Instagram: quais conteúdos produzir?

Instagram: quais conteúdos produzir?

O Instagram é uma rede e tanto, suas atualizações trazem inúmeras possibilidades de comunicação e produção de conteúdo. Mas, é nesse mar de alternativas que nos perdemos e um alerta vermelho se instala em nossas mentes: o que produzir para o Instagram? #meajudavanusa

Bora começar pelo começo. Primeiro você deve ter em mente que o público está nas redes sociais para consumir três tipos de conteúdo:

  • Conteúdo que entretém
  • Conteúdo que informa
  • Conteúdo que educa

 

Em terra que tem leis, quem obedece saí na frente. Infelizmente, ainda enfrentamos barreiras de clientes e social medias que querem vender o tempo todo e não se atentam ao que estão produzindo, e quando a estratégia não dá certo culpam a coitada da ferramenta.

Maaaasss, não é disso que vim falar, hoje vou te ajudar a produzir conteúdos efetivos no Instagram e sair na frente de uma boa parte da galera.

 

Feed do Instagram

O que produzir para o feed?

Será que organizo?

Preciso deixar bonito ou posto qualquer coisa?

Calma, uma pergunta de cada vez. Lembra dos três pilares de consumo de conteúdo nas redes sociais? Então, você os usará para produzir seus conteúdos.Para saber em qual terreno você vai pisar é necessário que defina a sua persona, falo disso aqui, porque nesta definição você identifica qual a preferência do seu público, a partir daí defina seu objetivo como marca e pessoa e alinhe as expectativas.

“Ah, mas eu só posso produzir um tipo de conteúdo?”

Depende do seu público, há nichos que piadas e memes não cabem, porém, se no seu seguimento cabe use com cautela e com objetivos, nunca produza conteúdos por produzir.

Já o tipo de imagem e se você deve optar por um feed organizado também depende do seu público, da imagem que você deseja passar e gosto pessoal.

Se atente a alguns pontos caso opte em organizar o feed:

  1. Feed organizado exige planejamento e produção contínua para que ele não fique todo “desmontado”
  2. As imagens PRECISAM fazer sentido separadas. Feed organizado é quando você olha a página inicial da pessoa e vê um conjunto de imagens que se interligam, é bonito, gracioso, mas pode ser um problema se você não souber usar estrategicamente

Exemplos de feed organizados:

Lu.Levy

Tudo Orna

Abuzzidigital

Quanto às imagens, escolha um estilo que combine com você e que passe a mensagem de forma clara e objetiva. Não adianta uma imagem bonita com fontes exuberantes, se não comunica nada.

Atente-se às legendas e ao título (que geralmente fica na imagem) para que ambos se conversem, produza conteúdos que despertem interesse, informem e entretenham seu público.

Stories

Queridinho do momento, os Stories dominam grande parte do tempo da audiência e também é o “grande vilão” do bloqueio criativo.

O que postar?

O que NÃO postar?

Mostro meu dia a dia ou não?

Em tradução, stories nada mais são que histórias, no caso, histórias breves levando em conta que elas ficam apenas 24 horas no ar. Pensando dessa forma, podemos começar a nichar:

  1. Seu perfil é profissional ou pessoal?
  2. Qual imagem você quer passar com os seus stories?
  3. Qual a história do seu dia?
  4. Quais projetos você está envolvida? Pode mostrá-los?
  5. Você é nômade digital? Que tal mostrar os locais diferentes que trabalha?
  6. Quem é o seu público? O que ele quer ver?

 

O que postar:

  1. Dia a dia profissional;
  2. Dicas rápidas  – máximo de 5 stories;
  3. Dica de leitura ou uma parte do livro que está lendo;
  4. Aula que está fazendo;
  5. Encontro com o cliente com um pequeno resumo;
  6. Dificuldade do dia e como a resolveu;
  7. Foto de um prato que provou ou dieta que está fazendo e que está te ajudando no seu dia a dia;
  8. Novidade do dia;
  9. Stories do ambiente em que está trabalhando;
  10. Escolha temas semanais e fale sobre eles em imagens, stories e vídeos.
  11. Use os sticks ao seu favor, faça perguntas, use a contagem regressiva para um acontecimento ou live, faça enquetes e descubra o que o seu público gosta.

