4 lições sobre performance em marketing digital que a corrida de rua me ensinou

4 lições sobre performance em marketing digital que a corrida de rua me ensinou

Trabalho com marketing digital desde 2013, quando comecei a fazer estágio em uma agência de publicidade. Mesmo ano em que descobri o vício das corridas de rua e participei da minha primeira prova de 10 quilômetros.

De lá para cá, já participei de inúmeros eventos relacionados à área, me formei em jornalismo e fiz uma pós-graduação em Marketing e Design Digital. Assim como corri provas com distâncias variadas de 5 a 21 quilômetros. As provas com distâncias maiores, como uma meia maratona, nos exigem um pouco de experiência e treinos mais específicos. Não dá para simplesmente calçar o tênis, sair correndo e esperar completá-las sem a sensação de sofrimento.

Passado um tempo que estava inserida nesses dois universos, descobri que para ter melhores resultados precisava entender mais sobre performance e que ela diz muito sobre esses dois universos.

Conheça 4 lições que a corrida de rua me ensinou sobre performance em marketing digital:

1 – Desempenho

Para ter um bom desempenho nas corridas de rua é preciso ter resistência cardiovascular, ou seja, o corpo precisa suprir os músculos de oxigênio. Levando essa máxima ao negócio, precisamos coletar, processar e interpretar os dados de forma eficiente. Só assim, teremos boas tomadas de decisões.

2 – Amplitude

Nas pistas, é preciso ter flexibilidade no movimento das articulações para aumentar a amplitude das passadas e, assim, diminuir o pace (minutos por quilômetro percorrido). Já no marketing digital, para maximizar as conversões é preciso criar, testar, analisar, testar novamente, analisar mais uma vez, replicar e, por fim, tentar escalonar. É um verdadeiro pensamento de growth hacker. Afinal, se será necessário desenvolver uma mesma ação mais de uma vez, é possível automatizá-la. Dessa forma, podemos gastar tempo e energia em outras coisas mais importantes como padrões, regras, anúncios, testes e outras coisas que demanda que só podem ser desenvolvidas por alguém com capacidade analítica.

3 – Agilidade

Correr a maior quantidade no menor tempo possível é sinônimo de agilidade. Como livre analogia, podemos falar nos testes, resultados e alterações. Mudanças em uma campanha que antes demandavam tempo, hoje podem ser realizadas rapidamente e de forma eficiente.

4 – Saúde

Por fim e não menos importante: manter-se em movimento é bom para a saúde. Tanto a sua quanto a do seu negócio! Estamos vivendo mudanças cada vez mais rápidas que nos mostram que as melhores práticas já não são mais suficientes para crescer de forma saudável. Precisamos criar o nosso futuro priorizando as pessoas e as interações com elas. Depois podemos focar na tecnologia e na marca, que será muito bem recompensada!

Brand Persona: empatia e relacionamento com o público

Brand Persona: empatia e relacionamento com o público

Sabe aquele amigo que sempre faz parte das suas histórias nas rodinhas de conversa com outros grupos? Você faz referência a ele pelo nome e as pessoas se baseiam em todas as características que o descrevem, certo? A mesma coisa vale para a sua marca: ela pode (e deve) ter uma personalidade com características marcantes que expressem as crenças e valores da empresa. É isso que chamamos de Brand Persona!

Muito mais que humanização da marca, uma Brand Persona é a personificação dos valores, do tom de voz, da linguagem e do “estilo” de uma empresa. É muito mais fácil sentir empatia e se relacionar com uma pessoa, um personagem ou uma mascote do que um estabelecimento físico com CNPJ, por exemplo.

Quando penso na marca Ponto Frio, me vêm imagens de uma loja imensa e cheia de eletroeletrônicos. Já quando penso no Pinguim (Pin para os íntimos) tenho a referência de um amigo. Ele conversa com as pessoas, dá desconto nas redes sociais, tem sentimentos e, até mesmo, uma namorada.

Outra brand persona muito boa é a Lola da marca carioca do setor de cosméticos capilares, Lola Cosmetics. Ela é amiga íntima das consumidoras, já teve até divã em que ajudava a lidar com situações cotidianas para além de cremes de cabelo. A marca usa linguagem coloquial, reponde sempre com leveza, em tom de conversa, fazendo piadas ou sendo irônica.

A Lu, do Magazine Luiza, também não fica para trás. Ela aparece nas redes sociais, no aplicativo da marca e em vídeos explicativos ajudando e estreitando os laços com os consumidores.

Criar uma brand persona é um exercício e parte sempre do mesmo princípio: valores e missões das empresas. A personificação através de uma mascote ou personagem não é um dos pré-requisitos. Veja o caso da Netflix: os valores, a comunicação e o público estão nítidos o tempo todo na personalidade da marca.

