5 coisas que aprendi fazendo mochilão

5 coisas que aprendi fazendo mochilão

Durante minha infância eu costumava imaginar que aos vinte e poucos anos eu já estaria realizada profissionalmente e caminhando em direção ao “felizes para sempre” na vida amorosa. Mas, na realidade, me sentia confusa e frustrada.

Depois que de uma série de erros, desacertos e o fim de um relacionamento complicado, me deparei com uma crise de identidade e a conclusão de que não tinha a menor ideia do que estava fazendo com a minha vida.

Sem um plano B, estava diante de uma série de prioridades abandonadas e possibilidades mal trabalhadas. Eu resolvi arrumar a mochila e viajar para caminhar pelo desconhecido. Mesmo que, no fundo, esse desconhecido fosse eu.

Olhando para trás, vejo o quanto aquela menina, que colocou uma mochila nas costas, cresceu e amadureceu. A vida não é uma linha reta, cada um tem o dever de buscar o seu caminho e encontrar sentido para ela! Quando saímos da nossa zona de conforto, aprendemos com o processo e tendemos a voltar com a cabeça diferente.

Reuni nesse texto 5 coisas que aprendi fazendo mochilão e que espero levar para a vida:

  1. O mundo é muito maior do que os nossos problemas

Parece um pouco óbvio, mas as vezes a gente esquece que o mundo é muito maior do que o nosso umbigo. Só quando a gente sai do nosso lugar -comum é que nos damos conta da quantidade de culturas, línguas, modos de vida, visões de vida, problemas e dádivas existem.

  1. Quanto mais leve, melhor

Essa reflexão vale para a vida e para a mochila. Quando a gente coloca uma mochila nas costas, descobre que quanto mais leve, melhor. Em uma viagem com muito deslocamento e percursos de transporte público e a pé, muita bagagem se torna um fardo. A cada escada, parada de ônibus ou catraca de metrô você só aumenta a certeza de que parte daquele peso poderia ter ficado para trás.

  1. Qualidade é mais importante do que quantidade

Quando você começa os planos para viajar é muito tentador a quantidade de possibilidades, são tantos lugares para conhecer e tantas coisas para fazer. Por mais que a gente acredite que possa otimizar o tempo, nem sempre é possível. Além dos imprevistos e questões de logística que não estão ao nosso alcance, é muito importante manter o foco no presente para aproveitar o momento. Não adianta passar 20 dias viajando por 10 países, se a maior parte do tempo você gastou com deslocamentos.

  1. Esteja disponível para as surpresas do caminho

Estude o destino, organize o roteiro, calcule o tempo de deslocamento e rotas alternativas para otimizar o tempo. Mas isso não significa que é preciso ficar preso ao planejamento inicial. Já estendi a estadia por mais dias por ter me encantado com um lugar, assim como já deixei de visitar um lugar que todos diziam ser fundamental para assistir ao pôr-do-sol. Durante as minhas viagens, os momentos mais marcantes são frutos de pequenas surpresas que mudaram o roteiro completamente.

  1. Ir é tão importante quanto voltar

É engraçado como fico planejando novas viagens o tempo todo, mas amo o conforto do lar. Por muito tempo, tive pavor da rotina. Mas aprendi a apreciar a minha, principalmente, a da manhã: acordar cedo, treinar, degustar o café da manhã assistindo ao noticiário e ir para o trabalho. Viajar é maravilhoso (e viciante), mas nada me traz mais prazer do que voltar para casa!

Planejamento de conteúdo: o que é e dicas de como fazer

Planejamento de conteúdo: o que é e dicas de como fazer

Você já sentou na frente do computador e teve dificuldades para produzir conteúdo? Se a sua resposta foi sim, esse texto é para você! Muitas vezes, essa dificuldade existe por não haver uma estratégia de conteúdo bem definida.

Independente da área de atuação, alguns pontos precisam ser definidos antes de colocar a mão na massa e efetivamente produzir conteúdo. No livro Marketing de Conteúdo, Rafael Rez, define a estratégia de conteúdo como a “prática de planejar, criar, entregar e gerenciar conteúdo útil e interessante a um público-alvo específico”.

Planejar, de forma geral, é saber onde se está e aonde se quer chegar. É nessa etapa que se deve entender o público, definir os objetivos do conteúdo, mapear a concorrência e determinar quais serão os primeiros passos.

O primeiro passo do planejamento de conteúdo é conhecer o cliente e criar personas, estereótipo do cliente ideal, para direcionar a conversa com ele. Podemos desenvolver quantas personas forem necessárias para conversar efetivamente com o público. Que saber mais sobre persona? Nesse post, nós falamos de 4 ferramentas baseadas em dados para conhecer melhor a persona. Já nesse, mostramos como se comunicar com o seu cliente de forma singular. Confira outros conteúdos sobre persona.

