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Abaixo ao preconceito com a autoajuda: todo líder precisa de autoperdão

Abaixo ao preconceito com a autoajuda: todo líder precisa de autoperdão

Às vezes, me incomoda bastante a glamourização em torno do empreendedor, gestor ou líder em uma empresa, como se o status o tornasse imune aos erros. Se assim fosse, todas as organizações seriam bem sucedidas e poderíamos assumir uma identidade robótica, extraterrestre, sobrenatural, qualquer uma que não se identifique com a humana.

Há duas certezas na vida que nunca mudam: vamos morrer e vamos errar bastante até a morte. É bem verdade que a experiência vai nos dando subsídios para falhar menos, mas há sempre novos riscos e, com eles, novas quedas. A tal resiliência é companheira forte dos gestores. Mas há uma outra palavrinha chave nessa jornada: autoperdão.

Você não vai conseguir ser o melhor líder sempre; alguns colaboradores não vão te amar; pode ser que você invista tempo e/ou dinheiro em coisas e pessoas que não darão retorno algum; clientes vão embora em algum momento, mas outros vão chegar; você tem direito de se sentir cansado; você pode ser pessimista de vez em quando, mas não deveria alimentar isso nunca; você pode e deve tirar férias; você ficará sem criatividade em algum momento; há situações que trarão desespero mesmo para os mais experientes; o que os outros pensam é muito importante, mas nada vale mais que uma consciência tranquila; você corre um risco inevitável de ferir as pessoas, mesmo que você tenha extrema cautela, e será preciso ser humilde para reconhecer quando isso acontecer; você não é o pica das galáxias – ninguém é – por isso, tenha referências, inspirações, mas nunca se diminua comparando sua trajetória com a do outro, quase nunca as pessoas divulgam seus abismos, só os saltos.

Em sete anos empreendendo, posso fazer uma lista enorme de erros, desde uma planilha mal organizada com as folhas de pagamento até chorar três noites seguidas para conseguir demitir alguém. Certa vez, fiz uma palestra exatamente sobre isso, os percalços, e um dos presentes me disse que aquilo desmotivaria os que ainda desejam criar o próprio negócio. “Desculpe, se você não está preparado para lidar com esses tipos de problemas, abrir mão de certas coisas e errar, você não deveria mesmo pensar em gerenciar nada. O bom gestor ama o que faz, independente de todas as dificuldades que relatei” – respondi prontamente. Hoje, eu… daria a mesma resposta.

Todo empreendedor/gestor/líder lida com três variáveis extremamente difíceis e inconstantes: pessoas, dinheiro e expectativas. Acredite, ninguém tem uma fórmula mágica para isso, mas se você tiver a capacidade de olhar para os erros de forma mais terna, acolhê-los como aprendizado, sua gestão será mais humana e a colheita mais sábia. Vale a pena!

 

Não se nasce empreendedora, torna-se

Não se nasce empreendedora, torna-se

  1. Simone de Beauvoir afirma que não se nasce mulher, torna-se mulher. Acredito que também não se nasce empreendedora, torna-se. Empreender é, sobretudo, se deixar lapidar.

Quando me graduei em Relações Públicas, assumi o marketing da Nãna Encantada, marca de acessórios artesanais recém-lançada pela minha família. A comunicação online me pareceu o caminho mais adequado naquele momento, já que elas não tinham muita verba para investir em mídias tradicionais. Acontece que eu tinha uma noção muito superficial de estratégias voltadas para internet, principalmente para mídias sociais. A grade curricular da universidade de Comunicação, ainda não contemplava muitos estudos neste campo.

Muita leitura, muita dedicação e muito feeling. Esses foram os elementos que embasaram o meu primeiro trabalho. Hoje, o que chamam de marketing de conteúdo e marketing de influência, eu aprendi a fazer por experimentação. A curiosidade aguçada sempre foi uma grande aliada. Constatei na prática o quanto transparência é fundamental para um bom processo de branding.

Aos poucos, as estratégias que eu desenvolvia começaram a surtir um efeito que nem eu mesma esperava.

Em pouco tempo, o trabalho com a Nãna Encantada começou a render outros frutos: vários convites para que eu gerenciasse as mídias sociais de outras empresas. Mergulhei intensamente no universo do marketing digital. Além da pós-graduação, fiz inúmeros cursos relacionados.

Minha carteira de clientes começou a crescer com as indicações constantes e atender a todos como freelancer começou a se tornar insustentável. Era chegada a hora de tomar uma das decisões mais determinantes da minha vida: limitar meu número de clientes e seguir como autônoma ou expandir, abrindo meu próprio negócio.

O receio de não estar preparada e o frio na barriga diante do novo eram enormes, mas minha vontade de oferecer um trabalho diferenciado e nos moldes do que eu acreditava ser o mais ético era maior.

Convidei uma amiga e grande profissional para embarcar nesse sonho como minha sócia. Assim nascia a Mafalda Comunica, a primeira agência focada exclusivamente em gerenciamento de mídias sociais de Belo Horizonte. Com ela, nascia também uma empreendedora e uma nova Ayala.

