Você precisa incluir o Instagram na jornada de compra do seu cliente, AGORA!

Você precisa incluir o Instagram na jornada de compra do seu cliente, AGORA!

Os números não mentem e mostram que as pessoas amam mais no Instagram. E quando eu digo que elas amam no Instagram não é porque acidentalmente acrescentei o “n” antes do “o”: o emoji <3 foi usado 14 bilhões de vezes e o filtro mais usado nos stories foi o de coração nos olhos.

Ao todo são mais de 2 bilhões de usuários ativos na plataforma, segundo dados de 2018.

Com recursos de feed, stories, mensagens e marcações, o Instagram consegue ser uma ferramenta estratégica em todas as fases da jornada de compra. Isso fica muito mais claro quando você conhece muito bem as personas da marca e conhece seus hábitos.

Suponhamos que sua marca é uma loja de bolsas e acessórios. Uma das principais personas é uma mulher, de 30 anos. Ela é da classe média, não tem filhos, mora com o noivo, trabalha num escritório e é super conectada. Acompanha tutoriais de maquiagem no YouTube, segue influenciadoras no Instagram e gosta de seguir as principais tendências da moda. Vamos chamá-la de Fabi.

Etapa 1: Awareness (Conhecimento / descoberta)

A Fabi acorda com sua música favorita. A do Momento é Ariana Grande. Antes mesmo de levantar da cama, aproveita alguns minutinhos olhando o Instagram para despertar e já ir pensando como se vestir para o trabalho. Assiste os stories de uma influencer dando dicas para 5 looks curinga montados com apenas 10 peças.

A influencer explica que irá da academia para o trabalho e depois para a faculdade então precisa de uma bolsa com espaço. Nossa cliente, se identifica e nota que a influencer compôs o look do dia com uma mochila de material sintético. Ela passa a seguir a marca da bolsa usada pela influencer.

Etapa 2: Consideration (consideração)

Alguns dias depois a Fabi tem uma reunião bem cedo no trabalho. Ela decide levar uma sapatilha mais confortável para usar após a reunião. Chove, precisa também levar o guarda-chuva, necessaire, agenda… nossa, não cabe em bolsa nenhuma!

Após o almoço, ainda sentada no restaurante, passa o dedo pela tela despretensiosamente quando vê uma publicação de um kit de bolsas daquela marca. Uma maior, perfeita para dias como hoje e uma pequenina, bacana para a noite. Fabi pensa que realmente precisa de uma bolsa maior para dias como hoje. Clica no perfil da marca, navega e interage com alguns posts; salva algumas inspirações de look publicadas pela marca, vê que algumas das influenciadoras que segue já usam bolsas desta loja, avalia o preço, mas como é fim de mês decide olhar outras opções de lojas e aguardar o cartão virar para comprar.

Etapa 3: Decision (decisão)

Uma vez que interagiu com o conteúdo da marca, a Fabi cai na nossa estratégia de remarketing. Ao longo das próximas duas semanas ela receberá conteúdo pago sobre a marca. Um dos conteúdos é um vídeo que mostra os detalhes de uma bolsa.

A Fabi gosta de bolsas com muitas divisórias e sempre fica em dúvida na hora de comprar bolsas pela internet porque não dá para saber pelas fotos do site como é a parte interna. Ela fica muito satisfeita com o vídeo, que termina com a informação de que a loja parcela em 4x no cartão. Ela clica no anúncio e é, então, encaminhada para a página da bolsa no site onde faz a compra com um cadastro simples.

Saiba mais sobre Remarketing no Instagram!

Lifestyle é a chave

Como você deve ter percebido, duas coisas foram essenciais para o sucesso da nossa estratégia de conteúdo com a Fabi. A primeira é conhecer os hábitos e comportamentos da nossa persona e a segunda é oferecer conteúdo diversificado e adequado para esse perfil de comportamento. Os formatos são variados, stories, feed, IGTV, fotos com marcação de produtos, sugestões de uso do produto, UGC e o que mais sua criatividade for capaz de propor.

Confira 3 motivos para usar o IGTV em sua estratégia de Marketing!

Como usar a Matriz de Eisenhower para melhorar a organização e produtividade

Como usar a Matriz de Eisenhower para melhorar a organização e produtividade

Metodologia organiza as demandas em prioridades de forma fácil e visual

É muito comum ver profissionais de marketing, especialmente gestores e freelancers, sofrendo para organizar as demandas do dia a dia. Solicitações de clientes que surgem de última hora, dúvidas da equipe, propostas para fechar, projetos paralelos para tocar, cursos e eventos para aprimoramento… Nossa! É muita coisa para organizar e muitas vezes a mais organizada das pessoas fica perdida no meio de tantas demandas e se vê num ciclo constante de apagar incêndios. Quem nunca?