 

Lives

Outro ponto que gera muitas dúvidas no pessoal: quais e quantas lives eu devo fazer?

Olha, quantidade não é qualidade. Lives são ótimas para interagir em tempo real e gerar proximidade com o seu público e caso se sinta insegura pode chamar mais uma pessoa para participar e fazerem uma colab sobre assuntos diversos durante a live.

O que eu posso fazer:

  1. Lives de perguntas e respostas
  2. Lives colabs com outros profissionais
  3. Use o assunto do momento ao seu favor e faça uma live comentando sobre e gerando conversas com o seu público

IGTV

O calouro do Instagram chegou tímido e tropeçando, mas afirmo que está ganhando força  principalmente por conta da atualização que permite que você compartilhe uma parte do vídeo no feed e ele gera um “botão” que permite que a pessoa vá até o IGTV e você ganhe audiência.

Para contas não verificadas ele permite vídeos de até 10 minutos e POR FAVOR respeite o meio e faça o bendito na vertical, há sim contas que o deixam na horizontal e a pessoa que se vire para assistir do melhor jeito. Mas é ideal que se respeite o formato para que a experiência seja a melhor para o usuário. O máximo que aconselho são os vídeos no formato quadrado que não prejudicam tanto e ainda ficam visualmente agradável aos olhos.

O que gravar:

  1. Dicas para facilitar o dia a dia e ferramentas;
  2. Novidades do mercado;
  3. Você pode fazer uma colab com um outro profissional estilo entrevista ou bate papo;
  4. Vídeos tutoriais são bem vindos;
  5. Niche um assunto específico e grave sobre ele;
  6. É especialista em um segmento ou ferramenta? Grave sobre.

 

Confira aqui 3 motivos para usar o IGTV na sua estratégia de Marketing!

Ufa! Falei demais. Viu como não é difícil? Mas sei como é ficar no limbo criativo.

E aqui fica mais “uma” dica geralzona pra você: seja objetiva, específica e direta, você não precisa fazer uma introdução gigantesca para entrar no assunto, fica cansativo e não prende ninguém. Use o bom humor, seja simpática e firme no que está falando. Evite palavras como “acho” e “minha opinião” a não ser que sejam necessárias, muitos as utilizam por não terem certeza  e dá pra perceber.

Ficou com alguma dúvida ou faltou alguma coisa?

Deixe aqui nos comentários que responderemos todos!

Dicas para entreter sem interromper  – Como as marcas podem se comunicar sem interromper o seu público?

Dicas para entreter sem interromper  – Como as marcas podem se comunicar sem interromper o seu público?

Quando citamos que as redes sociais exigem que as marcas encontrem maneiras de se comunicar sem parecer anúncios publicitários, estamos falando de entretenimento, lde como reter o seu cliente no conteúdo proposto para que se crie um laço entre consumidor e marca, gerando conversas e compartilhamentos entre seus seguidores.

A tarefa não é fácil, entre as grandes empresas que disponibilizam verbas altas e estão dispostas a investir na marca e no seu posicionamento, fica mais acessível gerar estratégias de entretenimento. Mas, quando a empresa é menor ou tem um pensamento de “quero vender e ponto”, esperando resultados imediatos, dificulta-se a estratégia.

Se a empresa quer investir na marca e a verba é enxuta, não possibilitando grandes campanhas, seguem algumas dicas que podem te ajudar.

Na internet:

MEMES

Memes são uma ótima forma de gerar conversas e compartilhamentos entre o seu público e, se a sua marca tem uma pegada divertida, você pode usar os do momento nas suas redes sociais e incentivar o compartilhamento. Mas, lembre-se, é importante que todo e qualquer post tenha um objetivo e esteja de acordo com a sua persona.

VÍDEOS

Hoje os vídeos estão em alta e proporcionam uma interação maior entre marca e consumidor. Você pode usar os vídeos para conversar diretamente com o seu público (sim, bote essa carinha no sol pra brilhar), se for bom de edição pode criar vídeos animados explicando sobre uma curiosidade ou sobre o seu produto. Use também vídeos depoimentos.

LIVES

Tanto no Facebook quanto no Instagram, as lives são super bem vindas e você pode aproveitar para tirar as principais dúvidas dos seus clientes em relação a um produto ou lives de preparos, caso seja um restaurante, por exemplo. As lives são muito legais para aproximar e entreter o seu público.