O segundo passo é definir os objetivos do marketing de conteúdo para o negócio. Sem essa etapa, não é possível saber o que devemos correr atrás. O maior erro das estratégias de marketing, de forma geral, é não ter um objetivo claro e definido. Aprendi com Michael Porter que uma estratégia sensata começa com um objetivo correto. Da mesma forma que o planejamento estratégico deve ter um objetivo para o negócio, cada conteúdo produzido deve ter um objetivo específico.

Em seguida, é importante definir em quais canais atuar. É preciso estar em diversos canais para conseguir falar com a audiência e muita gente erra achando que a internet inteira se resume ao Facebook, por exemplo. Em alguns momentos, o ponto de contato com as personas vai acontecer através das mídias sociais, em outros do e-mail ou, até mesmo, do WhatsApp.

O quarto passo é a definição dos formatos de conteúdo. Depender exclusivamente de um formato de conteúdo não é o ideal. Por isso, trabalhe com formatos diferentes como post de blog, infográficos, vídeos, redes sociais, etc. e varie sempre que possível.

Após a definição dos formatos, é importante criar um calendário de conteúdo com temas e datas comemorativas relevantes para aquele negócio. Depois de todas essas etapas, é o momento de definir os KPI’s e as métricas. Sem saber o que medir, não é possível entender se a estratégia de conteúdo estabelecida está tendo sucesso ou não. Lembre-se de documentar todas etapas, metas, objetivos e como os conteúdos selecionados estão sendo estratégicos para alcançá-los.

Por fim e não menos importante: não se esqueça de que atrás de cada avatar, cada e-mail e cada tweet, existe uma pessoa. Então construa relações verdadeiras com os seus clientes.

Investir em performance para prever o futuro

Investir em performance para prever o futuro

Quando se fala em prever o futuro, quase que automaticamente associamos à vidência. Mas, esse não é um texto sobre esse assunto e sim sobre os dados disponíveis no meio digital, a nossa capacidade analítica e resultados.

Se você ainda toma decisões relacionadas ao seu negócio se baseando apenas em intuições e achismos, você está no caminho errado. A partir de análises consistentes é possível transformar dados em insights que resultarão em otimizações do seu site ou campanha.

Por exemplo, se em uma campanha com o objetivo de gerar leads através de um formulário foi identificado um tempo muito alto nessa página e poucas conversões, isso pode significar um desestímulo de conclusão de ação por parte do usuário por se tratar de um formulário muito extenso, ou seja, um formulário com muitos campos.

A partir desse dado, pode ser testado e avaliado um novo modelo de formulário com uma menor quantidade de campos. Se, após o teste, o número de conversões aumentou, estamos falando de uma decisão e uma otimização baseada em dados.

Mas, os benefícios dos dados digitais não param por aí! Através de ferramentas do Think with Google temos uma infinidade de informações que, se bem utilizadas, podem gerar insights estratégicos. O Consumer Barometer, por exemplo, analisa o papel de cada recurso digital na jornada de compra do consumidor em mais de 45 países e em 10 categorias de produtos. Já o Google Trends traz dados das buscas dos consumidores em tempo real.

Com elas, é possível entender como o seu negócio pode perfomar melhor nos diversos canais digitais. Pensar em performance digital é traçar um planejamento consistente com objetivos claros e definidos para que possamos definir métricas, mensurar e avaliar os resultados das nossas ações a curto, médio e longo prazo.

A tendência das ações é que elas se repitam, por isso, analisar informações passadas aumenta a probabilidade de acerto de uma ação no futuro. É exatamente isso que quero dizer com prever o futuro. O filósofo e pensador chinês Confúcio já havia dito há mais de 500 anos antes de Cristo: “se queres prever o futuro, estude o passado”.

Dessa forma, saber qual é o mês que você tem menos conversões, entender os motivos que levam isso a acontecer e fazer comparativo com períodos anteriores, vai te ajudar a pensar em um plano de ação mais efetivo e que vise o maior retorno sobre o investimento (ROI).

 

 

 

 

Game também é coisa de marca

Game também é coisa de marca

Se você acha que joguinho é coisa de criança, você está completamente equivocado. Os games representam bem mais do que entretenimento infantil. Segundo dados da Pesquisa Game Brasil (PGB) de 2018, 67,9% dos jogadores brasileiros possuem idade entre 25 e 54 anos.

Nessa mesma pesquisa, perguntou-se aos jogadores de games como eles classificariam algumas marcas. Os critérios estariam entre: “eliminar”, se sentir em “órbita distante”, ser “indiferente”, considerar como do “meu time” e “defender bravamente”. Segundo essa ordem de importância, quanto mais perto da última classificação, maior o envolvimento do consumidor com aquela marca.