Para começar, não se assuste com o nome difícil. Eisenhower, general do Exército e, posteriormente, presidente dos Estados Unidos criou a DARPA, a agência de pesquisas que criou a internet. Só por esse breve resumo você já pode perceber que tempo para Eisenhower era extremamente valioso e escasso.

Diz a lenda que ele elaborou toda a estratégia que levou os aliados à vitória em uma tarde utilizando esta matriz, organizada em uma única folha.

O mais interessante dessa matriz é que ela é simples. Divide todas as suas demandas em quatro tipos. E partir desses tipos você consegue ter uma assertividade maior com relação às decisões que toma a respeito de cada uma, da seguinte forma:

Quadrante 1: Urgente e importante Quadrante 2: Importante e não urgente Quadrante 3: Urgente e não importante Quadrante 4: Não urgente e não importante

 

O pulo da gata

Existem diversas metodologias de organização e gestão de tarefas. A Matriz de Eisenhower é apenas uma delas. O fato é que a matriz é muito pessoal e coisas que são urgentes para você podem não ser para o outro. Esse é um dos motivos pelos quais eu recomendo esse modelo especialmente para quem trabalha só, a famosa eugência, ou para líderes de times pequenos, habituados a trabalhar com comandos de prioridade e autogestão de tempo.

Como toda metodologia, é importante que você adapte para a sua realidade. As minhas demandas como gestora e atendimento são diferentes das demandas de uma produtora de conteúdo ou de uma analista de performance.

Considerando isso, eu adaptei a matriz para a minha realidade usando uma coisa que eu adoro: post-its coloridos.

Matriz-de-Eisenhower-organizacao-produtividade

Toda manhã, eu primeiro organizo todas as demandas em uma lista única no trello e depois faço as seguintes perguntas:

– É preciso resolver isso agora/hoje?

– Eu sou a pessoa que precisa resolver?

– Vai levar mais de 10 minutos para fazer?

– Vai gerar novas demandas?

A partir dessas quatro perguntas consigo definir qual será a cor do post-it.

Rosa: Tarefas cuja a resposta foi SIM para as perguntas 1 e 2 e NÃO para a pergunta 3.

Verde: Tarefas cuja a resposta foi SIM para as perguntas 2 e 3 e NÃO para a pergunta 1.

Amarelo: Tarefas cuja a resposta foi SIM para a pergunta 1 e NÃO para a pergunta 2.

Laranja: Tarefas cuja a resposta foi SIM para as perguntas 3 e 4 e NÃO para as perguntas 1 e 2.

Exemplos reais da minha rotina para te ajudar a entender:

ROSA = Eu preciso fazer e resolvo rápido.

Responder emails dos clientes das ações em andamento;

Validar uma proposta para um novo cliente;

VERDE = Eu preciso fazer, mas não vai ser rápido.

Organizar as demandas da equipe;

Fazer o planejamento da campanha do cliente;

Proposta para um possível novo contrato;

Escrever para o LadiesOn;

AMARELO = Eu posso pedir para outra pessoa fazer ou fazer depois, desde que seja ainda hoje.

Agendar o disparo do email marketing já revisado e aprovado;

Enviar a arte da criação já aprovada para o veículo;

LARANJA = Eu não preciso fazer ou o custo-benefício de fazer isso não vale a pena.

Responder o post daquele amigo chato com um textão no Facebook;

Instalar a atualização do sistema;

 

ATENTA

Não sei vocês, mas a primeira vez que eu vi essa matriz, ouvi anjos cantarem. Ao colocar a matriz em prática pela primeira vez eu percebi que estava usando como triagem de emergência e dedicando a maior parte do meu tempo para os quadrantes Urgente/Importante e Urgente/não importante e aposto que você também.

Eu estabeleci horários de começo e fim para atender cada uma das cores. É claro que não consigo respeitar isso na maioria das vezes, mas, tenho conseguido otimizar bastante o tempo investido nos post-its verdes que são os mais importantes!

É necessário que você tenha clareza para estabelecer quais são suas prioridades. E lembre-se que “prioridade” não significa “emergência”!

 

Você é quem você queria ser quando crescer?

Você é quem você queria ser quando crescer?

Ainda me lembro do dia em que eu decidi que queria ser a Cleópatra. Estava na escola, era aula de história. Aquele papo de Império Romano e aí dona Neusa mostra uma foto de Cleópatra. Mulheres não apareciam muito nos livros de história das escolas públicas do subúrbio do Rio de Janeiro no fim dos anos 90. Rainha e política. Quando falavam de mulher em História era sempre esposa, filha, mãe, amante, secretária ou primeira dama. Eu, nerdona da segunda fila, fiquei passada com aquela maravilhosa com uma cobra na testa.

Saí da aula e fui na Biblioteca. Naquela enciclopédia incompleta que só os bons alunos eram autorizados a mexer eu li “política e falante de sete línguas”. Gostei dela. Eu tinha 11 anos. Eu queria ser a Cleópatra.