IGTV

O novo formato do Instagram chegou causando polêmica e animação aos criadores de conteúdo. Como o formato permite até 10 minutos de vídeo para contas não verificadas, você pode utilizá-lo para gravar curiosidades, tirar dúvidas e gerar conhecimento para a sua base de fans.

STORIES

A queridinha do momento, as Stories têm um grande volume de pesquisas e retém a sua base. Através de enquetes, Gif’s e figurinhas você consegue criar stories animadas e engajar o seu público no conteúdo criado. Ali você pode mostrar o produto que acabou de ser lançado, mostrar a sua empresa, dar dicas rápidas, criar conteúdos momentâneos, entre infinitas possibilidade que podem ser utilizadas nesse formato.

E-BOOKS

Os E-books são formatos mais completos para quando você precisa gerar cadastros/leads no seu site. Eles são uma ótima oportunidade para você mostrar que domina o assunto e propagar conhecimento na sua base. E o que antigamente necessitava de um site, hoje você pode disponibilizá-lo pelo messenger, WhatsApp e pela sua própria fan page.

No Off-Line

CAFÉ DA MANHÃ

A Harley Davidson é um bom exemplo de como isso funciona, todos os sábados, na maioria de suas lojas, ela oferece um café da manhã com food-trucks e bandas ao vivo para quem quer visitá-la. E, por mais que o exemplo tenha sido de uma marca grande, você pode adotar a prática para o seu comércio, oferecendo um pequeno café com atrativos para que o seu público visite o estabelecimento.

PALESTRAS E EVENTOS

As palestras e eventos são uma ótima pedida para quando você precisa propagar sua marca para um nicho específico.

Aqui na cidade de Itu, interior de São Paulo, no mês de junho a Palone Tintas fez parceria com a Sherwin-Williams para realizar um evento em que seria divulgada a Cor do Ano. Foram distribuídos convites para arquitetos e decoradores da cidade, o acontecimento foi um sucesso e já temos demanda para os próximos.

DEGUSTAÇÃO E APRESENTAÇÃO DO PRODUTO

Quando se lança um produto é legal, além de divulgar nas redes sociais, que se faça uma degustação ou uma apresentação do mesmo em funcionamento para os seus clientes. Além de muito atrativo, a ação atrai novos clientes e faz com que os antigos conheçam, de fato, o seu produto.

Viu como você também pode utilizar o entretenimento para atrair clientes?

Mas lembre-se, cada ação, seja na internet ou no off-line, precisa estar alinhada com seu público e ter objetivos concretos.

Criatividade Inteligente – O dom que não nasce, mas se desenvolve.

Criatividade Inteligente – O dom que não nasce, mas se desenvolve.

Lembra quando você era criança e riscava as paredes e sua mãe queria te matar?

Pois é, ali a sua criatividade queria criar asas, mas, digamos que a parede não é tão aceitável. Aí os seus pais resolvem te dar um bloquinho e uma caixa de lápis de cor ou giz de cera, assim você ficava entretido e não destruía as paredes (kkk).

Há aqueles que dão quebra cabeças, bloquinhos de montar, Legos, enfim…uma infinidade de formas e cores que a sua mente PIRA na bananinha para absorver e aproveitar tudo. Sua imaginação flui, você inventa histórias com tijolos, barros e guarda roupas da avó. Eu lembro que quando minha casa estava em construção haviam muitos tijolos e o quintal era de terra, imagina a farra? Brincávamos MUITO de montar vilas e casinhas naquela zona toda.

Mas, você começa a ser introduzido na sociedade e suas normas que ditam que exatas dá mais dinheiro que humanas “Filho meu não vai ser artista! Aprenda algo que dê lucro”

Em um mundo capitalista, o dinheiro comanda, mas o seu coração adoece e quando cresce percebe que não é tão criativo quanto o amigo designer ou que queria poder criar sem pensar no boleto que vai vencer. A verdade é que a sociedade nos tira da inocência e coloca a nossa criatividade em um pote de vidro, difícil de abrir com o passar dos anos.

Me senti assim por algum tempo, mas tive a sorte da minha mãe incentivar. Porém, não sou o tipo de criativa das cores, eu gosto das palavras, da comunicação e da conexão que posso fazer com diversas pessoas através do conhecimento.