No quesito marcas de tênis, por exemplo, a Nike foi vencedora. 40,5% dos entrevistados a colocaram no “seu time” e 36,7% a “defendem bravamente”. As outras marcas avaliadas foram Asics, Mizuno, Adidas, Reebok, Puma, Olympikus, Fila, Timberland, Skechers, New Balance, Converse, Under Armor, Vans e Osklen.

Para um consumidor defender bravamente uma marca é preciso ter um envolvimento emocional profundo, é preciso ter amor e a Nike é uma lovemark. Uma das estratégias utilizadas pela marca para proporcionar experiências únicas aos seus consumidores foi a realização de corridas de rua e posteriormente a criação de uma comunidade batizada como Nike+.

Inicialmente, para fazer parte dessa comunidade, o consumidor precisava comprar um tênis acompanhado de um pequeno transmissor que coletava dados como distância percorrida, ritmo, tempo e gasto calórico. Hoje, ele precisa apenas baixar o aplicativo Nike Running. Dentre as suas funcionalidades, existem os desafios de distâncias semanais e mensais para manter o corredor motivado, os troféus e medalhas para celebrar as conquistas e o ranking para competir com os amigos.

Nós gostamos de competir, atingir objetivos, quebrar recordes e receber recompensas. Quando algo nos proporciona isso, nós nos sentimos vencedores e isso nos estimula a continuar atrás de novos desafios semelhantes. A Nike entendeu tão bem essa lógica e o seu consumidor que só a comunidade Nike+ Run no Facebook conta com mais de 17 milhões de usuários.

Essa estratégia de marketing utilizada pela Nike, alinha conceitos e mecânicas utilizadas em games. Conhecida como gamification ou gamificação, ela tem como objetivo principal engajar e motivar os consumidores com a marca. Entender os hábitos do seu consumidor pode ajudar a criar uma estratégia gamificada e aumentar o vínculo emocional com a sua marca. Fazer um bom estudo da sua persona é essencial para isso. Nesse artigo, você encontra 4 ferramentas baseadas em dados para conhecer melhor sua persona.

Você já desenvolveu ou participou de alguma ação gamificada? Conta pra gente nos comentários!

 

 

 

 

 

Aprendi muito sobre planejamento estratégico fazendo mochilão

Aprendi muito sobre planejamento estratégico fazendo mochilão

Em 2015, eu resolvi fazer o meu primeiro mochilão pela América do Sul. Quando tomei essa decisão, eu não tinha a menor ideia de como começar o planejamento. Como criar um roteiro ou calcular gastos com tantas moedas diferentes, lidando com câmbio. Só sabia que iria viajar durante 22 dias pelo Peru, Chile e Bolívia.

Como o tempo seria curto em cada lugar, queria aproveitar ao máximo e da melhor maneira possível. Pesquisei muito e organizei tudo previamente. Criei um roteiro geral e um para cada lugar. Sabia os locais que iria visitar, os melhores trajetos, quais transportes poderia usar para me locomover de um lugar a outro. Além disso, coloquei tudo numa planilha para saber exatamente quanto e em que estava gastando.

Durante o mochilão passei por lugares incríveis como o Salar de Uyuni, Machu Picchu, Deserto do Atacama e a Estrada da Morte. Passei por perrengues e conheci pessoas de culturas completamente diferentes. Viajar te “obriga” a entrar em contato com você mesmo, rever valores, ideias e, até mesmo, descobrir preconceitos que você sequer sabia que tinha.

Foram 3 países, 16 cidades, muita aventura e história para contar! Eu aprendi muito sobre o mundo e sobre culturas, mas também sobre mim, organização e planejamento.

Eu consegui economizar tempo, dinheiro e aproveitar todos os lugares que passei. Todos os gastos estavam dentro do programado e eu estava segura de cada detalhe. Sem dúvidas, foi uma viagem perfeita e o grande diferencial não foi o que eu fiz durante o passeio e sim o que fiz antes de sair de casa: planejei, e MUITO, cada detalhe.

Tanto na vida, quanto nos negócios, a gente deve pesquisar e planejar estrategicamente cada passo. Afinal, planejar é organizar para que as ações saiam exatamente como a gente espera em determinado tempo e com o investimento que se pode ou quer fazer.

O primeiro passo para poder planejar estrategicamente é entender onde a empresa quer chegar. Um gato debochado do clássico desenho “Alice no País das Maravilhas” me ensinou que quando a gente não sabe para aonde vai, qualquer caminho serve. Essa máxima também se aplica aos negócios, quando não se sabe qual resultado esperar, qualquer resultado apresentado, serve.

Dessa forma, diferente da Alice que não sabia para onde ir, só é possível planejar para atender as expectativas do cliente ou do seu próprio negócio quando se está claro aonde a empresa quer (e pode) chegar.