A dona Neusa era um ícone da escola. Bem de vida, viajada, dava aula por prazer há mais de 30 anos. Tinha um jeito peculiar de contar historias sobre a História, pois viajou o mundo todo, e era narrando as viagens que fez que nos fazia viajar também.

Na aula seguinte perguntei pela Cleópatra. Ela achou pertinente uma aula inteira sobre o Egito. Que, aliás, era a viagem favorita dela, afinal, passou lá a lua de mel. Dona Neusa contou as coisas que ninguém conta: que ela casou com o irmão, que era muito mais esperta que ele e que aprendeu várias línguas, o que fazia dela uma excelente anfitriã. Definitivamente eu queria ser a Cleópatra. Foi por causa da Cleópatra que meu pai passou sete meses sendo infernizado porque eu queria estudar inglês. Inglês, na época, era muito caro e a gente só tinha aula de “what’s your name” e “the book is on the table” na escola.

Tive a felicidade de ter dona Neusa contando sobre viagens para o Egito, Roma, Mesopotâmia, Oriente Médio e toda a Europa até o fim do ensino fundamental. Ela sempre contava as mesmas histórias dos mesmos lugares, mas sempre enriquecendo o conhecimento sobre os fatos.

Nessa época eu escrevia religiosamente em agendas cheias de papéis de bala, bilhetes, fotos, canetas coloridas e, principalmente, recortes de fotos de lugares. Outro inferno que a Cleópatra representou na vida do meu pai foi a assinatura de jornal, após dona Neusa nos levar ao parque gráfico e dizer que era importante conhecer política Internacional, emendando que a Cleópatra era uma ótima política por isso.

Às vezes, já na sétima série, dona Neusa contava sobre os romances. Contou que as pessoas são muito mentirosas, pois Cleópatra não era nenhum exemplo de beleza, mas de inteligência. Que se casou com o irmão para se manter no poder, que amou Júlio Cesar e também Marco Antonio. Mas que primeiro amou a si mesma e ao poder.

Na oitava série eu já sabia todos os podres da Cleópatra.

O Ensino Médio foi aquela experiência traumática da vida quando você precisa se comportar como adulto, mas ninguém respeita você como adulto. Com um Colégio caótico, greves, falta de professores e tendo que acordar às 5h para chegar na aula às 7h, eu estava preocupada com duas coisas: não tinha aulas de Química, o que certamente acabaria com meu futuro, pois não teria chance no vestibular e com o próximo CD do KLB que estava demorando.

Eu queria ser a Cleópatra. Mas, não deu pra virar rainha, nem diplomata; não rolou aprender sete línguas e também não consegui (por enquanto!) fazer uma chegada triunfal escondida enrolada num tapete para o Mozão;

Aqui em 2018 o mundo ainda não é fácil pra gente, Cleópatra. Tudo, absolutamente tudo, resultado de privilégios que a gente precisa sambar pra adquirir e mesmo assim… Fato é que História foi minha melhor nota no Ensino Médio, vestibulares e Enem. Foi a disciplina que, junto com redação e biologia (?) jogaram minha média para cima. Suficiente para escolher entre Letras na UFRJ e Comunicação Social na PUC-RIO, aquele momento maravilhoso da vida chamado PROUNI.

Eu tive oportunidades que não costumam ser oferecidas às pessoas que são de onde eu vim. Com elas adquiri alguns privilégios. Privilégios esses que me permitiram estudar, viajar, largar um emprego fixo e viver de freela, fazer cursos de especialização com profissionais incríveis, uma rede de contatos relevante, mudar de cidade, de estado, de vida e, por fim (ou seria por começo?), ter parte de uma empresa e comandar um time.

Olhando para o meu sonho de criança, acho até que consegui algumas das conquistas que eu personificava na figura da Cleópatra. Mas se você me perguntar hoje quem eu quero ser quando crescer eu digo: quero ser dona Neusa. Foi dona Neusa que em sua maestral paixão pelo que fazia, pelas pessoas e pela História mudou as perspectivas e, consequentemente a minha vida. Foi dona Neusa que naquele cenário desfavorável atraiu e direcionou meu interesse para que eu me desenvolvesse e com isso tivesse oportunidades; foi dona Neusa que, nos levando ao Theatro Municipal valendo ponto, me fez amar ficar indignada com La Traviatta, chorar e sonhar com a França em La Bohème. Hoje, Veneza, Paris, Egito e Roma são os lugares que mais tenho sonho de conhecer. Dona Neusa passou por todos. Hoje, meu plano de carreira é fazer um mestrado, começar a dar aulas para a graduação levando um pouco da experiência da vida para a academia. Quero ser professora, igual dona Neusa.

Eu achava que queria ser Cleópatra. Mas no fundo sempre quis ser dona Neusa. E você, é quem queria ser quando crescer?