Os tradicionais obstáculos burocráticos que enfrentamos ao abrir uma empresa no Brasil não foram os únicos com os quais tive que lidar. Ser mulher e aparentar ser mais jovem do que realmente era me obrigava a provar diariamente que eu tinha competência para estar à frente de uma agência. Muitos foram os que questionaram aquela “garotinha” tomando as rédeas de uma reunião. Mas é incrível como a determinação pode te levar além, independente do quanto os outros tentem te desviar do seu foco. Não é um sentimento, é atitude. Quando assinei a abertura de um CNPJ, não assumi um compromisso só com o mercado, mas também um compromisso comigo de fazer o melhor e confiar nisso.

Abrir a agência, investir na proximidade com os clientes, questionar algumas práticas de mercado e seguir em frente, apesar dos olhares desconfiados, foram as melhores decisões da minha vida e os alicerces para a construção da mulher que me tornei. Uma mulher ciente do seu papel na sociedade, da importância de sua luta pelo fim da desigualdade de gêneros, defensora de um clima organizacional que favoreça tanto empregadores como colaboradores e com muita vontade de transformar o mundo à sua volta por meio do seu trabalho. Acredito que todas nós empreendedoras temos histórias de superação em um mercado de trabalho patriarcal como o que vivemos, mas fica a certeza de nossa capacidade e a força da nossa união. Vamos juntas!

(Este texto contém trechos do capítulo ‘Pássaro Novo também pode voar’, escrito pela autora para o livro ‘Xá Comigo’ – Editora Mulheres que Decidem)

 

 

 

 

A persona pode estar do seu lado

A persona pode estar do seu lado

A construção de personas é uma das partes mais importantes no desenvolvimento de um planejamento estratégico e é também uma das que geram mais dúvidas entre os profissionais de comunicação. Há diversas estratégias que podem auxiliar nesse processo.

Hoje, eu gostaria de ressaltar uma dica bem simples que pode ser crucial para a criação de uma persona efetiva.

Quando vamos desenvolver um planejamento para uma empresa que já possui seu serviço em andamento, ou seja, que não está se lançando no mercado naquele momento, muitas vezes nos esquecemos que uma das grandes chaves para entendermos com quem aquela marca fala/convive/vende está justamente em ouvir quem já lida com os clientes de forma mais direta.

Por exemplo, em uma loja de roupas, o ideal seria marcar um bate papo com os atendentes. Eles é que poderão nos contar um pouco mais do perfil de consumidores mais frequentes.

Às vezes, os sócios da loja sabem nos passar informações sobre o ticket médio, quais são os produtos mais rentáveis, como tem sido o lucro mensal, quanto pretendem vender no próximo ano, mas a parte, digamos, social, fica por conta dos que estão na linha de frente, em contato direto com o público. E esse é um tesouro que está ali ao nosso alcance.

Portanto, na hora de construir personas, lembre-se de não se ater somente às pesquisas exteriores e aos prospects que os donos almejam ter, mas também em dar atenção aos clientes que já existem e que podem nos dar um norte certeiro sobre qual caminho seguir.

 

O planejamento como chave e como isca

O planejamento como chave e como isca

Hey, profissional de marketing digital, você provavelmente já ouviu a máxima do “quando não se sabe aonde ir, qualquer lugar serve”, certo? Ao contrário de outras frases feitas que às vezes são apenas papo pra boi dormir, essa é uma verdade.

Mas a importância do planejamento da comunicação como um todo vai além de apenas traçar objetivos bem delimitados e metas para alcançá-los. É bem verdade que ele é a chave para qualquer estratégia bem sucedida, mas nele reside um poder que muitos ainda desconhecem: eles são uma forte isca para conquistar clientes. E falo em conquistar clientes para você mesmo, não os clientes dos seus clientes.

Há algum tempo tenho sido chamada para ministrar alguns workshops e palestras sobre a arte de planejar para as mídias sociais e, em algumas, eu me deparava com empreendedores na plateia, sedentos por desvendar todos os nossos “truques” para que pudessem eles mesmos gerenciarem as mídias de suas marcas. Agora é a hora em que alguns de vocês já devem estar pensando “É, que saco! Esse povo que não quer nos contratar e fica achando que pode fazer sozinho”. Se você foi uma dessas pessoas, tenho uma coisa para lhe dizer: ao invés de ficar apenas lamuriando que hoje em dia todo mundo se acha social media, foque em mostrar por que o empreendedor não deveria se arriscar a fazer sozinho e te contratar.

Como? O que difere um social media de verdade das pessoas que não estudaram para isso é saber desenvolver um planejamento estratégico. Não raras vezes, eu fui abordada após as palestras com alguém dizendo: “Nossa, mas eu não sabia que tinha que pensar em tanta coisa antes de começar a fazer um post, dá muito trabalho, vou até contratar alguém”. Repare que quando o cliente entende o verdadeiro valor do nosso trabalho, ele se dispõe a pagar porque ele sabe que não terá nem conhecimento e nem tempo para executar um serviço efetivo.

Por isso, invista em aprimorar suas habilidades de planejamento e, mais que isso, em mostrá-las!

 

 

 

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