(Mas, você não era designer?)

Sim, sou na verdade, a gente não apaga o que é, só escreve o que quer ser.

Trabalhei na área de criação por 8 anos, mas sempre me senti meio fora da caixa criativa, eu gostava de pensar como aquela paleta e como aquelas formas poderiam agregar ou encantar quem a visse. Então meus esforços acabavam sendo mais no texto do que na arte em si. Não que eu não gostasse do meu trabalho, o amei e aperfeiçoei durante anos, mas quando entrei na faculdade descobri um outro possível universo, o das palavras que já eram parte da minha vida, porém nunca dei a devida atenção. Sempre gostei de escrever, tive blogs, tumblrs, diários, agendas de versos… enfim, no entanto ela ficou ali de canto enquanto eu me divertia com as cores.

Contudo, havia um obstáculo na minha cabeça, eu não era criativa e me convenci disso e me senti um NADA perante aqueles que eram tudo. Por sorte, ou teimosia, não deixei que aquilo fosse uma parede no meu caminho, não era possível que a criatividade fosse um dom, e se ele for eu quero tê-lo. Portanto comecei a pesquisar sobre técnicas em desenvolver a criatividade e me deparei com um workshop online da Hypeness que falava exatamente sobre isso. Lembro que teve uma aula com o Murilo Gun sobre criatividade e como desenvolvê-la e assistindo a aula foi como se acendesse uma luz na minha mente, eu podia tê-la, só precisava trabalhar nela.

E nesse percurso descobri a “Criatividade Inteligente”, basicamente ela é uma forma consciente de desenvolver a criatividade através de novas conexões cerebrais que possam desenvolver a nossa capacidade de associar e criar. Há quem associe a criatividade com a criação de arte, porém, ela está no nosso dia-a-dia sem que a percebemos, ali na receita nova, no trabalho quando tens uma nova ideia para um projeto ou na solução de problemas cotidianos. Ela tá ali. Nos acompanhando como uma sombra sem que a percebemos. Você percebe as sua sombra? Nem eu.

Essas manifestações fazem parte do processo criativo, no qual colocamos para fora nossos pensamentos, nossos sentidos e nossa percepção individual do mundo, do nosso mundo. Quando somos capazes de traduzir nossos sentidos em movimentos, cores, palavras e formas e fazer sentir um desejo individual ou coletivo, estamos criando, estamos sendo criativos.

Tá, e como desenvolvo essa tal de criatividade inteligente?

A conexão interna é um dos aspectos mais importantes para vivenciar os processos criativos e criar novos projetos, soluções e criações. Independente da área em que atua, a motivação é um dos principais motores para se fazer qualquer coisa e ela não vem de fora, ela vem de dentro.

E aí nos deparamos com vários tipos de criativos e pessoas que desenvolvem seus papéis de acordo com a sua personalidade, quem listou esses 4 estereótipos foi o Roger von Oech, um estudioso e consultor em criatividade no Vale do Silício (Silicon Valley)

EXPLORADOR: Busca o que deseja fazendo uma seleção perante uma série de objetivos. Gosta de ser original, portanto sua curiosidade é sua melhor amiga. Escreve as suas idéias e está sempre alerta.

ARTISTA: Transforma a informação em ideias inovadoras, é flexível e se adapta a qualquer ambiente. Rompe regras antigas e cria novas sem ter medo de arriscar-se.

JUIZ: Avalia bem as ideias para decidir se implementa ou não. Seu tempo é seu aliado e sempre segue um cronograma para implantação da nova ideia.

GUERREIRO: É estrategista e planeja cada passo para colocar a ideia em prática. Tem coragem, enfrenta todas as críticas e persiste em suas ideias quando acredita nelas.

O ideal é que cada pessoa tente combinar esses estereótipos para que consiga se desenvolver. Ou seja, que você saia da zona de conforto e ao invés de nadar na piscina que é mais confortável, se jogue em uma cachoeira. A premissa da criatividade inteligente é exatamente essa, que você experimente novas formas de ver o mundo, que você ouça novas músicas, vá à festas diferentes, assista filmes que nunca assistiu, leia livros, escute podcasts, aprenda novos idiomas e coisas novas todos os dias para que o seu cérebro “ative” as sinapses e você consiga incluir o processo criativo no lugar que você o quer.

