Marketing Sazonal: como fazer anúncios que vendem mais?

Marketing Sazonal: como fazer anúncios que vendem mais?

Você já começou seu planejamento digital para esse ano, levando em consideração o marketing sazonal?

O marketing sazonal é uma estratégia em que aproveitamos para estimular vendas em períodos específicos e manter o negócio aquecido. Nele, utilizamos datas comemorativas e sazonais como estratégia de mídia, conteúdo e vendas.

O objetivo é complementar, desenvolver estratégias e rotinas que vão potencializar as vendas e conquistar mais clientes. Para isso, 3 estratégias de marketing podem ser usadas durante esse período:

  • E-mail marketing (principalmente se você já tem uma lista de e-mails qualificada)
  • Anúncios pagos nas redes sociais (criação de campanhas publicitárias específicas)
  • Marketing de conteúdo (quando você já tem um blog e/ ou site com um bom tráfego de pessoas acessando e já com uma estratégia definida)

Muitos segmentos ainda não exploram tão bem o marketing sazonal, apesar de ele já ser bastante divulgado, principalmente no segmento varejista. Esse é o momento de você se destacar dos demais.

Como fazer um planejamento de marketing sazonal?

1 – Mapeie e escolha as datas comemorativas.

Como toda boa estratégia digital, trabalhar com datas comemorativas requer planejamento. Faça um levantamento das datas que são celebradas tanto universalmente quanto regionalmente. O Serasa Experian produziu um Calendário de Datas Comemorativas que pode te ajudar nesse momento.

Em seguida, avalie se elas fazem sentido para o seu cliente ou negócio. Não vai adiantar você escolher datas que não estejam alinhadas com o posicionamento do seu negócio ou do seu cliente. Escolher datas erradas podem gerar desperdício de tempo, dinheiro e recursos.

Saia do comum! Além das datas consideradas mais óbvias, leve em consideração as menos conhecidas. Datas alternativas poderão ser oportunidades para trazer bons resultados. Atualmente, no Brasil, existem mais de 150 datas comemorativas somente neste primeiro semestre. Aproveite!

2 – Entenda o seu público-alvo

Depois de mapear as datas mais importantes, o próximo passo é compreender o seu público-alvo (a quem se destina) e a sua jornada de compra ou modelo de negócio. Embora você já tenha seu público-alvo definido, algumas datas serão mais estratégicas para um público que não seja o seu diretamente. Tenha em mente que talvez você não se relacione em um primeiro momento com as suas personas diretas, mas ainda assim você alcançará novas possibilidades.

3 – Busque inspirações e referências anteriores

Realize Benchmarking, se inspirando no mercado e na concorrência. Se você está começando, pode ser interessante identificar estratégias que já trouxeram bons resultados e não correr muitos riscos com abordagens que não foram cases tão bons.

Além disso, pesquise se seu cliente ou empresa já fez alguma estratégia digital com datas comemorativas, esse resgate pode ser valioso para as suas novas ações.

4 – Crie uma campanha

Agora que você já planejou, pesquisou e entendeu seu mercado e público-alvo, está na hora de definir um propósito para sua campanha. Assim como qualquer campanha de marketing, é necessário definir que mensagem você quer passar e o retorno que você espera. Escolha bem em quais mídias e formatos que você quer aparecer. Faça com que a mensagem transmita seus objetivos e leve seus clientes ao caminho que você definiu.

Fique ligado: cada rede social tem características únicas. E cada campanha estará em uma etapa de funil de vendas específico. Sua estratégia deve considerar todos esses pontos. Exemplo: Enquanto o Twitter é formado por mensagens curtas, rápidas e com conteúdo em tempo real, o Facebook oferece um canal maior de relacionamento. Além de que, cada uma delas tem dimensões diferentes de tamanho de mensagens de textos, imagens e duração de vídeo.

5 – Faça um cronograma e elabore um plano de ação

“Uma ação para o dia de natal não começa no Natal.” É preciso se antecipar ao máximo para executar uma campanha em datas comemorativas, principalmente nas mais óbvias. Inicie o seu plano de ação com awareness para o topo de funil com no mínimo 2 meses de antecedência.

Seus concorrentes, provavelmente, terão a mesma estratégia que você. Se destaque. Será difícil competir quando todo mundo estará fazendo a mesma coisa em datas super concorridas.

Crie uma audiência antes para trabalhar o remarketing nesses períodos e assim garantir o fortalecimento da sua campanha com pessoas realmente interessadas.

É preciso estar atento aos temas e anúncios dos links patrocinados. O conteúdo deve ser criativo e consiga atrair novos clientes.

