.

Um exemplo:

Instagram Shopping que foi lançado no primeiro semestre, plataformas que já disponibilizavam xml para o lojista. Fez com que o lojista além de usar seu catálogo em sua fanpage, também pudesse utilizá-lo no Instagram.

Uma plataforma que está estagnada há pelo menos 1 ano com certeza não é a ideal para você, que quer criar um negócio sustentável e em crescente crescimento.

Avisos pela própria dashboard ou por email das atualizações e/ou manutenções da plataforma são importantes para o usuário.

O relacionamento da plataforma com o lojista é essencial, e esses avisos podem dar indícios do quanto a plataforma se preocupa com seu usuário.

A plataforma influi nas minhas vendas? Sim e não.

Como assim? Sim, por todas as questões levantadas a acima e não porque a plataforma é uma ferramenta de venda. Ela precisa estar funcionando corretamente, os testes são essenciais.

Investir em sua marca e divulgar para seu público é essencial para que sua loja virtual seja notada.

Se tiver mais sugestões, mande nos comentários, adoro conhecer as novidades e o que está sendo usado ou testado atualmente.

 

 

Entrevista com Ana Carolina Barreto – Projeto Codando Juntas

Entrevista com Ana Carolina Barreto – Projeto Codando Juntas

Entramos em contato com a Ana Carolina Barreto pelo Twitter. Foi lá que vimos primeiro seu projeto Codando Juntas e achamos além de super válido para a área de desenvolvimento e tecnologia voltado para mulheres, totalmente importante para falar no LadiesOn. Ela respondeu prontamente, e aceitou responder algumas questões e falar sobre esse projeto incrível 🙂
Olá, me chamo Ana Carolina Barreto, Fundadora do Codando Juntas, iOS Developer e UX Designer na Apple Developer Academy. Sou viciada em curso online, pizza de brócolis com bacon, codificação criativa e arte de rua. Esses tempos encontrei o conceito de profissional em “T” e me identifico muito: conhecimento abrangente em várias áreas e aprofundado em pelo menos uma delas. Eu T-odinha! Twitter LinkedIn

Está na área há quanto tempo? Fale um pouco sobre sua história e carreira.

 

Eu sempre fui muito curiosa, gostava de futucar as coisas, desmontar e ver como era por dentro. Desde os meus 14 anos eu ficava pelo tumblr criando e alterando temas. Lembro que mais ou menos nessa época, eu comprei uma cartilha bem básica sobre hardware, que falava sobre componentes e sobre a estrutura do computador e isso me colocou no caminho de Engenharia da Computação. Como sempre fui uma pessoa multidisciplinar, o curso de Sistemas de Informação da UTFPR me chamou mais atenção na hora do vestibular, por ter todo o currículo de administração e gestão também. Comecei a cursar no final de 2012 e não demorou muito pra eu perceber que não era nada do que eu esperava. A única parte forte do curso era a trilha de programação. Tive professores incríveis, que me ensinaram muito, mas também tive professores horríveis que achavam legal fazer terror psicológico com a matéria. Isso acabou com o ambiente de universidade pra mim. Enquanto um professor me dizia que eu era incrível, outro me dizia que era melhor eu nem começar a matéria dele porque era difícil demais. Além disso, toda a parte mais generalista – que eu tanto queria – era mal organizada, quase que em segundo plano. Apesar de ser apaixonada pela parte técnica, eu precisava de algo mais voltado para seres humanos e processos, e não tanto para o compilador. Obviamente, na época, eu não tive essa clareza. Sempre quis trabalhar com programação e não via outra possibilidade além de continuar ali. Até lutei por alguns semestres, mas eventualmente acabei desistindo da faculdade. Foi um momento muito difícil, hoje eu vejo que foi a decisão certa. A grade do curso já não é mais a mesma, mas não me sinto tentada a voltar. Nessa mesma época, ao sair da faculdade, eu comecei a estudar mais sobre marketing e design, cheguei até a trabalhar um pouco com isso, mas, aí entrava a minha questão principal: eu queria ser programadora. Não queria trabalhar ou voltar para faculdade para estudar algo que não tivesse nada a ver com meu objetivo. Nessa mesma época, eu conheci a Apple Developer Academy. A Academy é um programa para treinar desenvolvedores iOS no Brasil e está me proporcionando desenvolver esse projeto incrível. Hoje, como Desenvolvedora e Embaixadora da Apple Developer Academy em Curitiba e (orgulhosa) fundadora do Codando Juntas, consigo conciliar todas as coisas que eu amo fazer: programar e trabalhar pensando nas necessidades reais de outras pessoas.

Como surgiu o projeto Codando Juntas?

 

Desde o começo do ano estou trabalhando com projetos voltados para inserir mulheres na área de programação, gerenciando o grupo Mulheres Aprendendo Programação no Facebook, que já tem mais de 1.500 integrantes. Paralelamente, em junho comecei a fazer o desafio “100 dias de código”, que é exatamente isso: programar por 100 dias. O meu objetivo com o desafio era voltar a desenvolver para Web, então recomecei o curso do freeCodeCamp. Quando estava acabando a primeira parte do curso e me preparando para estudar JavaScript, eu tweetei perguntando se mais alguém tinha interesse em fazer comigo. Muita gente me procurou feliz com a ideia de ter um “clubinho de curso online”. E foi assim que o Codando Juntas nasceu.

Como repercutiu entre as mulheres o projeto? Esperava essa adesão?

 

A resposta foi apenas INCRÍVEL. Eu esperava fazer um grupo com 5-10 mulheres, no máximo, mas já são pelo menos 100 participando ou se preparando para começar. Chorei tantas vezes de FELICIDADE com várias pessoas incríveis vindo me falar que tinham finalmente criado coragem para estudar programação. Toda vez que eu vejo alguém usando a #CodandoJuntas… Ai, o coração parece que vai explodir!