Entenda que em todo ato de criatividade há um diálogo entre seu passado e futuro, é tudo aquilo que você aprende hoje e amanhã. É o aprender, é o tentar e errar. É ser o que você é além das rupturas da sociedade e além do “não” que você já tem.

DICAS DE LIVROS:

Roube como um artista – 10 dicas sobre criatividade (Austin Kleon)

Um toc na cuca (Roger Von Oech)

Um chute na rotina – Os quatro papéis essenciais no processo criativo (Roger Von Oech)

Tenho uma ideia – Um clássico sobre pensamento criativo (Roger Von Oech)

Quem matou a criatividade? O assassino está por perto (Andrew Grant e Gaia Grant)

SITES LEGAIS:

Puta Sacada – Redação Publicitária

Choco La Design 

Abduzeedo

Design Culture

Pinterest (Não vivo sem)

Hypeness

Buzzfeed

FERRAMENTAS QUE UTILIZO:

Criação: Adobe Photoshop, Adobe Illustrator, Canvas (app para criação) e Crello 

Gerenciamento de projetos: Trello e Operand

Textos: Guardo meus textos no Google Drive e edito tudo por lá.

Também utilizo o Avaliador de títulos e Contador de caracteres

E o google trends keyword planner

Apresentação: Power Point

Edição de fotos: Adobe Photoshop e Mix by Camera360 

 

 

Mundo VUCA e os impactos nas lideranças e desenvolvimento

Mundo VUCA e os impactos nas lideranças e desenvolvimento

V.U.C.A. é uma sigla, um acrônimo, que foi criado pela US Army College para definir o ambiente político econômico pós guerra fria. Foi adotado pelas escolas de negócios no final da década de 90, onde define-se o ambiente Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo (em tradução do inglês) em que vivemos hoje.

Mas, como isso impacta o nosso dia a dia e as nossas profissões?

A aceleração é constante e a tecnologia está envolvida nisso. Enraizada em nosso cotidiano, as mudanças estão cada vez mais rápidas exigindo que líderes, empresas e escolas entendam como ela impacta, profissionalmente, o nosso viver.

Hoje não ligamos para pedir comida, o Ifood acelerou esse processo e as empresas entenderam como o WhatsApp poderia ajudar em seu negócio. O Uber facilitou o transporte. O Skype aproximou os mundos e as reuniões, que antes eram feitas pessoalmente, hoje estão a uma tela de distância e podem ser realizadas em qualquer lugar. A inteligência artificial está mais presente, e embora muitos ainda não a percebam, ela está ali nos chat-bots, na ligação automática, na resolução de problema do seu cartão de crédito que antes demandavam horas ao telefone.

Esses são alguns fatores simples que podem nos dizer quanto a nossa vida mudou nos últimos 20 anos. Segundo Ray Kurzweil, os próximos 100 anos trarão o impacto equivalente aos últimos 20.000 anos.

As escolas não escapam dos fatos. Percebe-se que os ensinos profissionais estão capacitando pessoas para daqui 3, 4, 5 anos e pode ser que a profissão nem exista mais ou não tenha relevância alguma para o mercado, já que as ferramentas e teorias que foram utilizadas para formar esses profissionais estarão ultrapassadas nesse novo mundo. O cenário exige mais velocidade e exige que a nossa capacidade de nos adequar ao ambiente em que vivemos seja umas das nossas maiores habilidades.

Já para os líderes, é importante que se atente ao novo formato de liderança e tenha-se mais foco no desenvolvimento vertical do que no horizontal. Ainda há muito investimento em desenvolver líderes com base na aquisição de mais conhecimentos, habilidades e competências, enquanto o mercado necessita de líderes com visões mais profundas e capazes de agir de forma mais estratégica, interdependente, complexa e sistêmica. Ou seja, que possam pensar e agir estrategicamente e não tenham apenas mais um certificado bonito na parede.

Outro ponto é compreender que a liderança não precisa de um “super-herói”, a liderança pode e deve ser coletiva. Há uma transição ocorrendo para que o processo de decisão deixe de residir em uma só pessoa e passe a ser um processo coletivo em que uma rede de pessoas participem da decisão. Assim sendo, as perguntas mudam de “quem são os líderes?” para “quais condições são necessárias para que a decisão ocorra e consiga mobilizar e engajar todos da organização?”