Dica: Defina horários certos para as postagens e pause em momentos auges. Monitorar a sua campanha será essencial para você ter bons resultados. Atualmente, avalie também, campanhas de marketing voltadas para dispositivos mobiles, pois estes possuem mais visibilidade que desktops (PCs).

Seja criativo! No Facebook, aproveite as diversas possibilidades de formatos ao seu favor. Aproveite as datas especiais para gerar vendas e promoções. Use o formato Obtenções de oferta. Crie cupons para as pessoas utilizarem nas suas lojas virtuais, físicas ou para divulgar algum serviço.

Com antecedência, publique imagens ou vídeos para avisá-los da promoção e gerar expectativas. Outro formato bem interessante é o Facebook Lead Ads, com ele você pode gerar leads e impactá-los posteriormente por e-mail marketing ou na sua própria campanha (através de listas de públicos personalizados).

Ah, não se esqueça de ter tudo preparado e validado para ser divulgado em todos os canais de comunicação que você escolheu com bastante antecedência.

Pra você que não considerou ainda essas datas, vale a pena repensar e aproveitar no seu planejamento digital. Ainda dá tempo!

Curtiu as dicas? Tenho certeza que estará mais preparado para aproveitar as oportunidades que o marketing sazonal pode trazer para o seu negócio ou cliente 🙂

Hiperatividade: cair, levantar e recomeçar o tempo todo

Hiperatividade: cair, levantar e recomeçar o tempo todo

Tem dias que a gente desequilibra, tropeça e cai. Tenta reequilibrar e, para nossa surpresa, caímos novamente. Esse esforço repetitivo, muitas vezes é desanimador.

Com a prática do Yoga, eu aprendi a sempre tentar mais uma vez. Mesmo que eu caísse novamente, mesmo que isso significasse cair com o rosto direto no chão. Afinal, eu sempre fui muito estabanada e desastrada.

Essas duas palavras sempre estiveram presentes nos meus relatos. Em diversas vezes, as usava para justificar algum ocorrido. Como, por exemplo, os inúmeros roxos que aparecem no meu corpo quando estou correndo de um lado para o outro e não vejo que existe um obstáculo à minha frente.

Até pouco tempo atrás eu assumia que sou uma pessoa completamente atrapalhada. Mais que isso, que sou uma pessoa com dificuldades enormes para levar uma vida cotidiana. As marcas de pontos e machucados não me deixam mentir em relação a isso.

Eu simplesmente não consigo ficar parada. Sempre faço várias coisas ao mesmo tempo e, com isso, acabo me comprometendo com mais do que sou humanamente capaz de fazer.

Correr de um compromisso a outro faz parte da minha rotina. Assim como o fato de chegar diversas vezes atrasada ou esquecer aniversários de pessoas muito importantes para mim.

Ainda durante a infância, meu pediatra me diagnosticou como uma criança hiperativa. Ele explicou a minha mãe que ela deveria me ensinar a fazer uma coisa de cada vez.

Ela tentou. Ela sentava ao meu lado para que eu montasse um quebra-cabeça por vez. Também determinava o tempo que eu deveria focar apenas em andar de bicicleta ou que eu deveria assistir os filmes infantis por completo, do início ao fim.

Ainda hoje, acho que minha concentração é um pouco desregulada. Ou estou completamente imersa em algo (geralmente em coisas que gosto muito) ou não consigo prestar atenção nem por um minuto à uma mesma coisa.

Eu falo pelos cotovelos e mudo de um assunto a outro sem parar. Às vezes meto os pés pelas mãos a ponto de ser engraçado. Assim como já fui invadida por uma brutal sensação de frustração comigo mesma. Pelo simples fato de não conseguir me concentrar em uma sequência simples de movimentos na dança.

Ser hiperativa não significa apenas que eu não consiga ficar quieta ou que eu não consiga prestar atenção em algo. O que realmente acontece é que eu tenho a sensação de estar o tempo todo ligada no 220 ou de estar andando em uma montanha-russa sem fim. Por diversas vezes, me perguntei o que havia de errado comigo…

Há dois anos, a prática do Yoga me proporcionou uma paz interior que vem me ajudando a controlar os meus impulsos. Muito além das posturas, respiração e meditação, o Yoga também significou para mim um mergulho no autoconhecimento e na autoaceitação. Hoje, por exemplo, já consigo escutar todas as palavras quando as pessoas falam comigo e não apenas uma de cada dez.

Nem tudo são flores, mas sempre busco encarar a minha inquietude com bom humor. Por enquanto, a sensação de ter encontrado um caminho para me sentir bem comigo mesma não tem preço. E, com isso, também estou aprendendo a perceber algumas coisas boas em relação a ela: com tanta energia circulando em mim, sou uma fonte inesgotável de ideias e, acima de tudo, de sonhos!