Fale um pouco sobre a área de desenvolvimento feminino hoje em dia ( críticas e como vê o mercado para as mulheres)

 

Existem muitas questões envolvidas com a presença da mulher desenvolvedora na área. Na minha opinião, o mais urgente de se corrigir é a capacitação das mulheres e o acesso a informação. Muitas já querem, buscam sozinhas e tentam fazer, mas não encontram lugares em que se sentem bem vindas. O objetivo atual do Codando Juntas é justamente tornar esse processo de aprendizado cada vez mais acessível e seguro e dar confiança a essas mulheres e ao trabalho delas. Isso, claro, é só uma pedaço da equação.

O ecossistema de Computação como um todo é tóxico – obviamente, estou generalizando aqui, mas essa é a realidade que vivemos há algum tempo. Felizmente, muitas empresas já entenderam que diversidade é importante, mas elas ainda não sabem como fazer isso acontecer. O que eu mais vejo é empresa fazendo propaganda sobre inclusão, mas a equipe de desenvolvimento tem só uma mulher, quando tem. Ou, pior, a empresa quer contratar mulheres, mas abafa casos de machismo e não dá treinamento sobre isso.

Incluir não é só treinar tecnicamente a pessoa que está “por fora”, é tornar o ambiente seguro e pensado para a realidade de quem quiser estar nele e não so de uma parcela que – no caso da área – foi quem criou as “regras”.

Quais linguagens de programação estarão neste projeto? São linguagens de front ou backend?

 

No momento, tudo está voltado para Front-End Web (HTML, CSS, JavaScript), por serem linguagens de fácil acesso. Mas o plano é expandir ao infinito. A ideia do Codando Juntas é ser ponto de encontro online para mulheres que querem estudar programação.

Como estruturou o projeto?

 

O projeto ainda está sendo estruturado em conjunto com mulheres que se voluntariaram porque acreditam na necessidade dele. Já temos algumas prioridades elencadas, porém toda e qualquer sugestão é muito bem vinda! Todas as que desejarem participar da organização devem enviar um e-mail para [email protected].

Existe um processo de seleção após o interesse das participantes no projeto?

 

Não, a ideia é que todo mundo que queira participar consiga, no seu tempo, no seu ritmo. Existe o formulário de cadastro de participantes, mas é só para entendermos quem somos como grupo no momento e para conseguirmos gerar conteúdo relevante para nós mesmas. Saiba mais aqui.

Performance não é só sobre valor financeiro

Performance não é só sobre valor financeiro

Performance no digital, a primeira vista pensa-se em vendas , conversões, lucros e retorno financeiro.

Porém, o que muitos não entendem é que para chegar aos resultados, o processo e os objetivos precisam estar alinhados.

Performance é o ato de cumprir determinada tarefa a partir de um conjunto de habilidades específicas.

Ter um bom planejamento e execução dos processos está extremamente relacionado a performance do profissional ou da equipe.

O que acontece muitas vezes, é que o processo de planejar quase nunca é reconhecido. As pessoas tem a tendência de ver apenas quando o “sucesso” de uma pessoa ou uma marca é alcançado. E não olhar o passado, e caminhos que ela passou para chegar a esse “sucesso” ou “resultado”.

Só quem passa por todo o processo vivencia na prática as dores e desafios. Além de ter uma grande persistência, habilidades, visão ampla, para atingir o objetivo final e alcançar os resultados pré determinados.

A forma como você lida e executa os processos de um projeto, vai impactar diretamente na sua performance.

O que pouco se fala , é o fato de que mesmo que o objetivo final não seja alcançado, a forma como a(o) profissional ou a equipe executou e passou pelos processos, pode sim ter tido um resultado e performado dentro da demanda que foi trabalhada.

De acordo com o escopo a ser trabalhado sua performance no digital também pode ser vista em alguns casos, como por exemplo:

– ganho de marca

– planejamento de campanhas

– ganho de tráfego

– leads

– desenvolvimento de site ou loja para melhora da navegabilidade, experiência do usuário

Entre muitos outros objetivos, que podem ser pré-determinados antes de iniciar um serviço.

Se você, como profissional consegue mensurar, demonstrar o resultado é possível medir a performance do serviço realizado.

Ai entra a importância da definição e alinhamento de objetivos antes mesmo de iniciar o projeto. Só assim você conseguirá ver e mensurar sua performance dentro do escopo pré- definido.

Falar de números, vendas é sempre muito mais legal. Mas, o fato de entregar resultados dentro do que se definiu ser entregue, já é sim, uma forma de mostrar sua performance.

Tudo isso deve ser bem alinhado com a(o) cliente. Esse alinhamento ajuda você, como profissional e ajuda ao cliente entender os processos, o caminho. Além de influenciar no relacionamento, deixando ele mais transparente e mais assertivo no fechamento de contratos e serviços.

No e-commerce, esses alinhamentos e objetivos devem ser bem claros e separados. Afinal o objetivo final sempre será o retorno financeiro.

A separação desses objetivos e alinhamentos, ajuda tanto você ver sua evolução como profissional. Como o cliente ficar a par do que está sendo realizado.

Ao mostrar ao cliente o planejamento, o desenvolvimento , crescimento e resultados os dois saem ganhando na maioria das vezes.

Performance também está muito ligada a relacionamento, afinal somos humanos. E trabalhar em um projeto onde há troca de experiências, do cliente com a(o) profissional, na maioria das vezes,  traz diversos aprendizados e até a soluções estratégias que podem deixar a performance muito melhor.