Também não podemos esquecer da inovação e métodos de desenvolvimento e comunicação. Hoje não precisamos estar frente a frente com o sujeito 8 horas por dia, o método de passar cartão e de controle está se tornando obsoleto nesta nova geração que domina o mercado. A criatividade que a contrapõe não reside em quatro paredes e muito menos em horas controladas. Ela reside na confiança, na credibilidade e no engajamento que a sua equipe tem na sua empresa. Não estou dizendo que você deve abrir mão de todos os processos tradicionais, mas que eles devem ser revistos e atualizados conforme a necessidade coletiva o demande.

E como ficam os colaboradores nesta história?

Engana-se quem pensa que só os líderes, empresas e escolas deverão mudar seus métodos. Cada nicho é composto de pessoas, portanto, cada indivíduo deve olhar para si e para o mercado e levar em conta quais pontos devem passar por mudanças e como suas engrenagens deverão funcionar daqui para frente.

Um ponto a se observar é a capacidade de apropriação do seu próprio processo de desenvolvimento, não há mais espaço para sujeitos que acreditam que a empresa ou familiares são responsáveis por sua formação, hoje necessita-se que cada ser humano saia da plateia e torne-se protagonista do seu próprio desenvolvimento e progresso.

Por fim, desenvolver-se continuamente, assumir diferentes desafios, não deixar-se abater pelos obstáculos da vida e identificar problemas para propor soluções pensadas estrategicamente serão as suas mais valiosas habilidades.

E para as empresas e lideranças, é importante deixar o “eu” de lado e pensar no “nós“. Podemos não saber o contexto e quais mudanças abalarão as nossas estruturas, mas é importante se atentar para o agora e preparar-se para o amanhã porque “planos são inúteis, mas o planejamento é imprescindível” (Dwight Einsenhower).

 

Foto: AdamBirkett – Unsplash

 

 

Você produz conteúdo para a persona ou para o seu cliente?

Você produz conteúdo para a persona ou para o seu cliente?

Você que acessou este conteúdo provavelmente já ouviu falar de Persona, digo isso porque é um termo que ouvimos muito no meio, e por mais que seja muito falado é pouco ou não utilizado.

Infelizmente a não utilização acarreta em segmentações errôneas e verbas gastas sem assertividade, já que geram poucas ou nenhuma venda por não conseguirem alcançar o público correto, visto que nem sabem quem são. Era só postar no Facebook, eles disseram.

Mas, se você deseja mudar este cenário e produzir conteúdo de forma assertiva continue neste post.

Adicione o Social às suas Redes

Segundo o site Resultados Digitais

Redes sociais são estruturas formadas dentro ou fora da internet, por pessoas e organizações que se conectam a partir de interesses ou valores comuns.”

Aqui já podemos grifar dois termos

  1. Estruturas formadas por pessoas e organizações
  2. Se conectam a partir de interesses ou valores comuns

Quando falamos de redes sociais, e a sua gestão, logo vem a cabeça a criação das peças, as criticas ao concorrente, como que a verba vai ser gasta e se o cliente vai gostar do que a agência está criando.

Neste território egoico, vemos pouco ou nada sobre pessoas, sobre histórias bem contadas e valores que podem ser passados através da marca para que se gere conexões entre público e empresa.

Ah mas o cliente é pequeno, não dá pra perder tempo com isso!

Bom, se o tempo não pode ser “perdido” cuidando daqueles que irão consumir seus produtos/serviços e consequentemente lhe trazer retorno financeiro, posso dizer que em algum momento a sua estratégia não irá mais funcionar. O modo em que consumimos está mudando e é preciso ficar atendo as tendências do mercado e não as pendências do seu cliente.

Sabemos bem quem é que paga o fee mensal diretamente, mas indiretamente a “conta paga” vem do público que consome aquele produto/serviço, sem ele não há empresa e muito menos cliente.

O papel dos profissionais de marketing é guiar os clientes por sua jornada desde o estágio de assimilação até se tornarem advogados (defensores ou embaixadores) da marca.

Philip Kotler em Marketing 4.0

Por isso é importante alinhar quem é o seu público alvo e quem é a sua persona para gerar conteúdos valiosos e estabelecer conexões reais.