4 lições sobre performance em marketing digital que a corrida de rua me ensinou

4 lições sobre performance em marketing digital que a corrida de rua me ensinou

Trabalho com marketing digital desde 2013, quando comecei a fazer estágio em uma agência de publicidade. Mesmo ano em que descobri o vício das corridas de rua e participei da minha primeira prova de 10 quilômetros.

De lá para cá, já participei de inúmeros eventos relacionados à área, me formei em jornalismo e fiz uma pós-graduação em Marketing e Design Digital. Assim como corri provas com distâncias variadas de 5 a 21 quilômetros. As provas com distâncias maiores, como uma meia maratona, nos exigem um pouco de experiência e treinos mais específicos. Não dá para simplesmente calçar o tênis, sair correndo e esperar completá-las sem a sensação de sofrimento.

Passado um tempo que estava inserida nesses dois universos, descobri que para ter melhores resultados precisava entender mais sobre performance e que ela diz muito sobre esses dois universos.

Conheça 4 lições que a corrida de rua me ensinou sobre performance em marketing digital:

1 – Desempenho

Para ter um bom desempenho nas corridas de rua é preciso ter resistência cardiovascular, ou seja, o corpo precisa suprir os músculos de oxigênio. Levando essa máxima ao negócio, precisamos coletar, processar e interpretar os dados de forma eficiente. Só assim, teremos boas tomadas de decisões.

2 – Amplitude

Nas pistas, é preciso ter flexibilidade no movimento das articulações para aumentar a amplitude das passadas e, assim, diminuir o pace (minutos por quilômetro percorrido). Já no marketing digital, para maximizar as conversões é preciso criar, testar, analisar, testar novamente, analisar mais uma vez, replicar e, por fim, tentar escalonar. É um verdadeiro pensamento de growth hacker. Afinal, se será necessário desenvolver uma mesma ação mais de uma vez, é possível automatizá-la. Dessa forma, podemos gastar tempo e energia em outras coisas mais importantes como padrões, regras, anúncios, testes e outras coisas que demanda que só podem ser desenvolvidas por alguém com capacidade analítica.

3 – Agilidade

Correr a maior quantidade no menor tempo possível é sinônimo de agilidade. Como livre analogia, podemos falar nos testes, resultados e alterações. Mudanças em uma campanha que antes demandavam tempo, hoje podem ser realizadas rapidamente e de forma eficiente.

4 – Saúde

Por fim e não menos importante: manter-se em movimento é bom para a saúde. Tanto a sua quanto a do seu negócio! Estamos vivendo mudanças cada vez mais rápidas que nos mostram que as melhores práticas já não são mais suficientes para crescer de forma saudável. Precisamos criar o nosso futuro priorizando as pessoas e as interações com elas. Depois podemos focar na tecnologia e na marca, que será muito bem recompensada!

Brand Persona: empatia e relacionamento com o público

Brand Persona: empatia e relacionamento com o público

Sabe aquele amigo que sempre faz parte das suas histórias nas rodinhas de conversa com outros grupos? Você faz referência a ele pelo nome e as pessoas se baseiam em todas as características que o descrevem, certo? A mesma coisa vale para a sua marca: ela pode (e deve) ter uma personalidade com características marcantes que expressem as crenças e valores da empresa. É isso que chamamos de Brand Persona!

Muito mais que humanização da marca, uma Brand Persona é a personificação dos valores, do tom de voz, da linguagem e do “estilo” de uma empresa. É muito mais fácil sentir empatia e se relacionar com uma pessoa, um personagem ou uma mascote do que um estabelecimento físico com CNPJ, por exemplo.

Quando penso na marca Ponto Frio, me vêm imagens de uma loja imensa e cheia de eletroeletrônicos. Já quando penso no Pinguim (Pin para os íntimos) tenho a referência de um amigo. Ele conversa com as pessoas, dá desconto nas redes sociais, tem sentimentos e, até mesmo, uma namorada.

Outra brand persona muito boa é a Lola da marca carioca do setor de cosméticos capilares, Lola Cosmetics. Ela é amiga íntima das consumidoras, já teve até divã em que ajudava a lidar com situações cotidianas para além de cremes de cabelo. A marca usa linguagem coloquial, reponde sempre com leveza, em tom de conversa, fazendo piadas ou sendo irônica.

A Lu, do Magazine Luiza, também não fica para trás. Ela aparece nas redes sociais, no aplicativo da marca e em vídeos explicativos ajudando e estreitando os laços com os consumidores.