Outro exemplo que gosto de citar sempre é a UFJF. A comunicação reflete os valores de ensino da Instituição sem deixar de lado o carisma e simpatia com os jovens ao divulgar o vestibular seriado ou cardápio do Restaurante Universitário, por exemplo.

Mesmo sem ter um personagem bem definido é preciso estar atento ao tom de voz. A Nubank e o Banco Inter se destacam nesse quesito. Mesmo se tratando de instituições financeiras, eles têm liberdade para tratar os consumidores pelo nome e para fazer piadas leves com o cotidiano. Tudo com muito respeito no tom de voz utilizado.

É importante lembrar que essa personalidade deve ser fixa, ou seja, não podemos mudar de brand persona a cada campanha. E que ela deve ser comunicada em canais onde o público-alvo possa se sentir representado.

E você? Conhece algum outro exemplo, bom ou ruim, de brand persona pra gente comentar?

5 coisas que aprendi fazendo mochilão

5 coisas que aprendi fazendo mochilão

Durante minha infância eu costumava imaginar que aos vinte e poucos anos eu já estaria realizada profissionalmente e caminhando em direção ao “felizes para sempre” na vida amorosa. Mas, na realidade, me sentia confusa e frustrada.

Depois que de uma série de erros, desacertos e o fim de um relacionamento complicado, me deparei com uma crise de identidade e a conclusão de que não tinha a menor ideia do que estava fazendo com a minha vida.

Sem um plano B, estava diante de uma série de prioridades abandonadas e possibilidades mal trabalhadas. Eu resolvi arrumar a mochila e viajar para caminhar pelo desconhecido. Mesmo que, no fundo, esse desconhecido fosse eu.

Olhando para trás, vejo o quanto aquela menina, que colocou uma mochila nas costas, cresceu e amadureceu. A vida não é uma linha reta, cada um tem o dever de buscar o seu caminho e encontrar sentido para ela! Quando saímos da nossa zona de conforto, aprendemos com o processo e tendemos a voltar com a cabeça diferente.

Reuni nesse texto 5 coisas que aprendi fazendo mochilão e que espero levar para a vida:

  1. O mundo é muito maior do que os nossos problemas

Parece um pouco óbvio, mas as vezes a gente esquece que o mundo é muito maior do que o nosso umbigo. Só quando a gente sai do nosso lugar -comum é que nos damos conta da quantidade de culturas, línguas, modos de vida, visões de vida, problemas e dádivas existem.

  1. Quanto mais leve, melhor

Essa reflexão vale para a vida e para a mochila. Quando a gente coloca uma mochila nas costas, descobre que quanto mais leve, melhor. Em uma viagem com muito deslocamento e percursos de transporte público e a pé, muita bagagem se torna um fardo. A cada escada, parada de ônibus ou catraca de metrô você só aumenta a certeza de que parte daquele peso poderia ter ficado para trás.

  1. Qualidade é mais importante do que quantidade

Quando você começa os planos para viajar é muito tentador a quantidade de possibilidades, são tantos lugares para conhecer e tantas coisas para fazer. Por mais que a gente acredite que possa otimizar o tempo, nem sempre é possível. Além dos imprevistos e questões de logística que não estão ao nosso alcance, é muito importante manter o foco no presente para aproveitar o momento. Não adianta passar 20 dias viajando por 10 países, se a maior parte do tempo você gastou com deslocamentos.

  1. Esteja disponível para as surpresas do caminho

Estude o destino, organize o roteiro, calcule o tempo de deslocamento e rotas alternativas para otimizar o tempo. Mas isso não significa que é preciso ficar preso ao planejamento inicial. Já estendi a estadia por mais dias por ter me encantado com um lugar, assim como já deixei de visitar um lugar que todos diziam ser fundamental para assistir ao pôr-do-sol. Durante as minhas viagens, os momentos mais marcantes são frutos de pequenas surpresas que mudaram o roteiro completamente.

  1. Ir é tão importante quanto voltar

É engraçado como fico planejando novas viagens o tempo todo, mas amo o conforto do lar. Por muito tempo, tive pavor da rotina. Mas aprendi a apreciar a minha, principalmente, a da manhã: acordar cedo, treinar, degustar o café da manhã assistindo ao noticiário e ir para o trabalho. Viajar é maravilhoso (e viciante), mas nada me traz mais prazer do que voltar para casa!

Planejamento de conteúdo: o que é e dicas de como fazer

Planejamento de conteúdo: o que é e dicas de como fazer

Você já sentou na frente do computador e teve dificuldades para produzir conteúdo? Se a sua resposta foi sim, esse texto é para você! Muitas vezes, essa dificuldade existe por não haver uma estratégia de conteúdo bem definida.

Independente da área de atuação, alguns pontos precisam ser definidos antes de colocar a mão na massa e efetivamente produzir conteúdo. No livro Marketing de Conteúdo, Rafael Rez, define a estratégia de conteúdo como a “prática de planejar, criar, entregar e gerenciar conteúdo útil e interessante a um público-alvo específico”.