A seguir conheceremos a diferença entre ambas e qual o seu papel na estratégia.

Público alvo x Persona

Primeiro, vamos entender as definições de público alvo e persona:

Público alvo é a definição do seu público com base em dados sociais, econômicos, demográficos e psicográficos. É, ou pelo menos deveria ser, o primeiro passo antes de começar uma campanha ou a cuidar da marca que chegou na sua agência.

Exemplo prático:

    • – Geográfica: moradores de Itu, Salto, Porto Feliz, Sorocaba ou Cabreúva
    • – Demográficos: Jovens, estudantes, de 20 a 35 anos, se formando em busca de independência pessoal e profissional e, consequentemente, frustrados.
    • – Econômica: Renda mensal entre R$1500,00 a R$3000,00
    • – Fase da vida: transição para a vida adulta – saindo do ninho, descobrindo-se na profissão
    • – Gerações – Y e Z: Impacientes, imediatistas, ansiosos, depressivos, frustrados. Jovens com grandes expectativas sobre o futuro e pouco discernimento sobre a realidade

 

Já as personas são perfis semifictícios do cliente ideal da empresa e tem como objetivo entender o perfil do cliente para que possibilite ações de marketing mais assertivas.

Perceba que o termo perfis semifictícios está em negrito porque você não cria personas do além, você as cria com base em dados do público alvo do seu cliente.

Exemplo prático:

Sonia Moraes tem 25 anos, cursa Direito e trabalha em um escritório de advocacia de pequeno porte como assistente de escritório. Ganha entre R$1800 a R$2000. Usa ativamente o Facebook e Instagram, lê blogs sobre culinária, faça você mesmo e noticias em geral. Seu principal hobbie é sair com suas amigas e maratonar na Netflix. Tem dificuldade em colocar seus planos e projetos em prática. Sofre por não conseguir dar grandes passos e fracassar em seus relacionamentos, não tem uma boa relação com a família, principalmente com seus irmãos. Tentou passar por psicólogos e  terapeutas, mas nenhum a ajudou a dar os passos que almejava e sentia-se parada em um mesmo ponto, portanto ainda está em busca de um profissional que possa ajudá-la.

A persona acima foi criada para um profissional da saúde mental, por isso fatores psicológicos foram levados em conta, e antes de ser criada é necessário que aconteça uma entrevista com o seu cliente para reunir dados sobre os consumidores de seus produtos/serviços, assim você consegue criar a persona ideal e ter mais assertividade nos seus conteúdos e estratégias.

E como isso vai me ajudar?

Além de oferecer um direcionamento à sua equipe, a persona e público alvo fornecem informações valiosas sobre o mercado e o mais importante, é sobre pessoas.

Diante de um cenário no qual as marcas anseiam por valores monetários, nos esquecemos de acrescentar o Social às nossas Redes, nos esquecemos de PESSOAS, seres humanos que estão além das telas dos celulares e notebooks em buscas de conteúdos, marcas e produtos que acrescentarão e estejam alinhadas aos seus valores.

Quanto mais sociais somos, mais queremos coisas feitas sob medida para nós. Respaldados pela análise de big data (coleta, processamento e análise de megadados), os produtos tornam-se mais personalizados e os serviços, mais pessoais.

Philip Kotler em Marketing 4.0

Por isso, a persona pode te oferecer insights que te ajudarão a melhorar os resultados das estratégias, tais como:

  • – melhorias nas linguagens utilizadas;
  • – melhor escolha das redes sociais;
  • – quais assuntos você poderá abordar;
  • – formatos ideais de conteúdo;
  • – em quais meios de comunicação investir;
  • – melhores momentos para ofertar um produto;
  • – estilo e periodicidade do conteúdo.

 

Se você quer alcançar grandes resultados, sugiro que olhe mais para dentro do seu negócio, para a alma da sua empresa e enxergue quem são as pessoas que consomem a sua marca.

As telas estão mudando, o mundo está mais digital do que nunca, se não olharmos de uma forma mais humana para dentro da empresa logo ela estará fadada ao fracasso perante aqueles que souberam mudar a sua visão e acrescentar valor as suas estratégias.

Links úteis:

 

Créditos da foto em destaque: Photo by Erik Lucatero on Unsplash