Criar uma brand persona é um exercício e parte sempre do mesmo princípio: valores e missões das empresas. A personificação através de uma mascote ou personagem não é um dos pré-requisitos. Veja o caso da Netflix: os valores, a comunicação e o público estão nítidos o tempo todo na personalidade da marca.

Outro exemplo que gosto de citar sempre é a UFJF. A comunicação reflete os valores de ensino da Instituição sem deixar de lado o carisma e simpatia com os jovens ao divulgar o vestibular seriado ou cardápio do Restaurante Universitário, por exemplo.

Mesmo sem ter um personagem bem definido é preciso estar atento ao tom de voz. A Nubank e o Banco Inter se destacam nesse quesito. Mesmo se tratando de instituições financeiras, eles têm liberdade para tratar os consumidores pelo nome e para fazer piadas leves com o cotidiano. Tudo com muito respeito no tom de voz utilizado.

É importante lembrar que essa personalidade deve ser fixa, ou seja, não podemos mudar de brand persona a cada campanha. E que ela deve ser comunicada em canais onde o público-alvo possa se sentir representado.

E você? Conhece algum outro exemplo, bom ou ruim, de brand persona pra gente comentar?

5 coisas que aprendi fazendo mochilão

5 coisas que aprendi fazendo mochilão

Durante minha infância eu costumava imaginar que aos vinte e poucos anos eu já estaria realizada profissionalmente e caminhando em direção ao “felizes para sempre” na vida amorosa. Mas, na realidade, me sentia confusa e frustrada.

Depois que de uma série de erros, desacertos e o fim de um relacionamento complicado, me deparei com uma crise de identidade e a conclusão de que não tinha a menor ideia do que estava fazendo com a minha vida.

Sem um plano B, estava diante de uma série de prioridades abandonadas e possibilidades mal trabalhadas. Eu resolvi arrumar a mochila e viajar para caminhar pelo desconhecido. Mesmo que, no fundo, esse desconhecido fosse eu.

Olhando para trás, vejo o quanto aquela menina, que colocou uma mochila nas costas, cresceu e amadureceu. A vida não é uma linha reta, cada um tem o dever de buscar o seu caminho e encontrar sentido para ela! Quando saímos da nossa zona de conforto, aprendemos com o processo e tendemos a voltar com a cabeça diferente.

Reuni nesse texto 5 coisas que aprendi fazendo mochilão e que espero levar para a vida:

  1. O mundo é muito maior do que os nossos problemas

Parece um pouco óbvio, mas as vezes a gente esquece que o mundo é muito maior do que o nosso umbigo. Só quando a gente sai do nosso lugar -comum é que nos damos conta da quantidade de culturas, línguas, modos de vida, visões de vida, problemas e dádivas existem.

  1. Quanto mais leve, melhor

Essa reflexão vale para a vida e para a mochila. Quando a gente coloca uma mochila nas costas, descobre que quanto mais leve, melhor. Em uma viagem com muito deslocamento e percursos de transporte público e a pé, muita bagagem se torna um fardo. A cada escada, parada de ônibus ou catraca de metrô você só aumenta a certeza de que parte daquele peso poderia ter ficado para trás.

  1. Qualidade é mais importante do que quantidade

Quando você começa os planos para viajar é muito tentador a quantidade de possibilidades, são tantos lugares para conhecer e tantas coisas para fazer. Por mais que a gente acredite que possa otimizar o tempo, nem sempre é possível. Além dos imprevistos e questões de logística que não estão ao nosso alcance, é muito importante manter o foco no presente para aproveitar o momento. Não adianta passar 20 dias viajando por 10 países, se a maior parte do tempo você gastou com deslocamentos.

  1. Esteja disponível para as surpresas do caminho

Estude o destino, organize o roteiro, calcule o tempo de deslocamento e rotas alternativas para otimizar o tempo. Mas isso não significa que é preciso ficar preso ao planejamento inicial. Já estendi a estadia por mais dias por ter me encantado com um lugar, assim como já deixei de visitar um lugar que todos diziam ser fundamental para assistir ao pôr-do-sol. Durante as minhas viagens, os momentos mais marcantes são frutos de pequenas surpresas que mudaram o roteiro completamente.

  1. Ir é tão importante quanto voltar

É engraçado como fico planejando novas viagens o tempo todo, mas amo o conforto do lar. Por muito tempo, tive pavor da rotina. Mas aprendi a apreciar a minha, principalmente, a da manhã: acordar cedo, treinar, degustar o café da manhã assistindo ao noticiário e ir para o trabalho. Viajar é maravilhoso (e viciante), mas nada me traz mais prazer do que voltar para casa!