Planejar, de forma geral, é saber onde se está e aonde se quer chegar. É nessa etapa que se deve entender o público, definir os objetivos do conteúdo, mapear a concorrência e determinar quais serão os primeiros passos.

O primeiro passo do planejamento de conteúdo é conhecer o cliente e criar personas, estereótipo do cliente ideal, para direcionar a conversa com ele. Podemos desenvolver quantas personas forem necessárias para conversar efetivamente com o público. Que saber mais sobre persona? Nesse post, nós falamos de 4 ferramentas baseadas em dados para conhecer melhor a persona. Já nesse, mostramos como se comunicar com o seu cliente de forma singular. Confira outros conteúdos sobre persona.

O segundo passo é definir os objetivos do marketing de conteúdo para o negócio. Sem essa etapa, não é possível saber o que devemos correr atrás. O maior erro das estratégias de marketing, de forma geral, é não ter um objetivo claro e definido. Aprendi com Michael Porter que uma estratégia sensata começa com um objetivo correto. Da mesma forma que o planejamento estratégico deve ter um objetivo para o negócio, cada conteúdo produzido deve ter um objetivo específico.

Em seguida, é importante definir em quais canais atuar. É preciso estar em diversos canais para conseguir falar com a audiência e muita gente erra achando que a internet inteira se resume ao Facebook, por exemplo. Em alguns momentos, o ponto de contato com as personas vai acontecer através das mídias sociais, em outros do e-mail ou, até mesmo, do WhatsApp.

O quarto passo é a definição dos formatos de conteúdo. Depender exclusivamente de um formato de conteúdo não é o ideal. Por isso, trabalhe com formatos diferentes como post de blog, infográficos, vídeos, redes sociais, etc. e varie sempre que possível.

Após a definição dos formatos, é importante criar um calendário de conteúdo com temas e datas comemorativas relevantes para aquele negócio. Depois de todas essas etapas, é o momento de definir os KPI’s e as métricas. Sem saber o que medir, não é possível entender se a estratégia de conteúdo estabelecida está tendo sucesso ou não. Lembre-se de documentar todas etapas, metas, objetivos e como os conteúdos selecionados estão sendo estratégicos para alcançá-los.

Por fim e não menos importante: não se esqueça de que atrás de cada avatar, cada e-mail e cada tweet, existe uma pessoa. Então construa relações verdadeiras com os seus clientes.

Investir em performance para prever o futuro

Investir em performance para prever o futuro

Quando se fala em prever o futuro, quase que automaticamente associamos à vidência. Mas, esse não é um texto sobre esse assunto e sim sobre os dados disponíveis no meio digital, a nossa capacidade analítica e resultados.

Se você ainda toma decisões relacionadas ao seu negócio se baseando apenas em intuições e achismos, você está no caminho errado. A partir de análises consistentes é possível transformar dados em insights que resultarão em otimizações do seu site ou campanha.

Por exemplo, se em uma campanha com o objetivo de gerar leads através de um formulário foi identificado um tempo muito alto nessa página e poucas conversões, isso pode significar um desestímulo de conclusão de ação por parte do usuário por se tratar de um formulário muito extenso, ou seja, um formulário com muitos campos.

A partir desse dado, pode ser testado e avaliado um novo modelo de formulário com uma menor quantidade de campos. Se, após o teste, o número de conversões aumentou, estamos falando de uma decisão e uma otimização baseada em dados.

Mas, os benefícios dos dados digitais não param por aí! Através de ferramentas do Think with Google temos uma infinidade de informações que, se bem utilizadas, podem gerar insights estratégicos. O Consumer Barometer, por exemplo, analisa o papel de cada recurso digital na jornada de compra do consumidor em mais de 45 países e em 10 categorias de produtos. Já o Google Trends traz dados das buscas dos consumidores em tempo real.

Com elas, é possível entender como o seu negócio pode perfomar melhor nos diversos canais digitais. Pensar em performance digital é traçar um planejamento consistente com objetivos claros e definidos para que possamos definir métricas, mensurar e avaliar os resultados das nossas ações a curto, médio e longo prazo.

A tendência das ações é que elas se repitam, por isso, analisar informações passadas aumenta a probabilidade de acerto de uma ação no futuro. É exatamente isso que quero dizer com prever o futuro. O filósofo e pensador chinês Confúcio já havia dito há mais de 500 anos antes de Cristo: “se queres prever o futuro, estude o passado”.

Dessa forma, saber qual é o mês que você tem menos conversões, entender os motivos que levam isso a acontecer e fazer comparativo com períodos anteriores, vai te ajudar a pensar em um plano de ação mais efetivo e que vise o maior retorno sobre o investimento (ROI).